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segunda-feira, 31 de março de 2008

Poesias e Amigos!


Momento Mágico

agora é tanto
que tudo é pouco
para dizer o quanto

Luiz Fernando Prôa



Insone

sempre à noite

as sombras têm

mais cor

a falta

é mais dura

o silêncio

é um grito

de dor



e as pálpebras

gotejam cristais

urgências

desejos

sopro da alma

que rola na face

e lhe dá

um beijo



e insone

como as horas

nu de luzes

e certezas

bordo

um poema

e não

me culpo



sempre à noite

o querer é

voraz

o possível

é tardio

o grito

é silêncio

nada mais

Luiz Fernando Prôa



De braços abertos

esse par de braços
que estendo
abraça o mundo
enquanto é tempo
sei que cada momento
é tudo o que tenho
e o agora tudo que existe

de braços abertos
me entrego
e abraço os amigos
enquanto os vejo
no recanto seguro
do que amo e sinto
a alma, espaço sem limites

mesmo quando estou triste
e o pranto é tanto
e a dor é toda
não sei como nem quanto
guardo nos braços um abrigo
me curo, me dando

esse é meu gesto
exponho o peito sem medo
sem dúvida, inteiro
e a quem queira
me entrego

Luiz Fernando Prôa



Heróis de espelho


somos feitos

de tudo que nos cerca

de argila, madeira

poeira e pedra


somos palco

de uma peça

normais, humanos

loucos ou feras


somos aquilo

que não somos

artistas, retratos

heróis de espelho


somos nosso

maior receio

pior do que tudo

contágio do meio


mesmo que loucos

perdidos no verso

feiticeiros da vida

poema incerto


somos parte do todo

grãos de mistério

construtores do sonho

em busca do eterno

Luiz Fernando Prôa




Cárcere


cada dia

que passa

a sentença

minha alma

condenada

ao poema

Luiz Fernando Prôa




Submerso


tem dias

que a tristeza

tem o peso

do universo


sinto-me

náufrago

preso

às correntes

que me cercam


queria o ar

como bálsamo

a meu peito

submerso


queria apenas

amar cada dia

dos dias

que me restam

Luiz Fernando Prôa




Ideal

tem gente

que é tão doce

que se mais fosse


era poesia

Luiz Fernando Prôa




Paciência

diz agora

a palavra que cala

essa ânsia da alma

infinitos segundos

minutos

e horas



diz pra mim

uma prece sem pressa

que acalme a espera

desse início

sem meio

nem fim



fala tudo

sem meias verdades

sem metáforas/imagens

sobre caminhos

atalhos

e rumos



sussurra ao vento

como aplacar a ferida

nessa urgência de vida

enquanto o instante

é apenas

um grito



Luiz Fernando Prôa




Vivendo assim

todo dia

quando o sol nasce

nasce também

dentro de mim

como milagre

me descubro vivo

toco a luz

assumo os sentidos


todo dia

morro e sobrevivo

me apego ao que sou

desapego dormindo



como arte

vivo por um fio

cada minuto

o ápice de tudo

todo dia

quando o sol nasce

é assim

agradeço

e peço bis

Luiz Fernando Prôa




Velho Mundo


Aos poucos desconstruir....
A Terra
Retirar
Calcários, fósseis
Hieróglifos, pergaminhos
Pescar
Metais, pedras, ostras
De uma cidade a outro país
O que pertence a vocês?
A ponte de Bambu da Índia?
Nesta página
O Velho Mundo
Sábio destinado a produzir...
Lixo hospitalar
Lixo orgânico
Lixo sideral
Incinerar os pensamentos
Dos enfermos da má vontade
A fé do Himalaia não derreteu
Existe a Ponte da Amizade
Entre você e eu.



Claudia Almeida



Devolva


Não sabes do meu coração que chora,
Do amor que tenho guardado,
Da saudade que apavora
Pelo muito que tenho te esperado.

Não sabes da alegria que foi embora,
Do soluço que chega desesperado,
Da solidão que tenho agora,
Quando somente te quero ao meu lado.

Ainda assim continuo na esperança,
De que permaneça na tua lembrança,
Algum vestígio do quanto te amei...

Talvez então voltes com a felicidade,
E junto com ela doce serenidade,
Devolvendo-me a vida que na tua deixei!...


(Cida Luz)





Delicadeza


Desfilo em teu peito
toda a sutileza de meus versos
acato todos os teus pedidos
suplicando que te faças
o homem mais feliz do universo

amo-te inteiro, pleno, por completo
não deixo de tocar
nem um pedacinho de ti
cubro teu corpo com o meu
serenamente, levo-te ao apogeu

na delicadeza de meus atos
concluo meu jogo de sedução
sinto que és meu, e sou tua
unidos estamos por tanta paixão
desejos envoltos em véus de ternura
sublime querer, que os sentidos apura

e na entrega sutil e delicada
as almas se fundem, e se confundem
como se tivessem nascido juntas
e agora se reencontram
para nunca mais se deixarem
e a mesma estrada trilharem...

Flor Poeta



Viver Sem Poesia
Ana Perissé

Viver sem poesia
é funeral à espreita
é dor maior do que a chama da intensidade
que me arde
sempre, por inteira.

Viver sem poesia
é achar um sentido
para o movimento das nuvens
é desmanchar minha loucura
que me aprisiona,
deliciosamente,
por inteira.

Viver sem poesia
é matar minhas paixões
com normopatia
é aniquilar meu não saber,
ambiguidades
fragilidades
que me inquietam
por inteira.

Se sou
sou porque sofro
ao pensar
nas letras a dançar que ainda estão pra serem escritas.
se sou
sou porque sou ardente
por inteira.




Despedaços Inteiros
Ana Perissé

Eis-me em despedaços
porque parte de mim é inteira
posto que desconheço aquilo que sou
ao me reconhecer em fragilidades
que me revelam
em suaves borbulhas de ondas
partes de mim.

Sou frágil!
mas ardo em fortalezas
ora tórrida e decidida
ora cálida e insana.

Partes partidas
Despidas em pedaços
Entregues ao acaso
Ao sabor do teu amor.

Eis-me em despedaços
desconhecida
a ser desbravada
em incessantes descobertas
deitada ao teu lado
com a vida em curso.

Sou inteira!
posto que me faço em mosaicos
vitrais coloridos
que se complementam
no escuro de nossa imensidão.


Amor coisa maluca


Amor lamento sentido
Que transforma
Ataca sem direção
Amor
É um louco desejo
Que contaria os anseios
Quando é desejado e flechado
Amor é uma ferida que sangra
Faz bater forte o coração
Amor tem maldade bondade
Tem beleza verdade mudando
O coração de direção
Amor tem olhar cego amargo
Ofensivo mimoso
Tem uma fúria paixão
Amor é uma mistura maluca
Juntando tudo é gostoso
Mata dá felicidade
Amor é tudo na vida ajuda cicatrizar
A ferida
Ou sangrar coração...

Marina Nunes





Melancolia

Por: Marina Nunes

Terna alma se apaga
Na escuridão que envaide
Minha alma crua
São sobras obscuras
Tremulas almas sinistras
Que espanta e fogem
Vêm fantasias
Centelhas que espreme
Dentro do espelho
Reflete alma abatida
Um azedume âmago
Estanhas presenças
Na alma abriga
De um raio que raspa
Lanças sangrando feridas
Escorrem fuzilam
Sombrias travas no céu
Da noite
Escondidas do mundo
Que limpam feridas em
Chamas
Deitada numa cama
Esperando, brilha
Com alma que clama
No véu da morte
Uma alma morrendo em vão....





A PAZ DA ALMA

Lava-me a alma
De amor
Envolve-me
Alma
Minhas lágrimas
A paz em silêncio chora
Reclama demais alma
Sente claras reluzentes
Paz, branda e pacífica
Alma dolorida chora
Doces e perfumados
Amores, e distante
Das Ilusões, perdidas
O canto das lágrimas
Encantam minhas ansiedades
Alma onde anda
Ele?Eu não sei dizer!
Paz vem me diz agora?
Dá uma esperança
Saudade insana
Desse teu calor
Alma escuta-me?
Poupe-me um pouco
Cinto está definhado
Desse louco amor
Que tortura o peito
Nunca mais passou
Paz alma!
Meu lamento é grande
Alma! Eu sofro de amor...

Marina Nunes



Brigar ou amar?


Por quer essa cara amuado
Responda-me amado
Não fique calado zangado
Pois o meu coração
Só fala de amor e paixão
Você quer brigar ou amar?
Por que me olhas assim
Fingindo que não me ver
O que pretende fazer
Vai ficar sem falar
Vai me abandonar?
Estou quase chorando
Meu amor é regado á canção
Serenata de amor e calor
Seu lugar e cativo presente
Mora bem pertinho
Do meu coração
Vamos parar de bobagem
Já estou com saudades
Faça-me um favor meu amor
Á cama está te esperando
Só falta você ao meu lado.
Marina Nunes



LUA

Lua que
Fascina,
Tua beleza mim. ilumina
Sua luz de diamante,
Os amores pratear,
Lua minha linda encantada
Vem mostrar como é amada

Serenatas á se beijar,
Lua amiga mim ensina,
Um amor eu conquistar,
Lua eu estou,
Apaixonada,

Por favor, dá uma olhada,
Como é triste o meu olhar,
Lua linda e companheira,
Estou pedindo,
A sua ajuda,
Majestosa e brilhante...
Desejada,
Suplicante,
O amor faz suspirar
Marina Nunes





Estrela partida

Sem rumo sem vida
Perdeu o semblante
A estremecer querer resistir
Á renunciar deslumbrante
De um dia foi “Estrela”
Perdida caiu na falência
Em derrotas-se
Partiu.
A tombar
Infeliz inútil!
Em pedaços ficou a chorar...
Estrela ressentida apagou
Perdeu seu encanto virou
Pedaços de esperanças
Na vida de amar com delírio
Perdeu sua cor de atrair amor
Estrela partida perdeu o reinado...
Apagou-se, saudosa e desiludida.
Ficou deprimida de tédio esquecida
Lagrimam risos brincar de sofrer
Sua luta é constante se agarra
A tudo pra sobreviver e sorrir
Estrela sombria,
Sem rastos e sem rosto,
Hoje é uma, estrela partida...
Marina Nunes 12 /3/07 0038



Enamorada eu estou sempre

Com amor com ardor, te dei meu coração
É tão afável gentil, te quero, demais
Com paixão tudo faz sentido, com amor

Á tua luz é verde, azul, rosa lilás
Apertam-me com intimidade e prazer
Despertando, com afeto, calor e paixão
Viveremos um só corpo, um só amor

Eu também venho, com loucuras, me toca
Com ânsias, extravagante, delirando desfrutando
Apertam-me com, torturas, e beijos,
Faz-me feliz, leva-me ao paraíso, no céu

Perdida, de felicidades e sinceridade
Por desfrutar, o seu amor, de anjo safado
Absortos, amantes amigos, temos sorte demais
De viver desfrutando, de tudo, que ainda existe...
Autor: Marina Nunes



DELÍRIOS EM SENTIR O AMOR


Abraça-me meu amor perfeito
Fascina-me com seu olhar de amor
Prepara-me um banho com flores
Perfuma-me, pois quero sentir você

Avança com vontade, tira de mim toda
A minha castidade, meu corpo arde, com loucura
Explora esse campo verde, e virgem, como
Uma flor, os meus olhos, te admira e sente medo
De sentir o doce amor

Prepara-me, um cálice do mais puro vinho do amor
Banha-me em lençóis, de ROSA lilás
Com água dos lábios molhados o canto
Que perdura em silêncio, só se escuta
Murmúrios, de um gosto que sai, sem pudor

Que excita, implorando acalma, em abandono sente
Amor mostra e sofre uma imagem bela
Exaltados exalando que acalma um olhar em chamas
O perfume, de uma ROSA em lençóis, do amor em paz...

Por: Marina Nunes:



Metamorfose

Agora me encontro de frente ao espelho
De cara limpa, como borboletas, minha
Transformação, minha metamorfose
Delicadamente uma pintura poética
Entra em ação, uma figura imaginável,

Doce, solene veste-se, com perfeita
E extravagante, pinta sua boca graciosa
Chamando atenção, entra em sintonias
Abre as cortinas, de um vermelho forte
Pomposa, espetacular sente-se seduzida

Pelo placo, uma inebriante,voz rica e macia
Enche o ambiente, em ritmo suave, canta
Uma melodia, que excita um quadro doce
Abriram-se às asas, como um pássaro, voa
Canta uma canção poética, com lindas frases

Uma sonata de amor entra em um sonho
Uma utopia, bravo! O palco se agita, rodeada
Sente uma emoção gigante, que sai do peito
Cordial se curva, agradecida, chora calada
Lágrimas pela face rolam parte da emoção
Mais linda, uma poesia, de uma atriz poeta...
Marina Nunes...



Arte do saber amar


Força verdadeira força
Caminhos inconfundíveis seguem
Sem saber porquê
Pés companheiro firme
Caminhando sequem
O amor se faz presente
Eu sou o amor
Força que me dá sentidos
De perceber cada miragem imagem
Da arte de amar
Gotas que umedece a terra
Na parte mais seca da serra
Que não chove nunca
Vem drena seca
Mesmo espaçadas gotas.
Arte parte que me cabe vivo
Á digitar com um dedo
Sensíveis toques
Forçar que me deixa muda
Inaudível fica
Com as desigualdades
Espalhando sorte
Vida fonte do prazer do amor
Não aceito inveja
Fujo do supérfluo corro
De tudo que não seja humano
De sentimentos frágeis, gente
Que não sabe, dá receber o amor...

Autor: Marina Nunes...



Cheirando perfume flor

Te pego do meu jeito te chamo
Vem regar á terra meu bem!
Vamos o dia está raiando
Amanhecendo
Vamos andando trocando idéias
Respirando o ar puro
Sem pensar no tempo
O aroma tem o seu vicio
Espalhando – se no ar
O cheiro da terra, da flor do mato
Olhando, o vento assobiando frio.
Um friozinho bate no rosto
Gente da roça, simples mais digna
Honrada que trabalha
Na lida da terra
Vivem na paz
Longe das cidades
Onde só beleza, natureza existe
Um lampião uma luz
A tarde vem caindo anoitecendo
À noite, uma oração, o descanso
Cedinho, já com um café quentinho.
Pra tudo começar na roça orando, cantando.
Autora: Marina Nunes...






Ela é fascinação

A noite que me encanta
Tem o seu perfil imaginável
Cheia de sedução
Ostenta beleza fascinação
Horas calma e alegre
Sempre tem tentação
A noite que tem tanto brilho
É cruel e delicada mágica
Tanto clamour paixão
Mostra-se elegante vestida a capricho
Com letras que piscam nos bares
A noite que me dá prazer de sentir
Mais amada romântica
Que chama atenção
Das lindas mulheres que desfilam
Corpos esculturais que inflamam
Os olhares dos cavalheiros...
Que se perturbam e fumam bebem
Descontroladamente se sentem
Um dom Juan apaixonados...
Autora: Marina Nunes



PAIXÃO ( celina vasques)

AH deixa que a saudade dilacere meu coração
e nos pedaços - mil pedaços -
escreva versos tão apaixonados
que o mais imortal dos poetas, sinta inveja de mim!

deixa que esta febre ardente arrebente o meu peito
e que este amor se transforme em flores
- de todas as cores -
eu as ofereço pra ti...

deixa que no meu piano - saudoso em harmonias -
eu toque canções infindas e as melodias divinas falem
da minha PAIXÃO por ti.

deixa que eu siga teu rastro - como se foras uma estrela que
transpondo a sombra ilumine o meu caminho -
e todas as trilhas me levem pra ti!

AH visão do meu amor, fulguras meu doce amante
em todos os meus sonhos e fantasias... deixa que eu
te afague, quero respirar por tuas narinas todo o meu alento
nem que seja só neste momento....quero tua alma ....
teu pensamento ...todo o teu sentimento...
Ah deixa que eu morra por ti !





ALMA GEMEA

AH como te busquei, desesperadamente
e pelos caminhos da vida imensos
e intransitáveis teu rastro segui...

em cada estrela que fitei
- na mais bela -
o brilho do teu olhar bebi...

encontrei-te afinal, te buscando
nas dores e nos meus amores
pois em todos tua imagem eu via...

alma gêmea da minha, deixa que eu te abrace
-que este momento seja eterno-
e na comunhão dos teus pensamentos
com os meus anseios eu possa me entregar
á felicidade de poder estar contigo!

Ah como te esperei...sabia que virias...
acho que te amei noutras vidas!!!!!

celina vasques





LOUCURA (CELINA VASQUES)

sou louca...louca!
acredito na fantasia desvairada,
em lua ensolarada...melodias dedilhadas,
em palavras de amor!
caminho na multidão apressada, sorriso
aberto quase gargalhada... penso que sou forte
pierro até da morte, tola poesia de amor!
Louca ...louca alienada!
e na minha alucinação faço poemas...na madrugada...
canto ilusões e desilusões onde não há nada!
em meus delírios vejo trilhas nas calçadas, longas estradas;
as estrelas-luzes que iluminam esta caminhada - em busca da lucidez:
o homem amado
sim sou louca...perambulo pela vida
vislumbrando energias e reações em esperanças - desesperançadas
aventuras - desaventuradas... grito nos meus versos
- em berros tresloucados-
toda a amargura deste amor triste abandonado!
Dou o nome de amor ao desamor
amo as flores e até as dores pois nas chorosas rimas
falo desta paixão desventurada...
sonho todos os dias- que loucura!
e estou acordada, triste poeta
apaixonada....louca de amor!




ICARO

uma melodia ressoa é
como se todas as orquestras
tocassem ao mesmo tempo,sinfonias
doces profundas, tristes!
o céu de um azul intenso...o firmamento
e tu dás o teu ultimo vôo... tuas asas fracas,
tênues...tentam equilibrar o teu corpo,
ferido de morte!
um ultimo olhar para a vida...é a despedida!
teus olhos vidrados, choram, vislumbram
a natureza tão por ti querida!
teu canto derradeiro como num lamento
confunde-se com o choro...
canto triste de teus companheiros!
Vais caindo...caindo...
e jazes no chão e a natureza continua,
viva, bela!
o marulho das ondas, a sinfonia, a areia alva
e tu estas aí inerte!
no meu coração passaro ferido,
morre a ilusão, a paixão, a esperança de ser feliz.
como tu busquei, voei por ceus azuis...
sonhei...cantei e amei!
hoje jaz no meu peito silencioso,
inerte....e a vida continua!
(celina vasques)


TORTURA

porque me torturas? que prazer
morbido cruel teu sorriso de
escárnio a cada gesto meu?

o meu sentir maior é a solidão
e da minha suave paixão és tu
a fonte de inspiração
meu sentimento mudo...mistério do amor!

porque me torturas? não vês que meu
coração frágil morre de amores por ti?
minhas lágrimas orvalham meu rosto
e em cada desgosto o desespero
toma conta de mim...

Ah porque me torturas? maltratas...detratas?
que fiz eu a ti?
como se eu fora culpada de tuas amarguras e desventuras....

se eu apenas te amei!


(celina vasques)


DEVOÇÃO

Se te amar é minha ruína...
que venha então essa triste sina...
pois sem teu amor
que gosto pode ter a vida?

Sem ti meus olhares não têm
mais encantos...
passo pelo dia e pela noite...
não vejo estrelas
céu...lua... nem dos passarinhos
o suave canto!


quase te perdi...
e nessas horas de profunda solidão
tristeza e dor
eu até podia ouvir os suspiros
dessa saudade...saudade do teu amor!


(celina vasques)


QUEIXAS


MINHALMA CHORA
ILUSÕES PERDIDAS
É TRISTE COMO A VOZ DO SINO
E COMO NOTAS DE CHOROSAS ENDECHAS
O SEU GEMIDO É IGUAL Á QUEIXA!

MINHALMA TRISTE COMO A PRIMAVERA
QUE SE ESVAI
NEM A SINFONIA, NEM O
DOCE CANTO DOS PASSAROS
CONSEGUEM ALEGRÁ-LA!

MINHALMA NÃO MAIS SE
ILUDIRÁ COM SONHOS
NEM COM TUA IMAGEM FALSA,
DUVIDOSA... INCERTA!

NÃO MAIS TE OLHAREI SAUDOSA
E NEM POR TI DECORRERÃO PERENES
LAGRIMAS DO MEU SINCERO PRANTO

EU CRI UM DIA NO TEU OLHAR
MENTIROSO...
ACHEI NO TEU SORRISO
O PARAISO ETERNO, JULGUEI-TE
UM TESOURO E VI NO TEU ROSTO
A EXPRESSÃO DA FRANQUEZA!

......................................................................

NÃO MAIS TE AMAREI NOS CAMPOS
NEM OUVIRÁS DA MINHA VOZ
SUAVES CANTOS!

(celina vasques)



noite de amor

Fim de noite e estavamos
ali deitados no chão...
juntos, tão perto quase enamorados
e falavamos de encantos de vida
e ouviamos musicas e tomavamos
vinhos...

eu contava das minhas dores, amores,
e chorava minha solidão!
ele me escutava, me olhava consolava,
acariciava, olhos nos olhos,
cumplices estrelas brilhantes que liam
meus pensamentos e em
solilóquios mudos...profundos...
magnetizavam minha razão!

triste ironia atroz que ao
senso humano irrita,
as horas passavam velozes
aconchegavamo-nos mais...
eu até podia ouvir forte as
batidas de seu coração.

deitei minha cabeça em seu peito,
quente , ardente, paixão!
e falamos de amor, beijos,
amplexos, caricias.... desejos
sexo!

há tantas coisas misteriosas que nos
cercam e escapam á vista!
e como num lamento
sussurei baixinho:
essa é a noite mais linda da minha vida!


(celina vasques)


SOLIDÃO

Noites de solidão, melodias ao longe
dedilhos de violão...que vão rasgando
minh'alma dilacerando pouco a pouco
o meu coração...

Desfaz-se a ultima chama morre a ilusão
e como sussuros, lamentos
os gemidos se perdem e são
levados pelo vento...

noites de solidão... soluços ao luar
eu choro tristes lembranças e em
meus delírios relembro momentos tão saudosos
com o gosto amargo do abandono...

A noite é longa... vazia e fria...
mas há que se faz nascer um novo dia...

Ah faltam poucas horas... meus olhos perdidos
ao longe esperam com ansiedade o
romper da aurora!


(celina vasques)


desilusão

(celina vasques)

o que fazer com este amor
que me corroi, que me destroi?
o que fazer das minhas noites vazias...
tão frias,se até os sonhos não existem mais?
o que fazer da saudade que me invade
vai me consumindo, destruindo,
desiludindo e que a todo momento me trai?
o que fazer da minha agonia
das palavras vazias que não adiantam mais?
o que fazer das minhas fantasias,
do meu piano, do meu canto,
do meu pranto, dos meus encantos,
dos nossos encontros...
se não voltarás jamais?!


Sonho de sábado

Naquela tarde de sábado entre árvores e céus azuis...
tudo era poesia e esplendor...beijei teus lábios com
tanto ardor...naquele momento nascia em mim
este amor!

e eu te queria...te ouvia... me encantava e te olhava
e entre sorrisos - incrivelmente tímidos -
decidi ser tua amante muito mais que amiga!

e era tudo tão bonito que eu achava
meus anseios reciprocos
e eu já te amava!

E veio a noite fomos dançar, ceu estrelado... luar....
e entre luzes, sussuros ...risos e canções, fui feliz
nos teus braços que emoção!

Mas, a realidade da vida...dos sentimentos...
a agonia...não podia me entregar...não podia!
era só aquele dia...não eras meu... pura fantasia
foi um sonho
acordei
já era dia!

(celina vasques)


Confidencias
(celina vasques)


Eu tentei amor...
Procurei te esquecer
Me interessei por outros homens
Até fiz amor.
A saudade tão forte
pior de todas as mortes sempre me acompanhou...

Eu tentei amor...
Fitar outros olhos, beijar outros
lábios,
Até jurei amor!
Já passou tanto tempo...viajei
por
céus e mares, mas de nada adiantou,
Tua imagem por mim tão amada
Esta desenhada nas minhas
Noites de Amor



Meu Amor,

Nosso cais de encontro
é um labirinto de partidas...
Chegaste tarde demais
na bússola do meu tempo,
no ancoradouro
do meu carinho,


e na geografia do meu corpo,
há sempre um cais vazio
à tua espera,
e um velho calendário
marcando uma data antiga.

Porque
Partes sempre
antes de chegares

Luiza Caetano



CONQUISTA
Sônia Maria Grillo
(Baby®)


No sideral espaço
em descompasso
do teu abraço
enrosco-me feito laço
em total embaraço
e com felina graça
bem devassa
meu amor ultrapassa
e ganho-te na raça.

Vejo-te entregue no leito
é o homem perfeito
que com todo direito
e do meu jeito
aconchego no peito
inicia-se assim a evolução
e, num clima de total sedução
extravasamos a paixão
esquecendo a razão!

30.01.2008
Rio de Janeiro





Disfarce
.

Sigo
Disfarçando
A dor...
Sorriso
Fingi
Sufoco...
Lágrimas
Por ti

Sigo
Lembrando
Você
Saudades
Martírio...
Promessas
Não esqueci

Sigo
Esperando
Você
Lembranças
Alento...
Esperança
Razão de seguir.
.

(Sirlei L. Passolongo)




TEU – Arethuza Viana

É teu, paixão minha,
o que agora escrevo,
com as mesmas mãos
que te tocam mansamente.

É Teu!
Guarda-o contigo
porque eu o fiz
lembrando que és magia...

Que este poema,
desperte o teu sorriso lindo...
Ah! Ninguém sabe sorrir
como você...

Que ele seja conforto
para qualquer tristeza
e que ele te lembre
os meus olhos felizes
brilhando de amor...

Este poema é teu!
Eu o fiz para a tua compreensão
e junto com ele,
meu amado, minha vida,
mando-te beijos,
beijos e mais beijos!!!

É teu!
Eu o fiz apenas
para o teu entender...

Só sinto verdadeiramente,
amor meu,
que nunca, ninguém,
poderá saber
que ele é teu...
Unicamente teu!!!!



Desmascarando Minha Alma

Lembrei o que não queria
No fundo lembrei do nada
Lembrei que não tenho histórias
Que não guardo mais memórias
Que minha vida é bem velada

E nessa lembrança velada
Caminho à margem da estrada
No labirinto da vida
Não acredito em acaso
Nem tampouco em belas fábulas

No fundo eu somo passagens
Só somo pedaços de esboços
Somo horas maquinadas
Desmascarando minha alma
Tentando achar o meu rosto

E nas horas maquinadas
Vou guardando tantos temas
Tentando achar o meu rosto
Vou desmascarando minha alma
Das máscaras fazendo poemas


Adriano Hungaro




O Mundo, o Homem, e o Caos.

Ruas maquinas,
Fabricas, e o homem concreto.
Correndo apressado alucinado.
Indo para lugar algum.

Emaranhados de valores
Alheios aos reais valores humanos.
O sol a lua, timidamente fazem um apelo,
Um esforço de chamar o homem a razão.

Que sem razão segue perdido em seu labirinto
De babel, de maquinas, e explosões.
Perplexo o homem observa

O mundo, o próprio homem, e o caos.
E pasmado tenta decifrar a sua criação
Calado, parado, confuso introspectivo.
No circo que o transforma em palhaço

Segue incerto de si.
Perdido no universo perfeito
Constrói o seu fim.

Definindo sua total impotência.
Pasme caminha, caminha, e caminha,
E encontra nada, nada, nada.

Sobram-lhe as lembranças, só as lembranças,
Hecatombe, aneurisma total.
Acorda Homem.

Dora Dimolitsas




Além!


É na distancia que se encontra meu amor
São écos de um passado, hoje dor
Que me enchem de saudades e ainda amor
Essa flor já não tem mel, sou beija flor!
Vivo então, procurando pelos ares
Aquilo que sei, se encontra em outros mares
Quisera eu poder ter sonhos e voar
Transporia esses montes e esse mar!
Te encontraria ao fim da ponte em meu sonhar
Teria então, a eternidade para te amar
Tempo que passou e não quer voltar
Mas que será presente ao te encontrar!
É na distancia que te encontras no memento
E se ouvires choros, são partes de meu lamento
Posto que ainda estas em meu coração
Mesmo que tenhas se soltado de minha mão!


Santaroza

Amar é luz!



Esperei a lua chegar e deixei que minh’alma cavalgasse pelo potro alado da noite,
Nem o sereno, nem o frio dessas eras de outono, me impediram de alcançar as estrelas,
Encontrei uma de luz azul, que brilhava sem parara e de lá pude te ver dormindo,
Embrenhei-me por teus sonhos, cavalguei contigo pelos céus, visitamos todos os desejos,
Encontramos o oásis do amor, bebemos de suas fontes, deitamos em sua relva,
Esperamos o nascer do sol, para que diante da luz estivéssemos certos de nossa paixão!




Santaroza



DÚVIDAS
Oswaldo Antônio Begiato

Nos cômodos incômodos
de uma casa em ruínas
eu acomodo minhas dúvidas
em cômodas infestadas de cupins.

Que fiquem elas lá, guardadas,
como roupas velhas no guarda-roupa
aguardando a hora de serem doadas,
ou a hora de vestirem judas no sábado santo.

Não quero mais ter dúvidas.
Quero a imperturbabilidade das rochas
e a clareza das águas frescas
das cachoeiras da Serra do Japi.

Não dá para imaginar
como são claras e frescas
as águas das cachoeiras
da Serra do Japi.




GRITO ABAFADO

O meu grito é sufocado.
Não parece que é grito.
Parece um grito falado.
Mas ele nunca foi dito.

É a pedra sob as águas
é mágoa de sentimento
é um grito de palavras
retidas no pensamento.

Corpo a corpo desafia.
É faca que cai da mão.
É como pedra que afia
os punhais do coração.

Como resto de festins
sobrevive dos jejuns...
Ele é a fome de todos
e mesa farta de alguns.

Sob a mira dos fuzis
é muralha de granito.
Ressoa a bala no eco
e retorna como grito.

E se me tiram a voz
é daí que me revolto...
O que se fala calado
ecoa muito mais alto.

A. Estebanez




Avis Rara

quero te ver irrigando como mina
de água pura, vertente preciosa.
tua presença, um raio verde que corte o céu
trazendo à luz a marca guerreira de um deus capital.
te ver no morno clima de tarde airosa
tu, oh pássaro raro do puro apego
oh nave-mãe que cruzas plena e generosa
o circunscrito e infinito mar egeu.
meu cardo aflito se debate e ainda arde
como o martírio do infeliz prometeu.
lança-se ao céu o movil inquieto
de um eterno tempo grego
pare-se agora este horizonte que incandeia.
chegar tão perto, que tão perto assim se pare
e emparelhe o teu corpo junto ao meu
chegar tão perto que nunca mais que repare
neste meu jeito inseguro ou tão incerto.

RicardoSReis


Amando

Amo, e o meu amor
Vai por aí amando sem saber
Sem saber o como e o porque.
E sigo pela estrada sozinho
E vou ficando pelo meio do caminho
Em solitário devaneio
Sempre esperando por ti.
Se for o amor que afinal me explica
Vê se não vai embora, mulher
Vê, amor, se não complica.
Só me ame e fica.

RicardoSReis



Ninfa em sono na relva

Dedico-me a observa-la em seu plácido sono
com o corpo entregue, lânguido
em negra gaze envolto
um corpo etéreo, mais até, adormecido.

Vê-la entregue à navegação dos sonhos
é vislumbrar em um só instante, no agora
o que, por meu desejo houvera sido
ausente as neves da mútua incongruência.

Destarte, mesmo o acaso
de alguns suaves e ternos beijos
longe das luzes de uma qualquer ciência
vê-la assim menina, boneca de louça
entregue ao seu próprio levitar
sem mínima ruga que lhe turve o sono fundo
devolve-me a crença
sem que deus nenhum me ouça
e faz-me logo entender porque simulo tanto
e tanto que a mim eu minto
e de pronto, porque te amo.

Ao observá-la, e já velando
ao seu doce adormecer
em que pese que a sinta como
ninfa tormentosa do oceano
creio que posso compreender
o desencanto à que tornamos.

RicardoSReis




A vida preclara*

Ah, o salivoso verdor dos púberes anos!
Ah, as primícias do amor, da chama intensa!
Justo é que se as passe ao sol que abrasa,
Onde a graça é franca, leda e não se vê enganos.

Outrossim, quando és a pura e formosa,
Qual lânguida ninfa que fogueia nos planos,
Coberta de berloques e em ricos panos,
Fazendo nascer o azul na manhã abrumosa.

Sê feliz, meiga menina, dona de todo encanto.
Vá, que não seguirás sozinha. A vida preclara
Que terás, não te dará a conhecer o pranto.

Os alumbrados que te privarem a amizade,
Sem anteparos, fará-os-á padecer de amor,
Quando fluíres livre, deixando-os à vã saudade.

RicardoSReis
*(soneto para uma menina, adolescente)




Amor Simplesmente Amor

Patético!? Sim eu sou...
Porque amo pateticamente.

O amor me deixa sem limites
Sem margem, fronteiras para sonhar
M’alma tem sede do divino prazer de amar
Ardo em fogo, queimo no infinito
Como estrela, mesmo depois de morto
A luz desse amor viajará pelas galáxias
Iluminando mundos.

Derramo-me em sangue, seiva e vida
Deságuo minhas lagrimas em palavras
Visto-me de cambraias, me cubro de promessas
Pelo simples prazer de sofrer de amar...

Vagueio por entre abismos de sentimentos
Montando um cavalo de muitas luas
Na bagagem levo-te um presente
Minha humana incompleitude.

Dou-te meu pior e meu melhor...
...Porque só no amor sou inteiro.

(AlexSimas)




Amor...Nada Mais.

Vim te falar das muitas coisas que me habitam
Adormeci sobre o poema que te escrevia
Sonhei-te consciente, sentimentos imprudentes
Uma serenidade divina, quase incômoda
Apossou-se de minha alma, essa que te escreve.

Descobri-me personagem dessa fantástica fabula...
...Nossa historia, Mutação perfeita da semente plantada.

Seu e meu sentimento, coquetel de paixão desmedida
Que me embriaga lentamente, admira e assusta...

Cruzo pontes de invernos e outonos...
...Para encontrar-me na tua sempre primavera.

Extraviei-me, me perdi pelos corredores das letras
Dessa escrita sem sentido que busca te dizer
Do que alem te amo, me pergunto porque?...
...Simplesmente te amo, nada é além do amor.

(AlexSimas)



Como falar...

Me diz como falar do sol
que desponta no horizonte
quando dentro de meu coração
é só névoa e dor
Como falar do mar,
da beleza do luar
quando a escuridão da tristeza
me assola o coração e um triste lamento
me joga no chão
Como falar do canto dos pássaros
das manhãs de outono
se minha voz emudeceu
pelo silêncio teu
Como falar de amores
se dentro de mim é só
sentimento de dores
Me diz
Como falar...
por que minha voz se calou
quando te fostes
e eu só consigo chorar.

Rosane Silveira





“Pedindo as estrelas”

Com olhos lacrimejantes
Levantei o rosto pro céu
Vi um pontinho brilhante
Minha estrela era fiel

Estava me olhando agora
Lendo meus pensamentos
Não consigo ir embora
Está vendo meu lamento

Lágrimas rolam no rosto
Coração em disparada
Vida plena em desgosto
Sinto em mim, alfinetadas

Minha estrelinha amada
Ampara-me neste momento
Vida assim amargurada
Merece um acalento

Jane Rossi




Oleiro

Tu és oleiro, Meu Senhor!
Cuida de mim, me restaura
Do coração, cura esta dor
Me faz sentir a brisa, a aura
De minha alma tira o pavor
Eu quero ter visões, bem calma
Então escuta este meu clamor!
Me fortalece, refaz minh’alma
Me mostra um mundo de outra cor
Me mostra amigos, que sejam flores
Quero compor um lindo ramalhete
Só de alegrias, sem dissabores
Restaura agora, tu és oleiro!
Transforma a vida, tráz paz e amor
E o coração que está em desespero
Troca por outro, sem angústia e sem dor!

Jane Rossi
31/03/08




Momento Mágico

Um beija-flor pousou
Na bela flor de jasmim
Como ele me encantou
Alegrando meu jardim.

Fiquei observando
Aquele pequenino ser
Sua energia liberando
Consegui me abastecer.

Com sua velocidade
Estacionando no ar
Beija com suavidade
As flores e volta a voar.

Aquele mágico momento
Ficou em minha visão
Fui toda agradecimento
À beleza da Criação.

João Pessoa, 31/03/08
Neneca



Reencontro

Pensando em um reencontro
Ao longe tua silhueta divisei
Sai correndo ao teu encontro
Sentindo emoções te abracei.

Nossos corpos se juntaram
Do alto da montanha divisamos
Pássaros, suas asas ruflaram!
Em êxtase profundo flutuamos.

Acabei de vez meu sofrimento
Não me encontrava mais sozinho
Acendeu a chama do sentimento
Do amor que selou nosso caminho.

Senti todo meu ser renovado
De alegria, esperança e fulgor
Consegui o intento almejado
Feliz agradeci ao Criador.

João Pessoa, 29/03/08
Neneca



Vila Rica

No ventre das montanhas, cenário alpino,
Torres são erguidas e apontam para o céu...
Vila Rica, burgo pequenino, subindo a encosta,
É um luminoso véu, a entrar no ventre seco...

Da janela tudo vejo e vejo tudo, vejo brasões
De ouro e festas e apogeu, ouço o bimbalhar do sino
E a velha Vila Rica no esplendor do sol a pino,
E arcos de pedras erguidos, as pedras de cal...

Da janela que tudo vê e vê tudo, vê tirania entre
Grandezas, botas batem nas pedras, pedras caiadas
De cal, coches reais rolando com altezas, pendões ao vento,
Em corsos triunfais, e os arcos de pedra afiada,
Somente pó e matéria nas mãos operárias...

Nada restou além das montanhas e das pedras...
Fim a tanta gala! Liberdade! Fulge e se perde...
Feriu ferida funda e o sangue correu...
Conspira a solidão da montanha e sangue sugando
A serra, velando a alma exilada nos caminhos da
Montanha...

Marta Peres




O Show da Vida
Auber Fioravante Junior
30/03/2008

Vem das cordilheiras
este azul-violeta;
raiando em rimas e toadas
um grito pueril, cheio de
graça e poesia, como
um saltimbanco
fazendo da vida um show,
e do show,
uma vida inteira!

Bolhas de sabão
enfeitam o cenário;
envolvendo em risos e palmas
um carrossel celeste, habitado
por plebeus e anciões, como
um trapezista
fazendo do limite um show,
e do show,
uma vida sem limites!

Asas brancas
tecem a lona;
desenhando em sonhos e afagos
um picadeiro de ilusões, dotado de
de mestres e aprendizes, como
um mágico
fazendo do surrealismo
um show de fronteiras,
e do show, uma vida amor
sem fronteiras!



A PARTIDA

Saudades dessas que aperta o peito
Nada no mundo pode ser tão triste
Quanto essa mágoa do sonho desfeito!
Como um rio que seca, a natureza assiste!

Aquele imenso vazio, as marcas da passagem
Onde foi um dia tão vasto e sereno!
No coração a cicatriz dolorida da paisagem
Apenas o oco, sua funda marca no terreno

Desprendido esquiva-se do material
Desnudado, o espírito se lança
Do grande desfiladeiro ao espiritual!

Entre choro, lamentações, a vida alcança
Outras esferas distantes desse mundo real
Deixando a dor, saudade e a lembrança!

Mara Andréa Machado



O AMOR TUDO PODE

Aprendi a amar a começar por mim
Porque ouvia das pessoas experientes
Para ser verdadeiro tinha que ser assim...
Ame a você mesmo incondicionalmente!

E quando se vê, diante desse gigante
Desse sentimento que nos edifica!
Nossos olhos ficam brilhantes,
E nossa vida inteira se modifica!

Mesmo que nos cause dor,
Ainda que do peito explode!
Ame dê a ele o seu melhor!
Pois o amor tudo pode!

Mara Andréa Machado




SE NÃO TE VEJO

Meu coração anoitece...
Silenciosamente... madrugada fria!
Rapidamente se entristece
E a vida perde a poesia!

Pois tu já és a minha metade
E sem você tudo perde o sentido
O amor perde a caridade
O arco-íris o colorido!

Se não te vejo, meu querido!
Em meus dias somente ais...
Meu coração fica dolorido!

Se não te vejo ai de mim...
As horas me subtrai!
A vida encontra o fim!

Mara Andréa Machado



A velocidade do tempo

O tempo endo, ando voando
As palavras vão e vem...
A vida vai passando
Senhores maquinistas: Parem o trem!

Quero descer na próxima estação
Parem o trem da vida
Quero voltar a ser criança
Sem rugas, fugas, nem feridas!

O tempo é meu inimigo
Passa ligeiro, sem nunca cessar
Se alguém quiser vir comigo
Não tenho pressa, só quero ficar!

O tempo me dá tristeza
Pois não o posso acompanhar
Meus passos são curtos
Por favor, me deixa parar!

O tempo anda, voando ainda
Não sei para onde vou, quem sou
Interrompo a viagem, parem!
Quem nem deu tempo! O tempo passou!


Mara Andréa Machado




A mala

Quando o útero se rompe, a vida!
Tantas especulações, tanto medo
A jornada começa ser percorrida
Conhecemos a dor desde muito cedo!

Alguns mais que outros, outros nada!
E a bagagem vai sendo feita,
Como é difícil continuar na estrada!
A tanto a gente se sujeita!

Quanta miséria a gente assiste,
Ver os homens se destruindo entre si!
E muitas vezes distraído e triste,
Esquece o que veio fazer aqui!

Ilude e se envaidece do que não é seu,
Acha que tudo pode, orgulhoso
Maltrata o que Deus lhe deu!
Se sentindo vitorioso...

E tendo sua missão interrompida,
De malas vazias, despreparado!
Chora e clama por nova vida!
Nova oportunidade, o perdão lhe é dado!

Assim várias vezes, a vida se instala
E em se perdendo e se achando, coitado!
Mais uma vez o homem esquece a mala...


Mara Andréa Machado
Publicado no Recanto das Letras em 31/03/2008
Código do texto: T924768

quinta-feira, 27 de março de 2008

Série Novos Talentos!




Rai e Gustavo, meus queridos poetas exalam poesia por onde passa, que perfumam com a delizadeza e carinho. Leu poemas seus é um prazer e encanta o coração, faz bem à alma.







Raivane de Oliveira Sales-Biografia



Nascida em Salvador, Bahia, em 1965.Formada em Letras Vernáculas.Professora da Rede Pública do Estado da Bahia.Sempre gostou de escrever por pura paixão,desde adolescente.Participou da ‘Antologia Delicatta II’, no ano 2007. Possui três blogs

de poesias(Arredores de mim;Corpos em Calda; MarÍntimos).Também passou a produzir vídeos poéticos, neste mesmo ano( utilizando o programa ‘Windows Movie Maker ‘).Participa ativamente do site cultural ‘Overmundo’, postando poesias semanalmente.Desenvolve um projeto em sala de aula,envolvendo teatro e poesia.

Assina seus poemas usando o pseudônimo ‘Raiblue’







BLUES & POESIA



Hoje o meu blues
Rasga o presente
Invade o passado
Tudo que em mim
Sobrevive



Velhos poetas
Poesias eternas!

No Rimbaud
Intensidade da carne
Exposta à lama!
Místico selvagem
Que me acompanha...



De Baudelaire
A serpente que dança
Conduz a mente
No bordel dos sentidos
Mais ardidos!

Quando chovo
Sou Clariceana
De corpo inteiro
Mergulho sem volta
Eus traiçoeiros...



Maiakovskianas
Revoluções silenciosas
Buscando Pessoa
Dividida entre tantas
Outras que me habitam...



Sou só...



Eu e os poetas
Que me agitam
Submersa nas águas
Interiores moinhos
São eles Bandeira
Meu grito de desordem
De mão dadas vamos
Drummondiandando
Entre as pedras do caminho...



E o blues
Cortando os pulsos
Da noite....
Sangrando os versos
Que não estancam...
Verborragia.!!

Sílabas arranham as cordas
Desafinam as estrelas
Adormeço no silêncio
Vermelho
Sozinha...



(Raiblue)





LIBERDADE, AINDA QUE POESIA!



Coágulos de pensamentos
Explodem na noite sanguínea
Derrame de desejos
Inferno no peito
E uma dantesca solidão...


Da janela, aguardo um cometa
Qualquer coisa
Que não me submeta
Que me salve de mim...


Hoje não quero me enfrentar
Quero somente transbordar...esvair...
Consentir todos os delitos
Ser o poeta maldito
Cuspindo as dores
Nos bueiros da carne!


Hoje quero me prostituir
Sem cobrar nada
Hoje me dou de graça
Sem medo do gatilho
Da manhã seguinte...


Hoje eu atiro na vida
E renasço livre
Do tédio dos dias
Dos remédios e horários
Dos medos diários...


Quero uma overdose de delírio
Tocar o nirvana dos meus sentidos
Num trance ... drum’bass
Ou qualquer ritmo...


Só por hoje
Aborto a culpa
Corro o risco da inquisição
Atiro-me na fogueira
E mordo as estrelas
Lambo cada ponta
Meto a língua no meio
E a palavra cadente
Desafia o caos!


Goza o céu...
Gozo eu...
E o universo inteiro!

Partículas de versos
Orvalham a madrugada
Puro néctar...
O último gole de vodka
A última gota de poesia...
Enquanto o dia nascia...

(Raiblue)





ETERNA TRAGÉDIA ROMÂNTICA





Morreria por ti
Shakespeareana mente
Impossível amor
Num século efervescente
Pós- tudo
Póstumos sonhos
Póstumas memórias
Póstumas histórias
Pós-amores
Sem poesia
Sem nostalgia...
Sem ti
Seria assim
Um vivo morto
Um vulto perdido
Um uivo solitário
Num vale sombrio
Um aceno
Sempre despedida
Flores que perfumam o túmulo
Tumulto e silêncio
Da dor cortando os pulsos
Doando-te meu sangue
Para finalmente
Estar dentro de ti
Por séculos e séculos
Eternos...
Rômantica mente
Contra o inferno
Pós-moderno!

(Raiblue)





SALIV (ANDO)



Nas noites brancas
De sua pele
Me dis traio
Guardo Dostoiéwisk
Num canto do quarto...
Nos olhos
O ópio prolongando
Colóquios do tato
Con textos e texturas
Da língua
Corroendo tédios
Catando cacos
Cactos na superfície
Da carne árida ...
Arranhando as horas
Sangrando os minutos
Dissolvendo dores
Anti-corrosiva língua...
Sal e saliva
Lambendo as feridas
Fechando cortes
Subcutâneos labirintos
Na sanha da linguagem
Esquecida no tempo
O toque...
Palavras diluídas no suor
Poesia líquida
Numa noite dis traída...
Na pausa da razão
No dança dos sentidos...


(Raiblue)





DE LÍRIOS E DÉJÀ VU...



Há uns resíduos
De noites rubras
Na memória da pele
Um gosto de pipoca
Um perfume...de lírios...
Vozes roucas
Janes conduzindo
Nosso destino
Num blues
Que grita
Dores e orgasmos
Doces e bárbaros
Momentos...
Corpos deslizando
No tapete azul da sala
Carne ao óleo...cítrica...
Um crime delicado
Sem castigo
Romance inacabado
Roteiro improvisado
À medida
Que o ato acontecia
Amor tecíamos
Nas veredas do tempo
Grandes sertões
Se dissolviam
Nas rosas
Do Guimarães
Nos rios da pele
No riso do gozo
No álcool do meu corpo...

(Raiblue)





LA RUE DU DÉSIR...



Noite
NavalhaNavalha
Partindo
Algemas
Liberando
In pulsos
A dor
A fome
Pedaços de sonhos
Perfuram
A escuridão
Des cobertas
Nuvens
Passagens...
Ao som de Piaf
Perfume francês
Em um Café barato
Cigarrilhas
Fumaça
Nos olhos
Fogueira...
Dançam
Sussurros
Na veia
Principia
O cio
Precipício
Viagem...
In sanidade
Dos corpos
Em um copo
A mais de vodka
Vesúvios
Explodem
Lavas
Lavam
A epiderme
Erupção
Da realidade...
Transbordando o Sena
No meu quarto
Fim da cena...
Acordo...
Entre
Acordes
Franceses
Tocando
A carne...

(Raiblue)





ENIGMA IMORTAL



Um signo
Uma sigla
Sem significado
Exato
Imensurável...
Enigma
Esgrima
Entre o espírito
E a carne
Combate
Na escuridão
Da alma
Insight
Revelação
Tudo é silêncio
Eis seu templo ...
Indecifrável
Para sempre
Mistério...
Entre o céu
E a terra
O seu império...
Mais que filosofia
Poesia...
Deus universal
Ou demônio
Quando não
Sabemos
Traduzi-lo...
Veneno
E antídoto
Algemas
E vôo
Ponte
E abismo...
Crime sem
Castigo...
Revolução
Azul...

Enigma imortal
Que nos salva
E nos mata...

Amor...

(Raiblue)





VELHA SAGA



Asfalto
Transações
Movimento
Partida
Chegada
Estradas
Estações
Cidade de ilusões
Lixo urbano
No luxo cotidiano
Da burguesia
Cristais de dor
Nas casas
Sem calmaria...
Alta tensão
Fios do destino
Rompidos
Por um tiro
Por um grito
Gemidos de medo
De aflição
E o dia nasce
E continua
A viagem
O mesmo trem
Na contramão
A mesma estação
Velha saga
Karma
Mandalas do tempo
Em cada rosto
Uma multidão
De estranhos...
Nas entranhas
Solidão....

(Raiblue)





NO ARCO DA ÍRIS



Reparto minha face
Escondo a dor
Disfarces
Farsas ...
Sátiras
Da vida moderna ...
No asfalto
O palco das grandes cidades
Fantasmas ....
Picadeiro de sonhos
E malabarismos...
Aforismos...
Abismos
De eus
Repartidos
Espelhos
Embaçados
Sombras
Do passado
No arco da íris...
Prenunciando
Tempestades
No presente....
Trilhos urbanos
Vestígios humanos
Na trilha desse mundo
Insano ...
No meio do caminho
A flor e o espinho...
Sento diante de um rio
Que se enche com o meu vazio
Transborda minha dor anterior
No agora....
E a pupila se dilata
Túnel
Do tempo
Que não passa...


(Raiblue)





SELVAGENS DE TERNO



Lá vai o homem ...
Drummondiandando
Catando as pedras do caminho
Sem sapatos
Pés descalços
Zapata no coração
Lá vai o homem ...
Na contramão
Do sistema
Clamando revolução
Terra para pisar
Plantar os sonhos
Brotar nação
Despertar Zumbi
Nos palmares
E no sertão!
Lá se foi o homem...
Passos atrofiados
Pelo sangue derramado
Sobre o chão rachado
Pela disputa do espaço
Direito de todo cidadão
Erosão da vida, esvaindo-se
Manchando o céu da bandeira
Apagando as estrelas
Proclamando a ordem
Dos burocratas
Na desordem brasileira
Onipotentes mentes
Cordilheiras de imbecis
Leis de fogo
Nas mãos, fuzis
Tragicomédia humana
Homens se devorando
Primatas modernos
Selvagens de ternos
Brindando com o sangue
Da população
O império da corrupção!

(Raiblue)















Gustavo Adonias – Biografia



Nascido na cidade de Salvador, Bahia, em 1975. Tem formação em História, e é poeta (escreve desde 1996). Em 2000 participa da antologia “Grandes Escritores da Bahia”, publicada pela Litteris Editora, alcançando o 3◦ lugar. Em 2002, tem poesias publicadas no “João Mendes Jornal”, da faculdade de Direito Mackenzie, em São Paulo. No ano de 2007, participa da “Antologia Delicatta II”. Possui um blog de poesias (Vertigens Poéticas). A partir de 2007 produz versões em vídeo para suas poesias. Participa como colaborador do site cultural Overmundo.




BRUTO SUSSURRO, SUAVE GRITO





"Evoco o mais profundo silêncio



Em nome da palavra jamais pronunciada



Sílaba cortante



Língua morta



Ainda nem nascida



Pálida página perdida



Nunca escrita



A mais preciosa e amaldiçoada



Chaga alada presa na garganta



Palavra-abismo



Muda sentença



Minha condenação



A eterna busca



Do que não pode ser dito



Bruto sussurro



Suave grito..."



(Gustavo Adonias)





ESTAR EXILADO





"Estar exilado



É estar fora



Com a parte de dentro conectada a lembranças, uma origem





É chorar



Com lágrimas exportadas



Num lugar onde ninguém se importa





É travar uma guerra surda



Com o pedaço que ficou



Com a flor que permaneceu na terra que nos gerou





Estar exilado



É estar e não estar



É ir, sem que a alma nunca deixe de voltar..."





(Gustavo Adonias)





































ALMA TRAPEZISTA





"Ando no fio da navalha



Equilibrando-me na corda bamba



Sobre os estilhaços da vida



Que sangra lá embaixo





Tudo fere



Tudo é anjo e fera



Ando pela louca esfera



Em longos instantes vazios



Ante-sala dos momentos agudos



Que perfuram o meu mundo





Cego atirador de facas



Minha mira é uma seta



Entre o fim e o começo



Fogo que arde



E me consome



E some ao fim da lenta combustão





Comunicação com o fundo



De minha alma trapezista



Que se joga



Sem rede de proteção..."





(Gustavo Adonias)







ALMA GUERRILHEIRA



" Versos anti-aéreos



Guerra de letras



Bomba atômica na caneta



Palavras kamikazes



Disparando frases de efeito



Contra o peito aberto



Alvo fácil



Poesia-míssil



Arma contra o silêncio



Alma guerrilheira



Flores, poemas, trincheiras..."





(Gustavo Adonias)















































(E)LEVE-ME





" Leve minhas armas pra longe



Onde eu não possa mais encontrá-las



Leve essas mágoas



Além da curva do rio



Leve-me pra onde for



Dentro de ti



Pelos seus caminhos sem fim



Pelo grande sertão do seu corpo



Açudes e vontades



Leve como a plena pluma azul



Dos seus cabelos



Leve-me



Atraído pelo seu novelo



Ao fim da linha



Ao sim da senha



(E) leve-me..."





(Gustavo Adonias)



























TANTAS PORTAS



"Noite fria



Um vinho



Um verso



Doce vício



Todo um universo



Dentro do coração



Caminhos sem fim



Tantas portas



Passagens



Viagens



Chuvas internas



Azuis lanternas



Longínquos faróis



No mar que há em mim..."





(Gustavo Adonias)





































INVISÍVEL TRAJETO

"Somos um sonho de água e vento
Maleáveis por dentro
Contra o duro concreto das cidades
Erigimos castelos de areia
Com nossa última certeza
Pequena centelha que nos ilumina
Pescamos estrelas no poço de dentro
Mar alto contra o cinza do asfalto
Tateamos na escuridão do labirinto
Nosso mundo de espelhos
Que refletem o invisível trajeto
Ao fim do qual chegaremos sem máscaras
Ao centro de nós mesmos
Ilha de profundos desejos
Muito além da selva de pedra
Bem longe da guerra moderna
Do homem contra si mesmo."

(Gustavo Adonias)







































































NIETZSCHE(ANDO)





"A estrela



Que trago em mim



Brilha



Quase ofusca



A minha busca





O meu abismo



Me assusta



Mas tenho asas



E um ser que dança



Dentro de mim."





(Gustavo Adonias)

















































DRUMMOND(ANDO)



"Tinha um Carlos



No meio do caminho



Um gauche, um anjo torto



Que se fosse pedra



Seria um duro minério de ferro de Itabira



Seria rima



Não seria solução



E nessa vã filosofia



Outra estrela



Arderia



No Drummondiano



Coração



E a ciranda continuaria



João amava Teresa que amava Raimundo...."





(Gustavo Adonias)





































GIRA-VIDA



"Espiral azul



Você dando voltas no cabelo com o dedo



O mundo girando em um balé cósmico



Tudo gira



A vida desfila



Porta-bandeira em apoteose



Borboletas em redemoinhos



Folhas caindo em ritmo



Rodando



Você rodopiando à minha passagem



Paisagem em movimento



Moinho de vento



Tudo gira



Gira vida."





(Gustavo Adonias)









Flor Poeta, sua alma poeta mergulha no mais fundo do seu eu poético, profunda inspiração nos versos. Portadora de uma incansável sede em fazer poesia mostra nos versos a perfeição de sua alma poeta.




FLOR POETA

Flor Poeta é o heterônimo de uma poetisa de Maringá, no Paraná. Possui o blog:
http://florpoema.blogspot.com/, onde posta seus poemas.
Também publica seus textos no site:
http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=23130

Como ela se define em poema:
Tenho em minha pele o aroma da flor do campo
Exalo a poesia pelos poros
Sou feita de ternura e graça
Componho versos de amor
para extravasar meus sentimentos
Deliro ao fazer um poema
Como se estivesse a gozar...
Poemas de Flor Poeta:






1. Imersão

Quando mergulhas em meu ser
fazendo ondas mansas
com tuas palavras de carinho
molhadas em sentimentos nobres,
causando-me este desassossego,
percorrendo as memórias de todos
os nossos dias e noites juntos...

Minha vida! Entras em meu refúgio,
revelando nosso segredo.
Indelével amor que me domina,
quando te sinto em saudades
que nunca passam...
imersa em eterna esperança
em tons de arco-íris de chegada,
espero-te com a janela aberta
e com a alma desperta,
ansiosa para que me prendas em teus braços...



2. SENTIR

Sinto a suavidade dos teus lábios,
nessa misteriosa magia
de encostar tua voz na minha,
nesse momento tão terno
de te sentir inteiro,
em um só toque, eterno...

O calor do sopro
que segreda
todo o sentimento
na palavra "amo-te..."
sussurrada, mansamente,
ao pé do ouvido,
na voz rouca
que furta meu sorriso,
acendendo assim
as estrelas no meu céu.

O som que guardo comigo
quando anoiteço em ti
e tu amanheces em mim,
pleno de desejos,
cobrindo-me de beijos.

A vida é feita
desses pequenos nadas,
que acontecem a todo instante,
e o tempo vai perfumando
os caminhos que vamos traçando.
E o sonho vai se realizando
em meu coração de menina
que só tu sabes preencher...


3. Verso único

Desejo escrever num único verso

todo a imensidão do meu amor.

E nele também estará contida

a sutileza de meus dias de espera,

a dor que passei na busca incessante

por esse que tanto desejo,

que tanto anseio por seu beijo.

Um verso do tamanho de um planeta,

arrebatado de silêncios,

cheio de aromas densos.

Aquele que amo, então

em torno desse verso orbitará,

irremediavelmente livre,

satélite, asteróide, cometa,

deixando em minhas curvas

o calor de suas mãos,

abrindo crateras em meu ser,

habitando em meu viver,

penetrando em minhas entranhas

com a fúria de um furacão.

Um dia, um verso apenas bastará...


4. Percalços

No fino traço
me esbaldo
e me embaraço.
Versos falsos,
sem laços,
como pés descalços
a marcar o chão
com os percalços
de uma vida vã.
Sem abraços,
sem afagos,
levando a poesia
nos braços,
causando espanto
por onde passo.
Quisera conquistar
os espaços
de versos sóbrios,
em poemas mórbidos,
mas cheios de inspiração.
Porém, me resta o cansaço
expresso nos versos que faço
de dores, amores ou solidão.
Versos sentidos na alma,
às vezes nem reconhecidos
pelo ser que os fazem brotar
do solo do meu coração...


5. Incertezas

Se o amo? Não sei...
Só sei que eu o sinto,
como se aqui estivesse
e me furtasse a alma,
e me fizesse perder a calma,
e me esculpisse a pele,
e me fizesse Vênus,
nascida da força
desse provável amor.

Sinto-o em mim,
nessas manhãs tardias
em que o sol se demora,
como para manter a penumbra
onde nosso amor se aconchegará,
lento, ocioso e quente.

Sinto-o sempre,
e esse constante sentir
o transforma em presença,
tão forte que percebo seus braços
a me enlaçar, dando-me abrigo,
e sinto seu desejo intenso
de ficar sempre comigo.

Nem mais sei se o sinto,
se está mesmo presente
ou se deixei de ser eu mesma,
para beber em sua boca
o alimento da minha vida inteira.

Se o amo? Talvez...
Mas a certeza que tenho
é que miro o céu e o alcanço,
sonhando com suas carícias,
com seu toque suave, a me deixar louca,
e com a doçura voraz de sua boca...


6. Momento eterno

Desejo desperto
pronto a desabrochar
numa extasiante alegoria
que me enche de alegria
encontro de bocas
e línguas ansiosas
peles que se roçam
num doce acariciar
sede de prazer
que em tua boca
vou matar
tesão que aflora
de meu íntimo
sem demora
saciar-me de ti
é tudo que quero
alimentar-me assim
de teu gozo, eu espero
e num desejo sem fim
nos amarmos para sempre...


7. HOJE

Eu, que tanto esperei,
que queria tudo ontem,
hoje não me resta nada
a não ser o pó da estrada
por onde partiu aquele que amei.
Hoje retiro as adagas do peito
que sangra sem contenção,
fazendo-me perder a razão.

Eu, que um dia, cheia de desejo
esperei o abraço, a boca, o beijo,
hoje me despedaço, e me atiro
no fogo ardente da desilusão
tentando arrancar essa paixão
que em mim habitou tanto tempo.

Abandono-me ao desalento,
há um monstro a me torturar por dentro,
abrindo a ferida do amor perdido,
corroendo as fibras do coração ferido.
Deixo emudecer as luzes,
desmanchando as fantasias
que juntos bordamos em telas de sonhos.

Deixo-me ficar aqui,
estirada em mim mesma
em busca de algo que me redima
dessa dor, de todo esse clima
de história de amor com final infeliz.



8. Versos perdidos

Versos escorrem

de meus olhos sem brilho

é o fim da esperança

de meus dias de delírio.

Deixam meu ser de forma breve

tocam a face, de leve

precipitam-se ao chão

e se desfazem na imensidão.

Não posso mais juntá-los

no papel das emoções

estão fadados e se perder

no rio das desilusões...


9. AMPLEXO

Na superfície da pele
brota um arrepio, de leve
ao mais breve toque, a despertar

Surge o desejo incontido
ouve-se o som de um gemido
braços se enlaçam, destemidos

Os olhos se encontram, se miram
os corpos colados se destinam
um ao outro, na ânsia de amar

Tudo se inicia com um amplexo
e culmina com o ato do sexo
sensível maneira de se entregar

No clímax, no misto do suor
movimentos, ritmo acelerado
mas sem perder a emoção

Um não sei quê de delírio
nos olhos percebe-se o brilho
de quem cultiva a paixão

E depois os sorrisos serenos
a ofegante alegria do amor pleno
o abraço de novo, as almas a sonhar...


10. Vestida para amar

Estou vestida apenas
para amar...
duas gotas de perfume,
um par de brincos
e um colar...

A alma já está desnuda
de toda censura e pudor,
ansiosa, espero seu toque,
à meia luz, em nosso ninho de amor...

Complete minha nudez,
sorva meu cheiro de fêmea,
faça-me uma amante plena,
componha comigo esta cena...

Explore meu corpo ao extremo
até o romper da aurora,
o tempo e o espaço são nossos,
não há amanhã, só o agora...


11. FOGO

A tarde é feita de fogo
e eu te pressinto, meu amor,
no calor que domina o meu corpo,
na ânsia de estar junto, absorto,
aplacando desejos, sonhando acordada
e me incendiando com tuas carícias e beijos.

É fogo o encontro dos nossos corpos,
trepidar de intrépidas labaredas,
brasas que queimam o peito,
o ventre, as bocas acesas.
Lava incandescente de vulcão,
chama que aquece o coração,
é assim meu desejo por você,
"a ferro e fogo" faço o amor acontecer...


12. Desejo de Poeta

Quero um poema pensante
afetado por desejos sóbrios,
alucinado, sensível, delirante.
Quero versos sublimes, aconchegantes,
exclusivos, efusivos, ofegantes...

Espero a expressão mais sincera,
o brilho de uma rara quimera,
o sol a nascer, depois da fria madrugada,
a luz que clareia a estrada,
trazendo em si a paz almejada.

Suplico o bem que não fiz,
quero, um dia, poder ser feliz,
mesmo que seja em rimas,
em linhas suaves e femininas,
deixar transbordar a esperança,
sorrir ao vislumbrar a bonança,
viver na e para a poesia,
acolhendo versos de amor e alegria,
revivendo universos de paz e harmonia...

segunda-feira, 24 de março de 2008

Poetas Homenageam do Dia Mundial da Água


Poema ao Rio Paranaíba I

Eis que desce suntuoso,
levando em seu leito a grande quantidade
de líquido, recolhido em suas passagens
que hoje se tornam miragens.

Vi águas correndo em grande volúpia
pelo seu leito, a emoção arrebentava
no peito, tremor... temor...
para muitos foi horror.

Hoje o vejo tristonho
sobre o travesseiro risonho,
seguindo seu curso, altaneiro
porém, perdeu bastante, ó guerreiro!

Quase nú o encontro, sem pudor,
no mais completo abandono,
perdeu muito da beleza e esplendor,
perfeições que eras dono!

Perigoso e fatal, já pensei até no mal.
Fostes sepulcro de cristal
para muitos agonizantes
ontém, muito mais que antes.

Marta Peres




Poema ao Rio Paranaíba II

Eras para mim um espelho!
Em suas águas contemplei minhas mágoas,
Sentindo medo, enfrentei o abismo,
devagar fiquei de joelhos, acariciei suas águas.

Grande rio de minha infância!
Muitas vezes correu taciturno,
És o oásis em que sonho suas ondas navegar
Em que trago em volúpia o vinho da suadade.

Sentindo o coração vibrar
O vejo na lembrança
O balançar de suas águas soturnas
Num cadenciado melancólico e noturno.

Mergulharei a fronte em suas águas,
Passarei pelas suas portas
Sentirei o balanço de suas ondas
Meus olhos verão a sua amplidão
Depois, nada mais importa...

Marta Peres





Poema ao Rio Paranaíba III

Restou saudade, misto de medo
por causa da pouca idade,
com grande ousadia, das pedras com
minha irmã desci chegando à sua margem.

São Simão, em baixo da ponte velha
coloquei os pés nas águas revoltas,
senti no corpo o medo, temor...
extasiei, senti horror.

Era jovem e nada temia,
Na mente grande ousadia,
Ver, sentir, tocar, era o que mais queria,
Ter prazer, era alegria!

Tantos cadáveres em seu leito!
Já não choras no peito,
seu travesseiro encharcado
do sangue derramado.

Hoje vejo que não ostentas no leito
A quantidade que outrora mantinhas
E todo o seu esplendor foi desfeito
Saudade! fica gravada, nas entrelinhas

Marta Peres


Poema ao Rio Paranaíba


FINAL

A beleza e o esplendor,
Deixou saudade
Da riqueza e de toda
Celebridade
Vejo agora!
A triste realidade
Tantos cadáveres
Em seu leito, jazia
Como vagas visões
Que a sombra procria,
ante aos olhos rígida algema,
ainda vejo tristeza
Que não alivia,
ao lembrar que no seu leito
ficou algum, que muito sem jeito
não conseguiu fugir
das suas águas revoltas,
sucumbindo, morrendo
após dar tantas voltas!

Jane Rossi e Marta Peres




Purificação

Mar bramia e chorava
Céu, estrelas brilhando
Vento soprava, uivava
Ondas do mar bailando

Parada, atônita, apenas olhava
Ondas gigantes vindo rumo à cidade
Era apavorante, porém admirava,
Meu coração não via perigo nem maldade.

Pessoas corriam como um raio,
Atordoadas pelo que sucedia gritavam
E o mar enfurecido chegava, era mês de maio
Águas amargas das geleiras choravam.

Lágrimas de sangue derramei,
Filme passava ante meus olhos em cena rápida
Até que percebi meu crime, chorei.

Dor e sofrimento vivi nesta hora,
O mar chegou lambendo tudo, levando-me consigo
Para águas profundas do oceano, meu castigo.

E o acerto de contas da natureza foi feito,
Olho por olho cobrado, gelada de medo
Notei o aquecimento das geleiras, veio dor no peito
Entreguei-me às águas...

Marta Peres




Conto do mar...

O mar ... águas...
suaves caricias...
o olhar se perde...
percorre ...ao longe...
o outro...
outro lado...
outro mundo...
espera...
não vem...
imagens ...espelhos
reflete na mente......
sente...
mergulham na imensidão...
uma busca...
mãos que se molham...
distraídas...
atraída...
brilho...
uma gota ...
outra...e outra...
dança...é hipnose...
no mesmo transe...
as sandalias que caem...
mergulham os pés
buscam...a frescura...
prazerosos...sentem...
a água...a água...
as ondas ...
que brincam...
lembranças...que voltam...
imagens e risos...
o som que é silencio...
é estar...sem estar...

25/03/08-10:50hs
Leninha.






O Mar

O mar é um sujeito forte e gentil que, para evitar o chocante contraste estético, criou um faixa de areia. Assim exercita sua beleza humilde sem magoar a terra bruta.
Onde a terra insiste em se defrontar apresentando as rochas como armas, quando o mar somente quer que suas ondas possam descansar suavemente na praia, ele simplesmente se defende.
Então as açoita na maré cheia e nas tempestades mostrando que é valente, porém logo as acaricia na calmaria, em sinal que seu coração sempre clama pela paz.
Fonte de inspiração para as almas poéticas, do fascinado pescador ao lavrador.
Nas noites quentes de luar, seu suave requebrar é como uma canção de ninar que nos convida a repousar a cabeça sobre as dunas, tendo como aconchegante edredom às rendadas ondas a nos refrescar.
O mar, seguido com o artigo masculino, exerce o fascínio do pai, mas com a função dos dois gêneros, basta mudarmos o artigo que faz lembrar a mãe, que se transformará em A mar.
Imensidão de água que nos acompanha por toda a vida, pois crescemos protegidos pela água desde a fecundação, que permanece em nosso corpo irrigando a vida. É do seio do mar que o pescador retira o seu sustento e também nos alimenta.
Na profunda imensidão e perenidade retrata a alma e sua imortalidade.
É cenário dos grandes amores, caminho do progresso e dos descobridores de novos mundos e universos interiores.
Retratado nas mais nobres melodias, nas artes e no dia a dia, espalha sonhos e magia no coração da humanidade.
Belo por natureza nos recebe de braços abertos, lavando as tristezas e purificando as energias para encher de esperança os novos dias.
Recebe em oferendas, sonhos e os pedidos dos mais íntimos segredos e sem promessas, devolve alegria em forma de esperança pra a luta de cada dia.
Afogado de felicidade nos convida a valorizar e viver a plenitude da vida.
É o mar, com sua água salgada, que faz mais doce o nosso viver.
Desde a infância e até depois de partir, vou sentir saudade de te ver a cada amanhecer...
Quando as minhas cinzas em ti se banharem, será o beijo de despedida de mais uma partida.
Sua eternidade me dá a certeza de um dia te reencontrar e em tuas águas me banhar, para novamente saciar o nosso amor.

Pauletto







Terça-feira, 25 de Março de 2008
ÁGUA * por Marferart


Água que bebi, água pra nascer, oxidada, quimera amniótica, água de tecer o ser
Água do milagre, da utópica bolsa mágica, da conserva no útero à arder
Água pra brotar, alimentar e ferver a existência, amar, fartar ao aquecer
Água da força, do sopro pra mover, do prazer, água para arremeter ao viver


Água de banhar, lavar, ceifar o mal, de refazer a luz, pra repecar, revigorar
Água pra limpar a alma, pra alimentar, revitalizar, pra benção, mea-culpa
Água para clarear, tratar, pra ensinar o caminho da barriga mater, de tornar ao lar
Água pra lavar as mãos, pro lava-pés, contrição litúrgica, perdão, confortar

Água que verti, retive, na virilha, no joelho, água ardente, de cuspir, de rasgar, de irrigar
Água de conduzir energia trôpega, de emergir, fundir, de beber no bar, de nadar, se encharcar, embriagar
Água doce, H2°, mineral, salobre, de bica, mijo, suja, vala, valão, pra emporcalhar, lambuzar
Água de declive, cry a river, calhas, caixas, de correr, colher, molhar, regar, alagar


Água que chorei, pranteei, que rasguei, que sangrei, da carne, da boca, de fazer amor
Água que sorvi, que lambi, nos sulcos, hímens, mucosas complacentes, no odor
Água de correr, descer, banhar a terra, chover, nas estações, limpa e sem cor
Água de ferver a máquina, de mover o mundo, marés, o mar, ácida, de matar, calor, a dor

Água de Recife, Tietê, do Guaíba, Além Paraíba. Águas de março, de Fernando de Noronha
Águas de Veneza, São Francisco, do Nilo, Tamisa, Danúbio, Tejo, Sena, Jordão e do Amazonas
Águas de Perito Moreno na Patagônia, de Briksdai, Sorata, Lyman, das bacias de Minas
Águas do Everest, do Kaikoura, das Cataratas do Iguaçu, do Kathmandu, do Niágara


Água oceânica, rumorosa, ruidosa, volumosa, sobre tectônicas placas surdas
Águas transatlânticas, de golfos, diamantíferas, canal do Panamá, triângulo das Bermudas
Água de benção, de batismo, de cura, de cheiro, de axé, de lenda, nos rios, nas chuvas
Água da terra, sonho pra salvar a espécie, enquanto houver espécie, esperança de água em outros planetas, absurdas?

Água, que parece tanta, né? Parece farta, parece muita
Inverossímil, lenda, fé, parca, pelo ralo sem alma, finda
Insalubre, berra socorro ao insano ser humano, grita
Que o Senhor nos permita, que pra sempre exista
A água linda, água pura, água querida, água viva, água da vida




ÁGUA

Água que bebi, água pra nascer, oxidada, quimera amniótica, água de tecer o ser
Água do milagre, da utópica bolsa mágica, da conserva no útero à arder
Água pra brotar, alimentar e ferver a existência, amar, fartar ao aquecer
Água da força, do sopro pra mover, do prazer, água para arremeter ao viver


Água de banhar, lavar, ceifar o mal, de refazer a luz, pra repecar, revigorar
Água pra limpar a alma, pra alimentar, revitalizar, pra benção, mea-culpa
Água para clarear, tratar, pra ensinar o caminho da barriga mater, de tornar ao lar
Água pra lavar as mãos, pro lava-pés, contrição litúrgica, perdão, confortar

Água que verti, retive, na virilha, no joelho, água ardente, de cuspir, de rasgar, de irrigar
Água de conduzir energia trôpega, de emergir, fundir, de beber no bar, de nadar, se encharcar, embriagar
Água doce, H2°, mineral, salobre, de bica, mijo, suja, vala, valão, pra emporcalhar, lambuzar
Água de declive, cry a river, calhas, caixas, de correr, colher, molhar, regar, alagar


Água que chorei, pranteei, que rasguei, que sangrei, da carne, da boca, de fazer amor
Água que sorvi, que lambi, nos sulcos, hímens, mucosas complacentes, no odor
Água de correr, descer, banhar a terra, chover, nas estações, limpa e sem cor
Água de ferver a máquina, de mover o mundo, marés, o mar, ácida, de matar, calor, a dor

Água de Recife, Tietê, do Guaíba, Além Paraíba. Águas de março, de Fernando de Noronha
Águas de Veneza, São Francisco, do Nilo, Tamisa, Danúbio, Tejo, Sena, Jordão e do Amazonas
Águas de Perito Moreno na Patagônia, de Briksdai, Sorata, Lyman, das bacias de Minas
Águas do Everest, do Kaikoura, das Cataratas do Iguaçu, do Kathmandu, do Niágara


Água oceânica, rumorosa, ruidosa, volumosa, sobre tectônicas placas surdas
Águas transatlânticas, de golfos, diamantíferas, canal do Panamá, triângulo das Bermudas
Água de benção, de batismo, de cura, de cheiro, de axé, de lenda, nos rios, nas chuvas
Água da Terra, sonho pra salvar a espécie, enquanto houver espécie, esperança de água em outros planetas, absurdas?

Água, que parece tanta, né? Parece farta, parece muita
Inverossímil, lenda, fé, parca, pelo ralo sem alma, finda
Insalubre, berra socorro ao insano ser humano, grita
Que o Senhor nos permita, que pra sempre exista
A água linda, água pura, água querida, água viva, água da vida




A GAVETA FRIA * Marferart
A Gaveta Fria

É tão grande o frio nessa escuridão
Porque bate surdo meu coração?
Daqui, ouço o choro do filho e da filha
As estórias contadas, coisas da minha trilha
Prantos e risadas entre toda a família

É tão grande o gelo que brota do chão
Porque transpira fria a paralítica mão?
Daqui ouço o grito uníssono dos entes queridos
Comentários gentís, elogios sutís dos amigos
Congraçamentos, lamentos, a dor dos gemidos

É tão grande o inverno no vão do porão
As vozes se calam, se perdem, se vão?
Ao longe rumores se despedem em vida
A mim a morte abraça, como amante querida
Mas meu pavor vem da pele, semi-derretida

É imenso o torpor do derradeiro clarão
O grito mudo, na contra-mão do caixão?
As vozes fugiram, se foram pra rua que urge
E quis gritar, debater-me contra a parede que rude
Mas fecharam-se as portas da dor. O insólito se insurge


Umedece o algodão (no nariz) ante a secreção
O medo e a saudade se irmanam na solidão?
É denso o lamentável odor do corpo inerte
A carne já não resiste ao calor. Pútrida, fede
Tantas flores, que horror! Essa mosca, esse verme...

............................................................................................
Quem lembrará agora do que partiu?
Dormirei tanto pela eternidade afora
Talvez até sonhe com a vida, se de fato existiu

Prevejo um frio enorme nessa gaveta de morte
Mas acho que estou com uma baita sorte

Duro é uma cova rasa em noite de chuva
E essa vizinhança muda, abi (surda)?
QUE DEUS NOS ACUDA!!!





Água

Vida que se faz escondida
Que alimenta muitas vidas
Mata a sede, gera a vida.

Vida que desce pelas pedras
Que permeia os campos
Fecundando a terra

Vida que refaz a vida
Que na terra está contida
Que em certos lugares
Já não tem mais vida.

Vida que surge entre rochas
Desce pelos montes
Caminha nas planícies
Que se encontram nos vales
Desaguando nos mares.


Vida que não é cuidada
Que é sempre provocada
Por muitos contaminada.

Vida que é destruída
De forma inconseqüente
Matando de sede muita gente

Vida que precisa ser respeitada
Para que a geração futura
Dela possa ser beneficiada


Ataíde Lemos



DEPOIS DA TEMPESTADE

Jenário de Fátima

Meio dia... Uma da tarde... Tempo quente...
As nuvens se avolumam, se amontoam,
Raios riscam os céus e trovões troam,
A tempestade faz-se de repente.

Mas logo a chuva cessa... águas correntes
Se escoam pelos ralos que as escoam,
O sol reaparece e as nuvens voam...
Deixando um arco-íris de presente.

A vida é feita assim... a natureza,
Alterna-se entre risos e tristeza,
Se faz por entre bens e dissabores...

Estou vivendo em plena tempestade,
Porém quero ganhar, no fim da tarde,
O encanto do meu arco-íris de mil cores!





ÁGUA DA MINHA SEDE


Nessa água em que sacio minha sede
Encontro todas as forças essenciais
Seja em cascata, cristalina ou em rede
Interligadas nas águas dos mananciais

Bendita água que a natureza produz
Água de fonte, de chuva, de regato,
De rios caudalosos, água de luz,
Que me acolhem em seu regaço...

Água serena de lago profundo,
Água em abundância como cachoeira
Serpenteando pelos caminhos do mundo,
Gerando flores à sua beira...

Água, fonte do universo,
Água, fonte de vida e calor,
Eu lhe reverencio nesses versos
Onde lhe declaro meu amor!



Sônia Maria Grillo
(B@by®)



28.01.2004
Vitória-ES






Córrego

Trago-te nas mãos em concha
esses versos de água corrente.
Ofereço-os! Bebe e refresca-te!

Queria trazer-te suntuosos poemas:
estrofes jorrando em cachoeiras,
lagos espelhados de metáforas!

Mas ofereço essa poesia córrego,
fluindo humilde entre as rochas!
Mas vês, é cristalina!
E prova-a, tem o gosto
secreto e mineral
da terra em suas entranhas!

Lenise Marques




SONETO DO RIO DA VIDA



A vida no se curso é tão estranha!
Paixões, poemas, flores e tanto acaso
E nesse acaso de paixões, de flores e poemas
De dois se forma um “pra todo sempre”.

Mas ocorre que entre os dois há o rio da vida
Um rio tão caudaloso e cheio de perigos
Quando parece manso ele se enche de tormentas
Que naufragam e afogam os sentidos

E assim, por naufragar todos os sentidos
O rio da vida destrói pra sempre todo acaso
Na tormenta de suas águas caudalosas
Se vão paixões, poemas, flores e os sentimentos.

E as duas vidas que “pra sempre” eram só uma
No rio da vida, naufragam sós, jazem sozinhas.




Adriano Hungaro




SONETO DO RIO DA POESIA

É tão frio teu coração quanto esse fogo
E o fogo para mim é só saudade
Teu calor me abandonou... ontem à noitinha
Com a fogueira que terminou um pouco tarde

Somos rios que não se encontram na descida
Eu sou poeta e você é poetisa
Somos partes de uma história mal vivida
Entre as curvas do caminho dessa vida

E entre as curvas do caminho não há fogo
Entre nós somos só meras metades
O amor que nos queimou agora é jaz
E pelas curvas desse rio há só saudade

Até o dia em que desaguarmos em pleno mar
Como poeta e poetisa... a nos amar!


Adriano Hungaro


EXTENSÃO
Oswaldo Antônio Begiato

Vivo a frescura da nascente
De onde a água brota virgem
E se deixa fecundar pela terra:
Nascença natural dos rios.

Vivo a naturalidade dos rios
Por onde o leito se exibe:
Longa estrada a caminho do mar
Imenso mar de imenso horizonte.

Vivo a imensidão do horizonte
Por onde a tua curva vagueia serena
Como espreitadora da minha vastidão:
São carícias que não ouso recusar.


H20

Seu desafio: a terra molhar

E em tudo fecundar,

Saciar e matar a sede.

Forma redemoinhos,

Enfrenta pedras,

Evapora...

Seu desafio, não morrer,

Evitar a seca e a desolação.

Anônima jorrando

E formando correntezas

Seguindo seu curso natural

Quem sabe espera

Educação Ambiental

Dora Dimolitsas



NAS ÁGUAS

escorre no corpo
líquida e quente
alimenta veias e fibras
semeia sementes

por entre ossos
mistura-se fervente
ao sangue que vibra
viços abundantes

A mulher de pé
é qual ilha
dotada de água
desagua por todo lado

olhos mansos
derramam lágrimas
seios fartos
pingam leite
ventre macio
jorra o mel

o que mais quer
molhada de suor
que bate à fronte
da lida constante
é água de beber

mergulhar no espelho d'água
afundar na nascente do prazer
prazer que sente ao eriçar os pêlos
cravejados de gotas brilhantes
.
Soninha Porto


Riozinho

Meu orgulho esta nas gotas
Que compõe o ribeirão
Vindo lá do infinito
Escorrendo no labirinto
Vazando pelos rochedos
Banhando mato rasteiro
Das entranhas deste chão

Rosa branca lá do campo
Riozinho desta terra
Minha vida espelha em ti
Leve e solta, bem serena!

Molhaste minha face
Mostrando-me como nasce
Vida nova no sertão.

...........” Catarino Salvador “.





*O bem maior*
.
de todos os bens
que o homem herdou
da vida na terra
que podemos ver,

as flores, os bichos
a mata, o verde
o amarelo, o azul
e todas as cores
da imaginação...

só FOI possivel,
por causa da água...

só É possível,
por causa da água...

só SERÁ possível,
se o homem entender,

que a ÁGUA, que o homem
precisa, apenas precisa,
do respeito do HOMEM.

(Marçal Filho)







O FIM DA ÁGUA


O silêncio do rio não tem voz;
Seu grito é doloso à alma
Que diante do homem atroz
Polui o leito sem calma!

Meu rio grita sem rio. Nem lago
Imita a precisão dos rios infinitos,
Mas é doce a intenção do afago
Com a Natureza de rostos bonitos!

Somos os Rios incapacitados,
Sem lago, sem riacho, sem leito,
Sou das suas máculas um dos citados...

E sobre seu curso desfeito,
Meu pranto salgou sua água,
Agora, meu coração deságua...


Carlos Máximo




A ÁGUA TEM SEDE

Sem cor, sem odor!
Até quando resistirá
a nossa água incolor?

Fonte de vida!
Aquarelada por estúpidas mãos humanas,
agora és colorida!

Cinza chumbo,marron petróleo,verde escroto...
E seu nada perfumado
cheiro de esgoto!

Água poluída!
O homem te condenou.
Traída pelas mãos que já lavou!

A água tem sede!
E avisa o pescador
que recolhe a rede sem peixe.

Desperdiçada, ela seca!
Vítima da indiferença do homem
que peca.

Que reste uma gota,
para que eu molhe minha garganta seca,
rouca pelo meu grito de alerta!
Cuidemos da nossa água,
enquanto ainda ela surge da torneira aberta!

(Mell Glitter)





CÂNTARO DE AMOR

Sigo...
e em silêncio
minha alma cigana vai buscando
trilhas estreitas e floridas.
E caminho entre curvas verdejantes...
percebendo que por ali
a felicidade
tem cheiro de terra úmida
e a mata tem seu perfume...

Levo o meu cântaro
e vou sedenta
ao encontro da fonte...
da água preciosa e pura...

Junto à nascente
eu sentar-me-ei...
e como sempre
glorificarei a pureza
daquele místico recanto...
onde a energia divina da singeleza
se faz em fonte de amor.
Um santuário de harmonia e leveza.

Onde a brisa
suave e fresca
balança e assovia
como uma flauta doce...
a tocar com ternura
uma melodia celeste
que aos poucos se mistura
ao som das águas
que jorram da fonte...

E no final da tarde...
eis que meu cântaro amado
retornará repleto
dessa água cristalina
e envolto
em insofismável luz...

de: M.Vallentine (poetisa menor)



"SINERGIAS DA ÁGUA"
ESSE QUADRO TEVE UM PRÉMIO NO INSTITUTO DAS ÁGUAS DE PORTUGAL




"VÓRTICE DE ÁGUA"

Rio substantivo
boca de duas margens
dragado pra não morrer

Gota a gota te afogaram
em
corrente de foz nenhuma


sede! cálice! água
seco como a mágoa
dum deserto a acontecer

Foram-se embora os cisnes
que no teu dorso
já não fazem amor

linhas de vidro rasgadas
dor jorrada em fontes mágoa

Boca de duas margens
líquido exangue a morrer

LuizaCaetano




"ÁGUA COMO A SEDE"

Rio substantivo
boca de duas margens
dragado pra não morrer

Gota a gota te afogaram
em
corrente de foz nenhuma


sede! cálice! água
seco como a mágoa
dum deserto a acontecer

Foram-se embora os cisnes
que no teu dorso
já não fazem amor

linhas de vidro rasgadas
dor jorrada em fontes mágoa

Boca de duas margens
líquido exangue a morrer

LuizaCaetano



"VOZ DA ÁGUA"

Vem,
como a secreta voz da água
Sobre o Rio que te espera
de alegria incendiada

Se vieres
de madrugada
te espero à beira fonte
junto à seara do pão

Tanta fome!
Tanta sede!

Veste-te de branco
e
vem
rumor de pássaro breve
súbita rosa de mágoa
nevegada em alvas velas

aceno-te
como quem despe
um ritual de emoção

Rosa de água!
Rosa Pão!

luizacaetano



Gosto


Enquanto substância
Variante
Voa namora
Ser incenso
Cascata sobre mim
Meu olhar
Por um amanhecer
Nascente
Escoando as letras
Amor
Quântico
Como o raio
Na arte das águas
Com efeito
Quero a delicadeza
Deus
Ares, Ares, Ares


Claudia Almeida



Oxigênio


Penso em acompanhar você
Num cinema, na praia ou numa visita
Depois de um tempo na faixa corrida
A cidade já é perfeita súbito beijo na área
No mês das águas já não choro no leito
Pois deito em seus braços pacíficos
Já não sinto o buraco negro, nem ligo
Lencinhos só no pescoço...
Transformo minha caça em tesouro
Como último recurso... entregaram o amor
E descobrimos no fundo um balneário
Entre os seres mais admiráveis que estão por vir
Que muitas correntes nos levam ao encontro
E os mergulhadores a boca de um vínculo
A prova d’água e por uma descoberta
Anelam pela vida as algas e o oxigênio.
O que foi, o que é, o que será ?


Claudia Almeida





Previsão de Tempo

© Nathan de Castro





Tem um “mar morto” engarrafado em recipientes de água mineral, enlatados, refrigerantes e bebidas de todos os tipos.
Tem um “mar morto” dentro de caixas-d’água, piscinas, redes de esgoto e de distribuição de água.
A Terra reclama. A Terra é um ser vivo e como tal, precisa de água para sobreviver e o instinto de sobrevivência fala alto.
Assistimos ao degelo polar, que nada mais é do que uma defesa do Planeta. Falta água? Vamos ao degelo.
Há milhares de anos, os dinossauros ameaçaram a vida da Terra e foram dizimados pelas células de defesa ou, talvez, por algum remédio aplicado pela mãe Via Láctea. Uma injeção de meteoros, por exemplo... Tratamento de choque.
As células de defesa se apresentam em forma de sinais da natureza: furacões, tufões, terremotos, tsunamis e tantos mais...
Parece que não bastam para parar a ofensiva desse novo predador: o homem.
Para um doente que caminha a passos largos para o estado terminal, existe a necessidade de exterminar ou dizimar o vírus. Esse vírus que fabrica gases tóxicos, agride as membranas do pulmão, injeta bilhões de litros de esgotos por dia nas veias do planeta...
O mar, coração da Terra, continua a pulsar forte, mas o desequilíbrio é evidente. O vírus continua a extrair daqui e transportar para outros cantos do corpo terrestre, milhões de toneladas de ferro, petróleo, madeira e tudo o mais que se possa transportar, inclusive para a órbita do planeta.
As intermináveis queimadas provocam chagas profundas e lançam na atmosfera a fumaça da destruição e a Terra chora chuvas ácidas.
A temperatura aumenta. A febre é quase insuportável e a Lua, impassível, assiste atordoada à mudança das cores do Planeta Mãe.
Não. A Terra já não é azul.
Tem um cinza envolvendo a poesia dos mares e montanhas. Tem concreto demais, tem asfalto demais e os poros obstruídos provocam as enchentes dos rios. As metrópoles sofrem.
As águas descem a ladeira da velha cidade.
Uma criança brinca de chutar a enxurrada. A esperança está ali, nos pés e mãos da criança que traz o sorriso e o brilho da poesia nos olhos.
Infelizmente, a vacina vence. A criança cresce e as palavras não chegam aos ouvidos dos vírus detentores do poder.
No peito do poeta fica um vazio de mil beijos lançados ao vento e a sensação de impotência, quando o planeta pede colo.
A previsão é de mais um dia de sol.

A Terra pede colo e a lua estende o manto
da morte sobre o corpo da Mãe Natureza...
Se a morte pode o beijo, o abraço e o acalanto,
pode o destino, o sol e os lábios da nobreza.

Se a vida é uma canção sem volta, todo pranto
é inútil, pouco e cabe no olhar de tristeza
da estrela que admite os sons de novo canto,
para cumprir a sina e a escrita sobre a mesa.

É preciso voltar ao tempo das cavernas!
Reescrever a história do planeta Terra
com tintas de poesia em telas de mudanças.

É preciso salvar o verbo e essas eternas
poeiras de paixões, o ar, o mar e a serra,
para evitar que o homem mate as esperanças.





Poema das águas

Sereno remanso de um lago
ou fúria incontida de mar bravio
fluida carícia, prenunciando o cio
pingos de chuva a lavar a alma
orvalho da noite a transmitir a calma
seiva que gera a vida
lágrimas de uma triste partida
suores misturados a amores
águas que lavam as dores.

Fontes que antes eram puras
hoje degradadas e sujas
demonstram a ignorância
do ser humano, em sua inconstância
ao poluir e desperdiçar
sem ao menos consciência tomar
de seus atos inconseqüentes.
Leitos de rios secando
a natureza se lamentando.
A sede de poder é maior
que a sede dos pequeninos.

A vida está ameaçada
pelo descaso da humanidade
que age por egoísmo e maldade
desafiando as leis do universo
e mesmo que haja esses versos
criticando tais atitudes
o homem não pensará com o coração
e prosseguirá com a destruição
de si mesmo e de seus semelhantes
matando de sede seres inocentes
poluindo as águas de todas as gentes
devido à sua ganância, que não tem perdão...

Flor Poeta


O Nascer das Águas

Lentamente vem descendo,
cortando plantações,
criando vertentes,
circulando ilhas,
saciando antolhos do bojo
em dias de franco calor!

Gera praias e piscinas
em sua crista natural

Divide-se em braços,
nas noites de lua cheia
torna-se cancioneiro
de pequenas naves
que fluem no fino
limiar do beijo artesão!

Espelho por sua própria virtude
reflete o truísmo de seu monge!

Auber Fioravante Junior
- 30/Janeiro/2006 – 20:06 hs


Cristalina

Cristalina a maior riqueza
Que o Universo ainda não
Sabe seu real valor...
Cristalina na fragilidade
Quando lhe falta zelo
E amor...
Cristalina na memória
Quando for apenas
Raridade em um planeta
Que a dizima, extingue em
Ação bruta e inconseqüente...
Cristalina no esquecimento
Água pura...
E todos morrem de sede!...

(Cida Luz)
24/03/08



Fecunda nossa Terra

Água que brota do seio do mundo
Fecunda nossa terra
Faz brotar em nós a flor da esperança
Atendei os propósitos concedidos pelo arquiteto do Universo
Fazei brotar no coração dos irmãos a sementeira do amor
Atendei ò terra fértil ao chamado dessa água que
Te entranha
E te fecunda
Fazei brotar no coração dos irmãos
A sementeira do amor
Atendei ò terra fértil
Os propósitos que Deus te destinou
Cria os filhos teus
Dá dê beber a quem tem sede
E clama no deserto da dor
Árvores frondosas de amor
Sejam erguidas na soleira da porta do mundo
Erguei tuas mãos aos céus
Fazei descer sobre nós a chuva da temperança
E por fim em nossos corações
O amor fraternal
Fecunda nossa terra.

Rosane Silveira

A seca do sertão


Vi o dia amanhecendo
vi o cair da tarde
vi a noite chegando
vi o rio transbordando
e vi seu leito estorricado

vi a chuva abundante
molhando a plantação,
vi uma seca tão grande!
Queimando todo sertão.

Vi o caboclo cantando
de alegria pela chuva
vi o caboclo chorando
é a seca meu irmão
vi o gado todo gordo,
pastando lá no sertão
vi todo gado morrendo
por falta de plantação.

Vi a água lavando
as estradas do sertão,
e vi a seca matando
toda vida do sertão
vi o caboclo clamando
chuva para o sertão
e vi a chuva caindo
por causa da oração.

De: Terezinha C Werson.
Isto é verdade acontece no
sertão Norte e Nordeste.


Chuva abundante

Agora falarei do sertão
Bonito todo verde
Arvores adormecidas
Que de repente
Despertam e florescem.

Chuva abundante
Rios transbordando
Riachos e cachoeiras
Lagoas e cacimbas
Tudo belo!
Todos transbordando
Foi água que veio do céu

Isso demora a acontecer
Depois de uma seca cruel
As comportas do céu abrem-se
É lindo! de se olhar
Campos floridos...
Rosas abertas,
Botões se abrindo,
Tudo tão verde
Que dá gosto de olhar.

O sertão tornou-se fértil
As crateras se encharcaram
O gado ficou bonito
O caboclo mais alegre
Sua alma transbordando
De tanta felicidade
Pois tem muito o que colher.

pássaros em revoadas
parece ate festejar
aquela chuva abundante!
O amanhecer esta mais lindo
Orvalho cobrindo tudo
Estradas molhada
A poeira foi embora
Caboclo agora agradeça
Toda essa chuva de benção
Que nesse sertão caiu.

De:Terezinha C Werson

10/1/2007




Chuva na vidraça

Atravéz da vidraça da janela
Olho para o infinito,
Chuva, trovões, e relâmpagos.
Chuva caindo no telhado,no chão,
E sobre as árvores
Parece uma cortina,
E o vento levando, de um lado para o outro
E um barulho tão grande!
Querendo me entristecer.


Novamente olho o infinito.
Ouço uma musica
Em algum lugar do passado.
Então, entro no passado
Ando na chuva descalça
Não tenho medo dos trovões
Nem dos relâmpagos,
Nem do vento
Novamente olho o infinito
Ouço uma musica
Em algum lugar do passado

.
Então entro no passado
Ando na chuva descalça
Não tenho medo dos trovões
Nem dos relâmpagos,
Nem do vento.
Molho os pés na água que lava o chão
Ergo o rosto para o céu
E deixo a chuva cair
Escorrem como se fosse lágrimas

Molho roupas, e cabelos.
Lavo ate a minha alma.
Mas não consigo lavar esta minha solidão...
Não consigo contar às gotas que caem no chão...

Autora: Terezinha C Werson.



Água

Líquido precioso,
De inestimável valor,
Transparente, delicioso,
Sem um mínimo ardor.
Suave, macia, sem cheiro,
Matando a sede
Do viajante passageiro.
Água de cachoeira
Mergulhando no rio,
Escorrendo faceira
Por todo caminho.
Água de fonte
Que desce tranqüila
E chega brilhante,
Límpida, radiante.
Água de chuva bendita,
Caída das nuvens carregadas,
Deixando as matas, florestas,
Tudo em festa,
Após longa estiada.
Água de poço artesanal
Guardada pela Mãe Natureza,
Deixando o nordestino do sertão
Perplexo com sua beleza.
Protejamos a Natureza
Com seus rios, lagos e fontes.
E, além dos horizontes,
Os mares com certeza.

Paulo Mendes Corrêa
http://www.mensagensempoesias.xpg.com.br/





Água!!!

Na fonte, elas transbordam
Nasce limpa, pura e cristalina
Cai na terra e as flores brotam
Árvores florescem nas colinas
É o mais puro alimento
Sem ela não existe vida
Sem ela é seca e lamento
Sem ela é só despedidas!

Jane Rossi


“Fonte de vida”

Imenso reservatório de energia
Fonte de Juventude e criação
Origem e veiculo da vida
Restaura sonhos, em sua imersão

Reduz os pecados existentes
É símbolo de pura perfeição
Nos mares, nos rios, está presente
Na bolsa, acompanha o embrião

São gotas que caem na estrada
Sugada pela terra sedenta
Floresta agradece ser lavada
A vida e a pureza representa

No deserto o povo te suplica
Que venha sua fonte abastecer
E a alma sempre te identifica
Por vida, conduzida à renascer

Jane Rossi




Água cristalina

É a mais pura bebida
Que sempre nos satisfaz
Sem ela não existe vida
Viver seria incapaz
O corpo ela vai nutrindo
Bendita é a nossa bebida
Estaremos consumindo
Do início ao fim da vida

Jane Rossi



“Chuva no telhado”

São gotas caindo no telhado
Que descem e rastejam pelo chão
Deixando o gramado bem molhado
Revigorando toda a plantação

É linda essa forma de energia
Que vem dos céus nos abençoar
São gotas de cristais com alegria
Trazendo esse doce tilintar

Toda vegetação revigorada
Florindo a paisagem e a visão
Facilitando nossa caminhada
Extravasando amor no coração

Banha-me com suas gotas puras
Cobre-me com orvalho da paixão
Exclui deste peito a amargura
Inunda minha alma de emoção.

Jane Rossi






DUAL

Olhei para o mar e me vi dividida
como se as ondas seguissem curioso percurso:
avante para a areia,
caminhante para alma que não mais semeia.

A brisa me sufocou e, então, me perdi
tocava meu rosto, rasgando-me em carinhos vermelhos.
Num relance, então, flutuei:
em qual dos caminhos, já de tão cansada, procurar-te-ei?

Meus pés decalços, minha pele toda nua,
Por ti , me perdi, como se fosse duas metades partidas em sangue.
A água que toca meu coração
É a vertigem de não mais te ser em dolorosa corrosão.

Ah! Gostaria de me ser em duas
de estar e de mais sonhar
E, no silêncio que me cala todas as noites, em volúpias,
em imensidão oceânica poder-me revelar.

Ana Perissé

A chuva...

Olhando a chuva,
Sinto-me nua,
Ao meio dela,
Eu e a chuva...
Ela caindo do céu,
E eu correndo pra ela,
Correndo pra chuva,
Que se faz tão bela...


Olhando a chuva,
Sem véu...
Imagino-me nela,
A chuva que caí,
E vejo de minha janela,
É tão sublime que me apaixono,
Por ela.

Olhando a chuva,
Fico cheia de coragem,
Pra banhar-me nela,
Nessa chuva que caí,
E que de passagem,
Vejo da minha janela...

((Valquíria Cordeiro))


RESSENTIMENTO

Água clara e cristalina, nevoa do amanhecer,
Rio de águas profundas, mistério e perigo,
Cortam matas e montanhas, fúria de tufão,
São sentimentos ocultos, trazem no coração.

Água é existência e vida, brotam a esperança,
Nos corações aflitos, busca a salvação,
Fazem tuas colheitas, beija o chão,
Amor que partiu, só recordação.

Água de existência e vida, traga meu amor,
Que um dia partiu, como vento em fúria,
Deixando minh’alma fenecer, nesta amargura,
Como tolo fui, acreditando em lamúria.

Paixão doentia, corpo entorpecido,
Sinto gosto da morte, o palor cobre o corpo,
No dolorido afã, a procura da salvação,
Entrego-me ao teu dolo, perdição.

Autor: Poeta Mineiro
24/06/06




Águas agonizantes

Água, agonia, atuação inadequada
Esgoto e poluição, terror da nação
Crescimento, desenvolvimento, situação adequada

Utilizando os inseticidas
Nas águas, são padecidas
Utilizadas como esgotos
Nunca vão sentir seus gostos

Nos últimos anos vem se agravando
Pelas fábricas, resíduos vão jorrando
Crescimento desenvolvimento, situação regrada

Águas do mundo, acabam num segundo
Águas agonizantes, situações hibernantes
Águas caudais, vidas terminais
Águas ribeirinhas, sem vida caminha

Fonte de alimento, água a irrigar, a morte vem devagar
Necessidades a serem adotadas, medidas antipoluidoras, à vagar

Nossa preocupação é que haja consciência
Porque a própria ciência, já prevê a extinção
Da água de toda nação, não terá sobrevivência

Carlo Magno





Nosso Planeta

Terra, planeta azul
Assim foi batizada
Da imensidão dos céus
Por brilhantes astronautas.

Escola abençoada
Para o nosso aprendizado
É rica sua natureza
Que devemos preservá-la.

Água - fonte de energia
Está desaparecendo
Pela imprevidência do homem
Que anda decrescendo.

Unamos nossas forças
Em súplica e ação
Para salvar nosso Planeta
Da grande devastação.

Neneca, 22/02/08


TUDO É LAGO

Nos moinhos da mente
Palavras como rio
Desaguam de repente
Tudo se molha
A vida, a lida, as horas
Parto molhado
E chego do outro lado de mim
Largo tudo
Tudo é lago...

(Gustavo Adonias)




O DIA EM QUE A ÁGUA ACABOU!
(Elza Fraga)

Estamos perdidos no meio
do olho de um furacão,
onde o homem, inclemente,
acaba com a própria mão
com tudo o que vê a frente...
Destrói o mundo... Inocente
ou por pura covardia?...
Não pensa em quem ficará
após a sua passagem
e vai serrando as matas,
destruindo as nascentes,
tirando o direito ao ar,
escasseando a água,
acabando com a vida!

Quem pensa na natureza
é zombateiramente chamado
de eco chato e,
com certeza,
posto a margem dos debates
onde se decidirá
o destino do planeta.

Estamos vendo o final
de um filme de terror...
Protagonistas talvez!...


Miséria, seca, aridez...
A água, bem precioso,
que o homem poluiu,
sujou, imundou, destruiu
e continua, na terra,
fazendo a sua guerra
contra a pobre natureza
que clamando por socorro
desce em filetes no morro
água podre, pobre, vil...

É o pranto da mãe Terra
chorando a sua revolta
e devolvendo a escassez
espalhando a sua volta
o sangue quente escorrente
das feridas lhe impostas...

Quando a água acabar,
secar rio, secar mar,
oceano e lagoa...
A erosão destruirá
o que por ventura sobrar
Pagou-se caro pra ver!

Parabéns ser racional
pois até o animal
pensa melhor que você




As águas...

As águas da fonte,
Da fonte da vida.
Lava meu corpo
E minha alma fica agradecida .
A alma que por vezes,
Ausenta-se por estar perdida.
A procura das águas,
Das águas da vida.

São águas claras e límpidas.
Mata-me a sede do corpo,
Trazendo-me a seiva da vida.
Faz-me ainda sentir-me escolhida,
Escolhida pelas águas ,
Pelas águas da vida.

Renascendo das águas,
Eu que antes sentia –me perdida...
Sinto -me renovada
E cheia de vida.
((Valquíria Cordeiro))




TRANSFORMAÇÃO


A chuva que cai,
cai em forma de lágrimas
que para uns e dor de ter
sua casa levada pelas águas.

Outros a chuva é presente de Deus,
vem sua sede saciar, e é fartura,
a natureza a se transformar, mata a
fome do mundo.

Dia chuvoso, e a chuva cai tão gostosa nos telhados!
Aquele barulho, mais parecendo uma canção e ouvir
parece não parar, vai diminuindo até passar.

Depois tudo fica colorido a brilhar, a natureza parece falar,
beleza divina a nos encantar!


Escrito por Eliza Gregio dia 19 /01/2008


Janela Aberta

Meu coração precisa de uma janela aberta
Quero mandar embora minha tristeza
Quero que ela se abra para o mar
Mandarei embora nas ondas da solidão

Não mais quero viver carregada sombras
preciso de luz que alimente minha alma
quero orvalho entrando pela fresta
minha vida quero-a em festa.

Preciso do fulgor das estrelas
da luz da lua, do arco-íris
com cores coloridas
preciso do amor acalentando a vida.

Marta Peres

domingo, 23 de março de 2008

Da Semana Santa até a Páscoa!



“Pai”

A noite cai,
a cidade repousa em preces,
o céu formoso cintila fazendo
brilhar as águas do rio.
Pai! Repouso agora no Teu amor
e minha crença em Ti cresce...
É hora da tua benção, ouço o sino
da igrejinha chamando para a reza
do terço.
As luzes da Natureza mostram a beleza
do Plano Consolador.
Nesta hora rogo pelo Teu Amor, pela Tua paz,
pelo Teu conforto e alívio às dores.
Ilumina Pai, este coração sofredor.
Ampara minha esperança, enche minha vida
de bonança, afasta de mim os perigos.
Sois meu abrigo, Pai e quero viver contigo!

Marta Peres





Há Dois Mil Anos

Há dois mil anos viveu um sonhador, terno,
calmo, de face comovida, doce encantamento!
Atravessou a vida pregando aos peixes, ao
vento, sofreu agrúrias, grande tormento.

Sua vida de sonho deixou a alma dolorida,
no calvário, teve a cruz como leito de morte,
padeceu horrores até ver sua missão cumprida,
sua penúria e pesar, foi a nossa sorte.

Pai amoroso dos humildes, piedoso dos arrogantes,
Seu amor imenso recolhe a todos nos braços,
fulgurante como a luz das estrelas, derrama luz
do coração plácido, milagre oferecido pela cruz.

Fito o céu azul, salpicado de nuvens brancas,
o olhar vazio, tristonho, é hora do suplício, a Terra
se enche de mágoa, sombra, comovida ouço o eco
da tua voz como num sonho, missão cumprida!

Marta Peres






Seu Sangue Ainda Jorra

O sangue vivo jorrou pela face de Cristo,
coroa de espinhos sobre sua cabeça de rei,
de seus olhos derramava amor, misto
de amargura e sofrimento do Homem.

Cansado pelo peso dos pecados da humanidade
vergava Ele sua cruz, a preço de chibata caminhava
rumo ao Gólgota, seu lugar de suplício, de sacrifício.
O Filho do Homem caía, e a chibata cotava-lhe os ombros.

Um amor como o Deste Homem jamais vi igual,
verdadeiro, ensinado a cada passo que dava, a cada
queda, a todas a gerações que estavam por vir.
Até hoje ele cai pelos caminhos pois ainda erramos.

Seu sange derramado naquele lenho ainda jorra,
cada vez que um de nós se mostra orgulhoso, mau,
presunçoso, egoísta, soberdo, pretencioso.
Suas lágrimas jorram na forma de sangue.

Somos todos filhos do mesmo Pai! Somos irmãos!
Muitos nem se lembram ou não acreditam, rotulam,
desdenham, sentem-se maiores quando são todos do
mesmo tamanho, diferenciando no amor e caridade!

Marta Peres






Páscoa

Tempo de viver o amor, a família,
a paz...
Tempo de mudar, partilhar, ver a vida
com esperança,
lutar para vencer o sofrimento, compreender,
perdoar...
Páscoa é dizer sim à vida, ao amor, é viver em
fraternidade com o irmão, contribuindo para um
mundo melhor,
é ajudar gente a ser gente,
é viver em constante libertação,
é crer na vida após a morte
é estar sempre em renovação.
Páscoa, tempo de agradecer com discrição,
por tudo o que já temos e o que teremos
no amanhã,
sentimento puro que carregamos no coração
de confiança, fé e esperança.

Marta Peres





" ALELUIA"

Mestre,
tu que soubeste descer ao inferno
do sofrimento maior,
lição de renúncia e de Amor...

Nesse tempo
em que cada um de nós se julgava mais só
- ajoelhávamos lágrimas
como quem espera a
ALELUIA
dessa noite húmida e escura

Então,
surgiste de repente
sangue de esperança
bandeira de cegos
de incrédulos,
de reis
e de imperadores
de gentios e de senhores
radiosamente ascendendo
num reflexo de Luz!

Resplandecente
teu coração imaculado
nos deixou
o fogo claro da tua radiosa essência.

Aleluia Jesus, ALELUÍA!

Luiza Caetano




RESSUREIÇÃO
Oswaldo Antônio Begiato

Das festas que o homem inventou,
Para dissimular as suas nefastas invenções,
A Páscoa é a mais sagrada.
A Páscoa é a mais aguda.

Páscoa:
A Paz ecoa!

Oxalá!
Hosana!
Amém!

FELIZ PÁSCOA....


Páscoa

É ressurreição
daquele ser bendito;
no madeiro nos salvou
cumprindo os escritos.

É crer no amanhã
renovando-se dia-a-dia;
criar alma nova
regada no suor das provas.

É levantar sempre
da inevitável queda;
suportar a cruz
em todas as veredas.

Soninha Porto




Páscoa

É o doce nos ninhos
coelhinhos carregando
cestos de carinhos
cheiros da infância
alegrando crianças.

Soninha Porto

Páscoa em meu coração...

Amor que insiste na paz tão almejada.
Tempo que alcança os sentimentos
De bonança, fé e esperança.
Acreditando na força do ser humano
Quando no mais profundo do coração
Permanece a certeza de que a vida é uma
Dádiva!
Exemplo maior nos ofertado em humildade
E sofrimento, glória do que é eterno!
Páscoa em meu coração...
Momento em que é verdade ser feliz
Com a pureza de um sorriso
Buscando fonte límpida,
Fazendo valer a lição e respeitando
Os mais íntimos anseios de um mundo
Melhor, entregue na bondade infinita
Tão docemente revelada na renúncia
Por amor ao próximo!...

(Cida Luz)

23/03/08




Renascimento

Páscoa é o momento
Da Vida renovar
Sair do sofrimento
E a alma elevar.

O Mestre é motivo de júbilo
Para seus discípulos lembrar
Renovando esperança
E uma luz encontrar.

Seguindo com alegria
Os passos firmes, adiante!
Não sentiremos nostalgia
No nosso caminho verdejante.

O amor despontará
Essa é a Lei Universal
Cada ser conseguirá
Crescer com força total.

João Pessoa, 23/03/08
Neneca




Páscoa.


E novamente vem a páscoa...
Assim como foi no ano passado...
E será no ano que vem...
Páscoa, natal, ano novo, alem de comércio é um estado de espírito, uma vontade de melhorar, uma almejar de coisas melhores, um querer ser feliz ao menos nesta vez.
Estar em páscoa, é estar com uma mão em Deus e outra no irmão, e estar em paz consigo mesmo, é estar liberto das custódias do dia a dia para se sentir inteiro.
Estar em páscoa é estar feliz, é ser capaz e passar essa felicidade adiante, é ter o dom do perdão, do amor, é ver-se no outro e querer estar com ele por um minuto.
Estar em páscoa é estar com Deus!


Santaroza


Páscoa é um momento especial....

Um momento de reflexão interior...
Um momento de novos projetos...
Um momento de perdão...

O perdão começa dentro de nosso
coração...
O perdão mais importante é aquele
onde conseguimos nos perdoar
por nossos erros, nossos momentos
de fraqueza, nossos momentos de
orgulho... e das vezes que sentimos
pena de nós mesmos e das outras
que sentimos vergonha de nossos
pensares....

Se nessa Páscoa conseguirmos nos
perdoar verdadeiramente já estaremos
há um passo de nos re-encontrarmos
e poderemos construir uma nova vida
com muito amor e muita paz!!!

Desejo a você meu amigo(a) uma
Feliz Páscoa ao lado da sua familia....
e que o espirito da data seja presente
em cada novo amanhecer de sua vida....


(Ana Beatriz)




Ser perfeito


Ser lindo ser de luz.
Que em minha vida faz morada .
Que veio ao mundo só me trazer alegrias.

Que no mundo não foi compreendido.
Ele que só veio nos trazer paz alegria.
Veio a cumprir seu propósito trazer;
ao mundo a sua essência de amor absoluto.

Fico a me perguntar e sem entender o porque?
Todo este sofrimento ele teve que passar.
Hoje minha alma sofre a dor que ele sofreu.

Só de relembrar sinto dor em meu coração
vem em mim uma tristeza sem fim, olho aos
lados nada vejo de bom na humanidade
este ser tão perfeito que por nos teve que morrer

Que nosso criador mandou para morrer por nos
E de nada adianto este povo tão descrente que
Vive a roubar a matar sem mesmo lembrar;
que Jesus foi castigado sofreu na cruz tudo
que fez foi por amor a nos.
Ele hoje só resta anos perdoar.

Escrito por Eliza Gregio





Natal e páscoa

Dois momentos culminantes
Que provocam sensibilidade na alma,
Elevando os sentimentos dos homens
Aproximando-os do Ser Divino que é,
É o natal e a páscoa.

Jesus tem o dom de provocar os sentimentos
De transformar os momentos.
O homem ainda que mais humano pretenda ser
Nestas datas seu coração se rende
E ainda que mais frio tente parecer
Seu coração não deixa de sentir
A alegria de Deus, que nele vem bater.

Jesus é a luz
Que veio brilhar em meio a escuridão.
Diante à claridade
Não há como permanecer de olhos fechados
Porque os raios forçam eles se abrirem.

Diante a Luz, não há trevas
Diante o amor, não força negativa que o sufoque
Mesmo que as trevas tentem nubla-lo,
O homem não consegue dela se esconder.
Enfim, diante os olhos de Deus
E a força que Ele produz
Não há como não apagar esta luz.

Ataíde Lemos





Que a renovação da Páscoa
Seja a mão de Deus
Enviando luz na sua vida.

Que discernimento,
Paciência, e sabedoria
Envolvam seu coração,

Renovando constantemente
E fortalecendo sua força
Na fé e no amor.

Que a família unida nesta época
Possa dar as mãos em
Sinal de fortalecimento

Emanando do coração
O melhor de cada um,
Para uma renovação
Límpida e brilhante em suas vidas

Dora Dimolitsas


Páscoa

A sublimação
Do espírito,
Diferencia-se
Pela linguagem
Do coração.

Quando
Mantemos
A nossa alma
Iluminada..

Nesta páscoa
Sublime seus ideais,
Suas virtudes
E deixe
Expandir a sua luz.

Dora Dimolitsas


Páscoa

Reunião familiar
Feliz idéia
de Ressurreição
Esperança,compaixão
Misericordia
Enfeites com ovos
de chocolate
Não são mais belos
que Mensagem expressa...

Libertação da dor,
é uma festa!!
Feliz Páscoa!

Walnélia Pederneiras




O MESTRE

Quem era...
Aquele homem que perdoava o mundo
acalmava o mar e aplavaca as dores
as crianças eram a sua alegria e seus amores?
--" Era Jesus, filho de Maria".

Quem era...
Aquele homem com traje de santo
que sem ser médico curava tantos
Ateus, Judeus e Zebedeus?
--" Era o mestre, filho de Deus"

Quem era...
Aquele homem que distribuia pão e vinho
que conversava com Deus e com os passarinhos
e que padeceu sob sofrimento atróz?
--"Era Cristo, irmão de todos nós".

Quem era...
Aquele homem de olhar manso e profunso
que acolhia um pecador e um vagabundo
e que não era deste mundo mais?
--" Era Jesus Criosto, filho de nosso Pai".

Doroni Hilgenberg in: "Estrelas no meu Caminho"





Sinal do Amor


Em nome do Pai,
quero transpor
minhas lágrimas
levando em cada gota,
a palavra do filho,
um sorriso,
uma paixão,
uma pétala,
nascida no sublime
sermão da montanha!

Em nome do Filho,
quero uma Ave Maria,
apontando o norte,
cobrindo a imensidão
em uma só oração,
em uma só voz,
em uma só canção!

Em nome do Espírito,
quero um Pai Nosso
em lânguidos pensamentos,
lançando por corações e mentes
a ressurreição da luz,
o renascimento da fé!

Em nome do Santo,
quero um Graau
de esperança e cálidas
sinfonias desaguando
em harmonia com
a prece do Homem
que nos ensinou a amar!

Em nome da cruz
Amém!

(Auber Fioravante Junior)






REFORMULANDO

Para tempo!
Para que eu quero descer.
Quero contemplar melhor
todo esse meu viver!

Quero corrigir os erros,
prá de novo não errar!
Que eu possa com a borracha
todos os erros apagar.

E com caneta e papel
farei minha nova história.
Baseada nos tropeços
e nos arquivos da memória.

Se tão pouco eu amei,
quero amar mais loucamente.
Que se abra o coração
prá caber muito mais gente.

E que todas as tristezas
sejam folhas arrancadas.
Prá Deus pagarei as promessas
de todas as minhas mancadas.

E que faça vida nova
em meu peito florescer.
Muito mais do que pessoas,
quero amigos conhecer!

E se de novo errar,
quero aprender pedir perdão.
Prá que não brotem espinhos
na alma e no coração!


(Mell Glitter)



Pàscoa é tempo de esperanças, renovação, reflexão...
Que sua vida seja repleta de novas esperanças, de bênçãos, de paz, harmonia, luz e muito amor.
Feliz Páscoa!!!
Feliz Ressurreição do Amor, dos bons pensamentos e sentimentos.
Feliz Dia, que se eternize em seu coração, o espírito da Páscoa.
Grande bjo a vc e meu carinho extensivo a todos os seus.
Até sempre.

Meimei Corrêa




Feliz Páscoa!

Páscoa é renovação
Momento de reflexão
Cristo teve compaixão
Ele nos deu a libertação
Vamos viver, como irmão
Sem mágoa e sem traição
Semear o amor, paz, união
Sempre foi a mais bela lição

Jane Rossi

Pregado na Cruz!

Sobre a Páscoa, refleti
É o dia da ressurreição
Jesus pregado na cruz, eu vi
Sofreu injustiça e traição

Judas beijou-lhe a face
E se tornou um dos seus
Diante deste enlace
Julgou, traiu e Cristo sofreu

Na cruz estava pregado
Coroa de espinhos lhe deram
Pra salvar nossos pecados
Tomou vinagre que trouxeram

Mas veio a ressurreição,reviveu pra nos salvar
Ganhamos libertação, temos que saber usar
E assim como Cristo, Judas, vamos Perdoar!

Jane Rossi


O amor de Cristo

Cristo na cruz, passando por amargura e dor
Sangue gotejando, mas manteve a serenidade
Sofrendo, mas dos seus olhos brotavam amor
Amor que transformou o mundo, a humanidade

E aquele que crê no seu amor, na sua misericórdia
Nas horas de tribulações, receberá do pai o amparo
Terá colo, conforto, terá sempre a sua companhia
E ao seu lado, o mundo escuro torna-se mais claro

Junto com ele a dor se torna mais branda, mais leve
O peso da cruz não sentimos, se estamos ao seu lado
E o fardo pesado, são como penas pairando na neve
As lágrimas caem, encharcam o manto por ele usado

Cristo é refrigério, das alma sofridas
Calmante dos crentes, eterna guarida
Começo e fim, amor sem medida!

Jane Rossi
23/03/2008






Rasgou-se o véu

Rasgou-se o véu
Lágrimas caíram do céu
O Filho do Homem morreu
A terra e o céu estremeceu.

Está é a maior prova de amor
Suor, sangue e dor.
Para a humanidade resgatar
Deus num madeiro teve que estar.

O cordeiro foi imolado
Pelo seu sangue fomos lavados
A corte celeste chorou
O homem, numa cruz, Deus pregou.

A cruz sinal de maldição
Agora transforma em salvação
Um preço muito alto Jesus pagou
Dor, humilhação, abandono ele passou.

Quem dera o homem entendesse
O que este dia significa
Foi preciso que Deus, na pessoa de Jesus morresse
Para que o homem resgatasse a vida.

Ataíde Lemos




JESUS CRISTO

Mírian Warttusch

No esplendor de tua face comovida,
Sinto a ternura do Pai Onipotente!
Esteja eu, estejas tu, irmão, ciente,
Que é este Cristo o pão de nossa vida.

Ao invocar-Te, em minhas preces costumeiras,
Percebo em Ti, o meu milagre, tanto amor!
Quando Tu chegas, e espalhas Teu fulgor,
E amorosamente vens… de mim Te abeiras…

Tão recolhida em Teus braços, fico assim,
Adormecida na placidez do Teu carinho
…Como é bom saber que não se está sozinho…

Que o mundo reconheça a Tua grandiosidade,
E entre os humanos a paz será verdade,
Quando tivermos, um pelo outro, amor sem fim!!




Páscoas

E o coelho branco
Feito cegonha, percorre...
Feitos ovos a chocolate,
Nos lares, dissolve...

E o coelho negro
Feito corvo, percorre...
Feitos ovos a ilusão
Nos abrigos, dissolve...

Nos olhares infantis.

E o corpo é o pão
Partido a partes
De veras!
Será?

São ovos...
Para cada ressurreição.

...........” Catarino Salvador “.


VIA CRUCIS (MARCELO MOURÃO)

É Deus que sofre
Como homem,encerrado em estreitos limites
É a divindade que sofre
Não mais triunfante,mas humilhada
Exilada de seu poder e soberania infinitos
É Deus que sofre
Num sofrimento conformado
e não numa explosão de raiva, de desespero ou de pavor.
É Deus que sofre
açoitado,cuspido,até a alma ferido
tonto,febril,coroado de espinhos
carregando mudo sua cruz pelo caminho
É Deus que morre
morrendo de uma morte lenta
de uma morte de martírio
de uma morte cruel e sanguinolenta.
É a divindade que morre
lavando com seu sangue nossos pecados
lavando nosso rosto com lágrimas
lavando nossos pés com humildade
É Deus que morre
sozinho,na cruz abandonado
perdido,nu,atraiçoado
pés e mãos por pregos transpassados
corpo e alma dilacerados
Nasceu e morreu
pra matar nossos erros e pecados
É Jesus que morre
Toda vez que nos afastamos do seu lado. 16/05/2006

sábado, 22 de março de 2008

Homenagem à Poetisa Rachel D. Moraes!



Rachel D. Moraes.
Lendo contos e poemas da escritora considero-a com muita justiça, uma figura feminina importante na literatura brasileira em nossos tempos. Poesias e contos, sendo ambos significativos. Rachel é portadora de uma sensibilidade exacerbada por fortes impulsos de humor, ousadia, doçura bom gosto.
Parabéns Doce Rachel!





A Carta

A carta é um papel que grita,
Palavras de desespero,
Que escorrem pelas bordas
Como sangue novo e quente.

A carta é um espaço limitado
Com uma alma latente.
Nela está contida mil letras
De redondas formas,
Que ora se lançam
Num fio de bailarina
Enfeitando o texto,
Ora caí abandonada pela dor
De quem escreve e mente.

Retangular e rosada
É a carta da amante,
Que pede, implora...
Volte!

Quadrada é branca e a carta
Do amado que responde:
Esqueças!

A carta é um punhal
Solene e breve,
Que fere e fere
Tantas vezes
Que se diz
Soletre...

Só estamos bem
Mesmo que breve,
Quando nos consentimos
Rasgá-la
Com as próprias mãos
E o coração leve.


Rachel D.Moraes


A Estátua que Chora

Que a terra me seja leve,
Pois me retiro desta vida
Sentindo um gosto de travo na boca
E o peso pungente da vida densa que se foi.
Toquem árias em flautas de caniço
Para que eu descanse e possa retornar-me planta.
Molhem a terra, que a relva já começa a nascer em mim.
Fiquem e contemplem essa paz única
Que sai de meu corpo inerte.
Não tenho mais arrebatamentos
Que não seja o de te ter em contemplação.
Estou aqui, sem aquela consoante batida do coração.
Os instantes de pesar se foram com o último suspiro.
Aquela que almejava o concreto das coisas,
Aqui descansa em plenitude.
Estou quieta, em estado perene, quase gás etéreo.
O que era se foi,
Deixando-me ser, somente, partícula de poeira.
Nada deixei que valesse um espanto qualquer.
Aos poucos não restou mais nada do que fui.
Agora, o que me consola neste vazio de ar
É essa figura de pedra a me velar.
Percebo o seu silêncio calcário,
Suas asas de penas talhadas.
Sinto por ela mais pena
Do que a pena dela por mim.
Em seu olhar consolador há tristeza e pesar.
Quem sabe, essa lágrima que penso ver,
Seja a mesma que tenho em mim,
Por uma tristeza de ser e não existir.

Rachel D.Moraes





Saudade

Que saudade é essa
Que passa
Que teima em chamar.
Que transpassa
E enreda voltas
Por um suspirar.

As lembranças vazam
Uma dentro da outra.
Minha memória acordada
Forma palavras
Que reproduz
Saudade.

O imaginário trazendo
Fantasmas feitos de vento,
Tormento.
Encubro o passado
Com meu grito de
Saudade.

Rachel D.Moraes




Amor

E fui paciente,
Esperei que o vento acalmasse
Uma brasa que ardia
Pesando em minha boca.
Ansiava como louca
Outra boca sob a minha.
O vento virou tormento,
Sua boca alimento
Que queria ver o fim.
Colocou-a nos meus olhos,
Singrou lágrimas nesse mar,
Deixou-me cega e perdida,
Sem sua boca ferida
De beijos que dei em ti.
E por tudo não me basta
Se tenho no peito essa dor.
Tens que vir com mãos de astro,
Marcando-me um lastro,
Numa linha de amor.





Dilúvio

Líquida me tornei em teus braços,
Escorri-me no que era exato,
Derramei-me em teu dorso quente,
Que se dobrou em concha a me represar.

Procurei fendas, escoei regatos,
Encontrando braços a me amparar.
Derrubei barreiras, modulei mil voltas,
Até ser inteira em um jarro teu.

Fui bebida aos goles de quem febre ardia,
E foi tão nascente essa sede louca
Que senti sua boca, eterno sugar.

Num fervor que pede, consenti respingos,
Dessa minha água eu fiz derramar.
Evaporei gotas ondulando pele,
Escorri-me em névoa para te alcançar.

Penetrei abismos e fui sacudida,
Até dissolver-me neste teu olhar.
Escoei doçura num último espasmo
De êxtase líquido por te abraçar.

E virei dilúvio, encharquei-me em brasas,
Implorei tua boca para oceano tornar-me.




Essência

Hoje quando abri a janela,
Fui convocada sutilmente a olhar.
Ele circulava pelo ar, por toda parte.

Invisível era esse chamado,
Trazia aos meus olhos,
Uma essência mágica.

Atravessava-me antecipando
Uma alegria despertada
A golpe de urgência.

Debatia-se na vidraça de meus olhos.
Mantinha-se pulsando,
No mesmo compasso vivo,
Deixando-me fisgada e sem fôlego.

Tinha que lhe dar um nome,
Mas que nome daria ao
Esplendor da vida!



A Espera

Sabes aquela que tu conheceste
Voando ao vento?
Que te procuravas ansiosamente
Cega de amor?
Que se enrolava em teu corpo
Nua a arder de desejos?

Agora é uma sombra escura,
Cortante como lâmina,
Emissária de gritos,
Ressurgida do abismo ,
Fria como água oceânica.

Anda sempre em redemoinho,
Antecipando encontrar caminho,
A fagulha de um olhar que se perdeu,
Ainda a espera de um gesto teu.





Menina-Moça

E dela foi nascendo
Uma multidão de coisas novas.
Tudo girava em torvelinho
Fazendo um sentido melhor.
Seus desejos abriam-se
Tornando-se sementes.
Colhiam-se frutos de sua boca,
Seus cabelos ondulavam flores,
E os braços se faziam galhos
Para o abraço desse despertar.

Ela permanecia serena
Nessa volúpia de seu nascer.
Quando o vento lhe fustigava a pele,
Flutuava um respirar de brisa,
Para perfumar minúcias desde o amanhecer.

E como uma pena leve
Deixava-se pousar tão breve,
No invisível das coisas do olhar.

Meu pressentimento nasceu
Do átimo de um de seus olhares.
Vi seu coração quieto
Num trançar de heras
E a volúpia inquieta
De seu caminhar.

Acariciei seus cabelos de seda,
Sentindo um tremor de folhas,
Como um galho verde que se vai dobrar,
Fremindo uma ansiedade louca,
Abrindo-se num clamor de fendas,
Tombando-se a se entregar.

Apanhei-a como a uma fruta,
Suguei sua flor que ardia,
Pulsando um desejo ardente,
Destinado a este meu olhar.



Noite

Que entre a noite
Com voz de soprano e
Acalante-me
Com o seu suspirar.

Vem noite escura
De ultrapassar
Umbrais
Que o dia é perto
Do meu despertar.

Deite em meu horto
De sombra e espera,
Faz-me existir
Em sua canção.

Que entre a noite,
Inteira e escura
Que resistirei à lua
Com seu esplendor.

Dançarei nua e
Serei livre,
Dos pudores todos,
Que o dia deixou.

E serei achada
No girar do tempo,
O dia e a noite,
Do meu despertar.





Vento Sul


Um tremor de folhas,
Um vento que espalha,
Sonhos, súbitos
Que embalam silêncios...
Atravessou minha porta,
Rindo, rindo...

Quebrou a vidraça,
Grudou-se em meu corpo,
Fez-me amor
E arrastou-me, tonta, sufocada,
Com sua lufada tão quente.

Fiquei pendente e sem fala
No beiral dessa torrente,
Que sacudiu todo o dormente
Da porta do coração.

Agora espero em ânsia
De te ter me enrodilhando,
Num tufão ou numa brisa,
Que arranque o meu portão.



Vaqueiro de Luz

Vaqueiro das estrelas
que cavalga a imensidão,
ligeiro joga o laço
que me levanta do chão.

Galopa com firmeza
pros meus braços meu amor,
Vem me fazer feliz,
vem num raio de luz.

No seu cavalo baio
Que faísca pelo prado
Vem com estrela guia
Dizendo que é meu amado.

Eu fico na espera
Segurando o coração.
Só com o meu peão
Eu galopo o sertão.



Vida e Morte

A constatação é real.
Estou pairando no ar,
Numa densa nuvem de vapores.
Olho o inacreditável.
Vejo-me iluminada
E quase não me reconheço.

Estou para entrar
Na Porta da Transformação
E na transversal do tempo,
Oriento-me para uma
Possível redenção.

Eu sou a idéia de Deus
E estou aqui para ser.
O horizonte se posiciona
E a vida se mostra
Em toda sua grandeza
Fazendo sombra à morte.

Irrompo, penetro,
Aprofundo-me neste horizonte
E sou atravessada por dentro,
Por uma realidade
Colhida como a um fruto proibido,
Suculento e legítimo.

Sinto-me repleta de vida
E vazia de morte!




O Esplendor do Dia

Hoje saí da hibernação.
Saio da caverna de meus sonhos
E caminho pela floresta
Com meus sentidos renovados.
Celebro este instante de brisa fria
Que brota de miríades de orvalho.
A luz respinga gotas de claridade
Em meu rosto.

Meus olhos são inundados
Pela beleza fascinante dos fachos
De poeira luminosa que penetram
Entre as brechas das árvores
Parecendo espadas de anjos guardiões.

A manhã é o recomeço de tudo,
É o desejo de se querer celebrar a vida,
Não precisando mais de guias.

Vou com a certeza de pisar
Numa rica tapeçaria trabalhada
Com mil pontos de grama
E bordada com mil folhas que se movem
Para que eu não possa saber
Qual é a cor mais bela.

A neblina encobre a espessura das árvores,
E eu sou abraçada por galhos e folhas verdejantes.
Meu coração bate no compasso da serenidade.
Atravesso a bruma e vou
Ao encontro da nitidez do sol.
É na claridade que as coisas se mostram.
Acordo e me faço ver,
Aqui eu posso brincar e depois voltar,
Para poder sonhar com o esplendor do dia!




O Grito

E caiu sobre mim
Um silêncio de seta.
Mergulhou-me acertando
O alvo certo.

Implacável absorveu-me
E eu fiquei muda.

Em cada fenda
Decifrei soluços
E minha voz
Que falou para mim mesma.

Precipitou-se pela pele
Rumo a minha boca.
Absoluta do querer,
Trabalhou um caminho,
Deliciosamente inacessível
Aos meus anseios.

Enfim essa intimidade
Desfez o enigma do silêncio
E uma fundição começou
Em minha boca.

Gritei até asfixiar-me.
Ordenei que saísse
E um fluxo de ar
Foi crescendo
E não encontrou outro modo
De fazê-lo senão gritando
O seu nome.

Belas Poesias e Amigos! Parte I


Tão belas poesias encontramos!
Amigos e poesias reunidos para um pequeno sarau poético.
Falando no amor, vamos caminhando lentamente, abrindo o peito, deixando entrar o ar nos pulmões, olhando os textos passo a passo.
A alma vai sentindo-se mais feliz, revigorada para a labuta do dia a dia.
Neste tópico você leitor amigo, irá encontrar lelas poesias e amigos poetas.

Tenha uma boa leitura, como se música soprasse em seus ouvidos.



Lembras de mim?

Olhe-me.
Tente me enxergar com o coração.
Tu ainda tens um coração?
Abra agora teus olhos.
Reconheça-me!

Lembra-se quem sou?
Foi para mim, seu primeiro
olhar de insegurança...
Eu te abracei com tanta paixão
Que te senti invadir m'alma!
E num abraço forte, te protegi...

Em meu peito encontraste calor.
Perdi-me em teus olhos de céu.
No azul que brilhava,
Sonhei a Paz existir!...
Tão tua me fiz,
que te sufoquei de amor.
E te libertaste enfim... Eu te perdi.

Voaste alto em busca da felicidade
Que nunca encontraste aqui.
Tu te foste, mas continuarás
Sempre dentro de mim:
Mesmo negando me ver,
Mesmo não ouvindo minha voz,
Nem sentindo meu abraço.

Mesmo não me amando mais,
- se é que um dia me amaste...
Continuarei aqui,
Vivendo por ti.

(Aut: Ginna Gaiotti)




VEM
Vem que te quero linda,
Hoje mais ainda,
Antes que seja amanhã,
Nasça como uma manhã.
Com toda suas manhas,
Me arranha
a alma inquieta.
Lady predileta,
Musa favorita,
Está escrita
Na minha pele,
Pelo beijo mais recente,
Sorriso mais contente.
Deixe cobri-la de rosas,
Poema liríco,
Cantos amenos,
Ao meno diga sim,
Cedo ainda é tarde,
Á vida, sem alarde,
Tarde de sol, estrela,
Gosto de vê-la,
Senti-la á flor da pele,
Pela mansidão do rócio.
Por ser meu ópio,
Por ser própriote amar.
Mar de desejos,
Meu enlêvo,
Meu relêvo,
Te quero linda,
Te quero ainda,
Vou sempre te querer!...
[gustavo Drummond







Mulheres-Poesia

Poética de pedras preciosas,
com rimas de rubis e diamantes.
Luares, Sóis e Pétalas de rosas
em todas as cantigas dos amantes.

Donas da dor, do amor e belas prosas,
gerando vidas, sonhos e esperanças
num mundo de cantigas tenebrosas,
desafiando os passos dessas danças.

Nem mesmo o sal, o tempo, a maresia,
a pedra falsa e o cinza das janelas
podem co’ a força e o brilho das Estrelas.

Mistérios de ouro e prata no planeta!
Ventos de águas marinhas na caneta:
Amantes, Mães, Mulheres... Poesia!

© Nathan de Castro








Café da Manhã

© Nathan de Castro

Bom dia, Solidão, chegou o outono,
lá fora o céu faz festa azul-nobreza.
Vem, senta-te comigo à minha mesa.
— vale lembrar-te, ainda sou o dono. —
Bebe o café e deixa essa tristeza
de lado e espanta as trevas do abandono.
Senhora Solidão, as desavenças
deixemos pra depois... Agora eu quero
sorver dessa poesia e sem ofensas
dizer-te em claro tom, sem lero-lero:
"à tonga da mironga", se ainda pensas
que casa de poeta é a morada
eterna, amiga e sempre preparada
para hospedar balofas de descrenças.







Poeta e poesia

A tarde fria
se adianta e cria a noite.
A sala se faz
em ausência de vozes
de palavras e de amigos ...
E sobre o papel
o nada...

Corta o silêncio
uma a peça de Bach
com seus violinos e cellos ...
Os enigmas agora se debatem
entre flores e folhas
entre nuvens, chuvas e sonhos...
entre o lírico e o moderno...
Enigmas impulsionados
pela roda
da fortuna de sentimentos...
entre o riso farto
e todas as perguntas
diante da cumplicidade
de um espelho...

E eis que as idéias saltam
como o perfume ardente
das eternas musas...
Como se a poesia já estivesse escondida
entre a tinta azulada da pena
que agora ligeira e firme
registra com muito lirismo...

E jorra luminosa
dos olhos, dos sonhos
de todos os sentimentos...
do seu coração em harmonia...
Ele por si só traz em si
um encanto, um enigma .
Ele é a própria Poesia.

de : megg.carioquíssima




Espalhada

Hoje não temos frases
Para dizer o quanto nos amamos.
Mudos, espalhamos palavras
Que outrora nos habitaram.

Hoje não temos imagens
Para mostrar o quanto nos desnudamos.
Cegos, espalhamos espelhos
Que outrora nos refletiram.

Hoje não temos espantos
Para provar o quanto nos surpreendemos.
Estáticos, espalhamos espantalhos
Que outrora nos esconderam.

Somos todos
estranhos, ridículos,
mal feitos e desajeitados,
mas imensamente belos,
espalhando palavras
espelhos e espantalhos.

Oswaldo Antônio Begiato




Tempo

O tempo é estático,
Somos nós que passamos.
Os amores não acabam
Somos nós que de amores mudamos.
As flores são eternas
Nós que a vemos murchando.
Todo dor é perene
Somos nós que nos acostumamos.
Toda hora é para sempre
Pena, que sempre abreviamos.
Toda chegada é partida, e é definitiva.
Somos nós que nos ausentamos.
Todas as lágrimas são repetidas
Somos nós que de novo derramamos.
Todas as respostas estão prontas
É nas perguntas que erramos
Todos os mortos estão vivos, e serenos
Fomos nós...que morremos.

Tonho França





Contrapontos

Em seus olhos vejo esperanças
Vejo também o medo
A esperança de começar de novo
O medo de não resistir e voltar
Ao fundo do poço.

Vejo em seu olhar, a alegria de recomeçar
Escuto atentamente seus planos
A auto estima que sai dos gestos.
Mas o medo também transparece
Pois, vêm as lembranças das tentativas.
Das vezes que não resistiu
E novamente recaiu

É tão bom ver-te com esperança
Consciente que precisa mudar
Com varias metas a conquistar
Porem, é triste sentir a angustia
Que de seu coração deixa transpassar
O medo de não superar.

Ataíde Lemos






Milagre da vida


Você me trouxe a felicidade e amor sem fim
Nossos dias passados faz me sonhar acordada
Em seus braços fortes eu sempre estava abrigada
Você me protegendo e eu vaidosa me sentia assim

Quando nos amamos o mundo fica colorido, é euforia
Sublime momento, mundo se transformando em poesia
Voamos para universo perfeito, onde só eu e você existia
E na força deste amor uma semente crescia, eu já sentia

Deste nosso amor perfeito, Deus nos abençoou
Em meu ventre, dois anjos,vieram fazer morada
As mãos deslizavam sobre meu ventre, eu chorava
Aos poucos o milagre da vida em mim se projetou

Uma mistura de suor, lágrimas e muita alegria
Dois anjos nasceram, imensa alegria, medo sentia
Aqueles dois pequenos seres, só de mim dependia.
Como duas estrelas a brilhar, minha vida veio mudar

De joelhos, ao presente eu fiquei agradecendo
Era o milagre da vida, era um sonho nascendo
Deus mandando amor e o amor permanecendo!

Eliza Gregio





Viagem

O homem morre
sempre que se afasta e mata
sua própria divindade.
O homem sofre
por querer ser mais do que pode,
mais do que deve.
O homem vence
quando entende que a vida
tem perdas e ganhos,
perder é ganhar muito
e o Ser todo é tudo,
do micro ao infinito.
Já não é mais o homem da matéria
é o corpo aportado, cósmico,
uma alma desejando a partida,
o momento tão esperado :

é hora da despedida !

Bia Marquez





Várzeas dos olhos


Seus olhos são azuis: Céu!
São várzeas de um verde intenso
Que adorna a cor do véu,
São duas luzes que tanto penso!


Dos teus olhos a poesia derrama
E da emoção o amor é água
Que na sua euforia me ama
E na paixão se deságua!


A beleza de seus olhos cala a Natureza,
É um espelho vindo da alma; ama-me!
Discreta, mostra sua íntima leveza!


São olhos eternos: acalma-me!
Quero nessas imensas várzeas me perder
E diante de teu olhar quero me ceder!


Carlos Máximo


Decisão



Razão obscura, voz do amor,
Poema relido, não tido, poema maldito,
Olhos fundos, situação de dor,
Perdê-la, até agora não acredito.

Razão sem resposta, sem texto,
Personagem da paixão, e do verso,
Noites infinitas sangra o contexto
No peito do poeta inverso.

Engolido pela noite fria,
Acorda-se com a voz da razão:
Terminar tudo, no eu, morre a poesia.

Numa ausência sem emoção,
Secam minhas termináveis veias
Ao canto do vento que sopra nas areias!



Carlos Maximo





Ato-me

Preparo o caminho de meu olhar,
Aprendo a linguagem certa.
Mando que minha voz venha,
Mas ela diz que não sai.

Aninho-me dentro da noite
Espero o respingar da lua
Cair em teu rosto súbito,
Mas ela diz que não cai.

Saiu só, desse vazio,
Buscando teu olhar que vem.
Ato-me aos teus pés de anjo
Que salta numa lonjura infinda,
Penetro num átrio de estrelas,
Balanço-me no espaço escuro,
Precipito-me dentro de tudo,
Arrebato-me dentro da noite
E persigo o que te contém.

Encontro na dobra do espaço
Um mapa indicando um rastro
Que me diz o que é certo:
Só contigo eu estou bem.


Rachel D.Moraes




contradição
(C.Vasques)


vais partir? mas parte em silêncio
tudo já foi dito , não me queres
e eu não posso te obrigar a me amar!
segue teu destino tu assim o
quiseste e nada posso fazer
a não ser me conformar...
não, não vou sofrer
esta lágrima ardente é tão somente
por causa do vento que sopra forte não
deves te preocupar...
eu até consigo te acenar.... sorrir..
quero apenas que sejas feliz...
mesmo com o coração em pedaços
vou procurar resistir...

se na tua caminhada soluços escutares
- meu pranto -
não te impressiona não é nada
estou apenas emocionada com
a beleza do mar!

ah! mais por favor não te voltes
posso correr ao teu encontro e
te pedir que não vá!
e se mais tarde, tua saudade
te fizer retornar...
eu vou estar aqui
neste mesmo lugar ...




MEU AMOR DE MIM"

Bebo a água
bebo a mágoa
meu sangue de raiva a fluir

morango
de sol e de lua
minha ponte pronta a ruir

meu infiel amor
meu ramo
de urze quebrado

meu coração
de algodão
minha dor, flor de jasmim

Meu cais
meu porto de mim

luiza caetano





Saudade


Sonho que não sonho mais,
realidade que já não me satisfaz,
alegria saturada pela dor.
Tudo culpa do amor!

Felicidades que tanto faz,
beijos que não conheço mais,
afagos e carinhos perdidos no cais...

Vazio que cresce em todos momentos,
noites de agonia e lamentos,
tristeza que invade, meus sentimentos,
lembranças de felicidades...
Tudo isso se chama , saudades!

(Valquíria Cordeiro)




ALMA CIGANA

Grita alma minha,
que não te gosto calada!
Trás sentido à minha vida.
Desafroxa essa gravata!

Que fiques da pá virada
e rode a sua baiana.
Agite esse corpo que dorme.
Leve vida de cigana!

Transpasse além da matéria,
que te quero em liberdade.
Que ecoe em minha pele
toda a sua eternidade.

Ranca a máscara da cara
que o corpo ousa usar.
Que me vire do avesso
se for prá te libertar!

Te quero ver transparente,
voando de encontro ao tempo.
Guiada pela emoção,
senhora do pensamento!

És dona do meu nariz!
Guia-me nas tuas vontades.
Dos seus desejos, sei todos.
De mim, sabes todas as verdades!

Então seremos uma só:
corpo e alma em fusão!
Dádiva da felicidade.
A mais bendita união!

(Mell Glitter)





Pensas tu

E pensas tu que fiz por amor
Há! Coração.

Fiz por um sentimento maior
Por uma paixão que me aquece
E até me fere o peito
É uma dessas paixões que não oscila
Fica firme, fixa! Mantendo-me prisioneiro
Ás vezes, me deixando sem jeito
Diante do teu olhar...

E pensas tu que fiz por amor
Há! Tens razão.

Que sentimento pode ser maior
Que este, de te sentir tão perto
De te querer, aqui... Bem próxima.
De adormecer ao teu lado
Sonhar junto de ti
Abraçar-te, beijar-te
E amar-te a todo instante.

...........” Catarino Salvador “.








Águas agonizantes

Água, agonia, atuação inadequada
Esgoto e poluição, terror da nação
Crescimento, desenvolvimento, situação adequada

Utilizando os inseticidas
Nas águas, são padecidas
Utilizadas como esgotos
Nunca vão sentir seus gostos

Nos últimos anos vem se agravando
Pelas fábricas, resíduos vão jorrando
Crescimento desenvolvimento, situação regrada

Águas do mundo, acabam num segundo
Águas agonizantes, situações hibernantes
Águas caudais, vidas terminais
Águas ribeirinhas, sem vida caminha

Fonte de alimento, água a irrigar, a morte vem devagar
Necessidades a serem adotadas, medidas antipoluidoras, à vagar

Nossa preocupação é que haja consciência
Porque a própria ciência, já prevê a extinção
Da água de toda nação, não terá sobrevivência

Carlo Magno





Fortuna

O que eu busco insistente
como se fora a felicidade
e trôpego o destino?
Quero crer e já não creio.
Verdejar, não verdejeio.
O que busco e lá não sei
entre restos inválidos
e vazios morais?
O que quero e não tenho
da luz do sol nos quintais?
O que sei e não revelo
aos parceiros de infortúnio?
Nada tenho, senão
um corpo mudo
e o desejo de paz
calando na alma, fundo
varrida a irreal textura.
Nem crenças, nem regojizo,
nada espero do homem
alem da melancolia
da triste paisagem interior.
Que fazer, senão repetir,
ad nauseun, esta vil condição
da consciência?

RicardoSReis


Salvo Engano

Quero sentir no ar suave que ao verão encerra
Tua fragrância de ambição sutil e sensual espera.
Ao buscar-te, descobrir o amor no limiar do outono
Benfazeja temporada onde não cabe engano.
Ah! Deixai-me estar, pois vou amar-te eternamente
Qual estação de vida em que a ventura se apresente.

Ricardo Sant´Anna Reis




Principiar

No principio, todo amor era franco
Todo desejo, jubiloso
Toda poesia, liberta
E os homens deveriam
Cuidar de apenas ser.
Por princípio, ainda hoje
Deveríamos laborar
Afrontando a qualquer poder;
O inefável domínio do dinheiro
A baldia vaidade
O senso arbitrário do esteta.
Em princípio, do inicio ao fim
Apenas uma solitária verdade
Se tudo se retira ao sentido
Que seja o amor o que nos resta!

RicardoSReis






E O AMOR NASCEU

E o amor nasceu...
firme e belo
lívido, sereno
trazendo com ele alegrias incontidas
E o amor nasceu...
e veio com ele todos os desejos reprimidos
os sonhos de menina
que hoje se tornou mulher
E o amor nasceu...
e com ele nasceu as incertezas
o medo do amanhã
e a ânsia de viver o hoje
E o amor nasceu...
e com ele um medo voraz
que não se sabe donde veio
nem sabe pra onde vai mas está lá.
E o amor morreu...
e com ele os sonhos de menina
os desejos que não eram tão mais reprimidos assim
deixando certezas nunca antes pensadas
e agora a ânsia de viver o amanhã
e o medo do hoje.
O medo?
esse passou a se chamar solidão.
E o amor morreu
e será que com ele eu ?


Rosane Silveira






Domínio




Coração dominado...
Deu-se, entregou-se.
Descuido eterno...
Preso em armadilha
Naturalmente preparada.
Um olhar anulando chances
De fuga...
Amor que vingou,
Floresceu, encheu de vida
Outra vida...
Sol que aquece, voz que
Acalma...
Rebento da alegria que renova
E acalenta.
Fruta saborosa que se prova
Todo dia com mesmo apetite...
Força enfraquecida em um
Beijo...
Convite da felicidade que
Não se recusa...
Promessa certa de um
Sorriso a cada amanhecer!...

(Cida Luz)





Bendito Amor!

Sentimento que acalenta a alma,
Visita coração em prece
Feito orvalho tocando a pétala
De uma rosa agradecida.

Horizonte vestido de alegrias
Saúda com fervor o prenuncio
Do amor que se aproxima...
Dádiva a ser acolhida com toda
Devoção...

Límpido prazer que engrandece
A vida no instante de
Felicidade em que olhos marejam
De ternura diante emoção
Por tanto amar...

Que eterno seja tanto querer...
Tanta doação de vida em outra
Que se tornam únicas na
Imensidão do universo!...

Cida Luz







Eu Poesia

Farol que ilumina minha cegueira
dentro da noite negra de tempestade,
ferro em brasa que arde em fogueira,
rosas que enfeitam meu jardim de saudades!

Pensei ser neste mundo uma vencida!
Ando de cabeça erguida, encaro o sol,
a lua, sou águia, perdi o medo da subida,
para muitos, hoje sou liberdade, sou farol!

Dentro de mim o poema raia sublime,
meu poeta quer a perfeição,
e a águia voa, livre, voa, com fé, redime,
e o amor entranha no peito, pura paixão!

Marta Peres

quarta-feira, 19 de março de 2008

O Tempo Não Pára


O Tempo Não Pára

O tempo vai passando, não pára,
não pode parar nem retroceder.
O sol não pára, vai embora, vem a lua
e o dia se torna noite.
Meus cabelos pintam-se de branco,
meu rosto começa modificar, rugas
marcam, sulcam aos poucos.
Meus pensamentos vão se modificando,
mudando os gostos, as vontades, valores firmam,
gostos e pensamento tornam-se mais flexíveis,
entendimento e compreensão mais aflorados.
Maturidade!
Naturalmente vou vencendo o temporal,
o mar bravio vai se tornando mais calmo
e as águas vão se tornando mansas, brandas,
meu coração confiando mais no amanhecer.
Ainda guardo dentro de mim meu reino de infância,
as bonecas e os brinquedos preferidos, em meu céu
ainda existe a pureza das estrelas, das flores e dos
contos de fadas.
Não importa a chegada da velhice, os pássaros
cantam, as crianças gritam nas suas travessuras,
moças dão a luz a mais crianças, e a vida vai seguindo
o tempo...

Marta Peres

Estou Pensando


Estou Pensando

Estou pensando! Debruçada na janela,
olhando a lua branca do céu claro,
noite de lua clara e cheia.
Eu penso!
Como é por dentro da cabeça de uma pessoa?
Pessoa que não seja eu.
Eu sonho? Ela sonha?
Eu compreendo e aceito! E ela?
No que pensa?
Não consigo ler seus pensamentos nem sua alma.
Eu a aceito! E ela?
Nada sei dela mesmo convivendo anos a fio.
Nada sei de ninguém.
Nada sei do seu coração, para mim ele é mudo.
Sei do meu.
Será que o olhar fala pelo coração?
Os gestos são as palavras?
No fundo temos muitas semelhanças, a diferença está
na generosidade dos sentimentos.

Marta Peres

Perdoa por Amar




Perdoa por Amar

Dentro desta caixinha que guardo no peito
lhe coloquei, esperei-te com carinho, amor
que brotou do puro sentimento, do jeito
que mãe tem costume de amar sua flor.

Este amor não se explica, simplesmente
a gente sente, deixa extravasar do coração,
eu amei, só Deus sabe o quanto, somente
eu amei, amor sem limites, deixando-me a paixão.

Agora lhe peço perdão por ter amado tanto,
um amor que alumia meus olhos, extasia a alma,
faz o coração cantar de emoção, nem sei quanto!
Um amor feito na esperança e na calma,

Perdoa pois dentro do meu sonho lhe amei loucamente,
um amor de doçura calma, cândida, sonhei eterno,
amor cheio de versos antigos cantados docemente
por velho romanceiro, no amor mais doce e fraterno.

Marta Peres

terça-feira, 18 de março de 2008

14 de Março! Dedicado a Poesia!



Poesia

Na beleza de um sorriso,
A força de uma paixão
O beijo
Adocicado feito favo de mel
Uma cor,
Um feixe de luz,
Visão maravilhosa,
O soprar do vento,
Um sabor,
Uma fragrância,
Uma onda que embala
Energia que Rege o Universo,
Matéria de Forma Indefinida
Essência Única,
Deus embalando a poeta
Entregando a sabedoria das palavras
Em uma concha
Que derrama estrelas
E orvalhos ao sol amanhecidos.
Meu poeta transforma em poesia
E agradece.

Marta Peres





Poesia

Poesia, gosto de ti apaixonadamente,
para o mundo és a salvação,
carrego-te sempre em minha mão
e em meu coração tu brilhas ardente!

Poesia, tua voz ouço na água corrente
e canto o que me ensinas cantar,
tens ritmo de pura paixão ardente
que acalma e me faz amar...

Marta Peres



Poetas fazem homenagem no dia da poesia!






Poesia

Lágrimas caindo gota a gota
Coração num ritmo acelerado
Visão turva, olhos nublados
No peito um sentimento calado
Vai gotejando sobre o papel
Se transformando em palavras
Entoando um leve som musical
Palavras com dor, com amor
E o texto escrito, inundado
Pelas lágrimas que caem.
Em meio ao sofrimento
Juntando dor e lamento
Num misto de agonia
Nasce a mais pura poesia

Jane Rossi

Poesia

Peguei caneta e papel
Comecei a escrever
As dores da minha vida
O amor e o prazer
Das subidas e decidas
Relatei com euforia
Fui falando com a alma
Deu uma bela poesia

Jane Rossi


Bendita maçã!

Flores, frutos, encantamento!
Estado de graça, sobrenatural
Faltou o direito ao conhecimento
E a diferença entre o bem e o mal

De todas as árvores, tu comerás
Existe uma que não podes tocar
Se comer deste fruto, tu morrerás
A beleza e a vida reina nesse lugar

Anjos, arcanjos, não era ilusão!
Mas não se conteve, perdeu a razão
E na flor da pele sente a sensação
Que comendo o fruto teria perdão

Comeu a maçã, perdeu a perfeição!
E sente vergonha por não obedecer
Nasce outro homem, com outra visão
E o homem de hoje vive à padecer

Jane Rossi



Menino passarinho!

Queria estar com as estrelas
E Junto com meu amorzinho
Pois a dor que sinto agora
Foi vendaval, no meu ninho

Nosso pássaro preferido
Bateu asas e voou
Nosso coração sofrido
Hoje se estilhaçou

Nosso bebê passarinho
Que vivíamos a adorar
Cansou do nosso colinho
Bateu asas, foi voar!

Nem com gaiola de ouro
Cravejada de brilhante
Ele não quis nosso abrigo
Vimos, seu vôo rasante!

Jane Rossi


Radiografia

Olhei pra dentro de mim, quase não acreditei
Um rio de lágrimas assim, nunca vi, nunca fitei
Pensei ser um ribeirão, mas foi o mar que encontrei
Só tinha água de dor e lamento! Que não chorei!

E o coração banhado pelas águas da agonia
Estava dilacerado em total melancolia
Olhando com atenção, visualizei a magia
Coração estava intacto, não havia arritmia

Fixei minha visão na paisagem esculpida
Analisei os confrontos desta alma tão dorida
Relatei toda lamúria e toda mágoa sofrida
Relembrei do meu início, água, placenta e vida


Logo depois da análise, foi grande a euforia
Coração sobreviveu, como disse a profecia
Lamentou e sofreu nas águas da rebeldia
Lutou e sobreviveu, vejo na radiografia!

Jane Rossi


Tempo

O tempo ecoa-se gota a gota
E um silêncio, emudece o ar
No chão, apenas folhas soltas
E o céu, sem estrelas a brilhar

No peito, uma dor sofrida
Na alma, um frio congelado
No corpo, o desgaste da vida
Na pele, arrepio indesejado

E o tempo, está passando
De malas prontas na mão
A vida clama, chorando
Pedindo uma concessão

O tempo escuta e para
Por um minuto ele espera
E a vida ficou mais clara
Trouxe nova atmosfera

Jane Rossi

Chuva!

Dia escuro, céu nublado
E o mundo desabava
A Água caia do céu
Num cantinho eu chorava

Parecia que o céu chorava
Chorava junto comigo
Comigo ele reclamava
Reclamava do Castigo

Castigo era esta dor
Dor retalhando a alma
Alma que vive em temor
Temor que tira a calma

Calma, preciso agora
Agora tenho Deus comigo
Comigo o céu chorou!
Chorou comigo, amigo!

Jane Rossi


Pregado na Cruz!

Sobre a Páscoa, refleti
É o dia da ressurreição
Jesus pregado na cruz, eu vi
Sofreu injustiça e traição

Judas beijou-lhe a face
E se tornou um dos seus
Diante deste enlace
Julgou, traiu e Cristo sofreu

Na cruz estava pregado
Coroa de espinhos lhe deram
Pra salvar nossos pecados
Tomou vinagre que trouxeram

Mas veio a ressurreição,reviveu pra nos salvar
Ganhamos libertação, temos que saber usar
E assim como Cristo, Judas, vamos Perdoar!

Jane Rossi



O tempo passou!

Foi passando o tempo, nem percebi
Procurei pela menina, não encontrei
Os risos e alegria, nunca mais eu vi
Sonhos, projetos, planos, eu deletei

Me deparei com uma mulher sofrida
Com alma triste e coração deflagrado
Colhendo pedras no caminho da vida
Vegetando num presente aprisionado

Diante do espelho, juro, não acreditei
Não reconheço esta imagem, extasiei
Perambulei pela vida, apenas passei
Não vivi minha história, só aceitei

E agora o que faço pra recuperar
Se o tempo perdido não volta mais
A lágrima cai, nas rugas a deslizar!

Jane Rossi


TRIÂNGULO
A caneta dá um toque
E a folha fica marcada
Desenhando levemente
Palavras emocionadas

Na folha à deslizar
Transmite o pensamento
E o peito vai se livrar
Da angústia, do tormento

Essa dor que dói no peito
Ao papel foi transferida
Sofrimento, não tem jeito
Faz parte da nossa vida

Poeta, papel, e caneta
Entendimento milagroso
Na dor, no sonho, na festa
Forma um triângulo amoroso

Jane Rossi


A poesia para mim...
...é como o sorriso
de uma criança
o amanhecer de
um novo dia
é como sentir saudade
sem ter no coração
a maldade
ter a mente pura
e sentir o perfume
na mais singela flor.

Autora: Lúcia Biazetto


O Poeta
A mágica do cérebro,
“D’ alma e da ligação maior, Menor”.
Do mistério da mulher,

Dos desejos infinitos do homem,
Dos grandes mestres, a filosofar.

Pelas lagrimas da saudade,
De amadas deusas,
Musas, e Apolos,

Sonhos, primordialmente superior a vontade.
Espírito de ouvinte, respeito e obediência a
Exaltação mais intima do ser.

Heróis, sonhos,
Sábios, poderes mágicos,
Flores, luzes, encanto,
Tudo conspirando e criando o Poeta.

Hoje no seu dia
Meus amigos,
Quero dedicar este poema

A cada um de vocês.
Beijos no coração de todos.

Dora Dimolitsas




DEUS É O POETA!
Eu não faço poesia.
Foi Deus quem a fez em mim.
Palavras trazidas ao vento
entoadas por um querubim.

Ela nasce do acaso,
quase um intromissão.
Invade meu pensamento
e dele faz um refrão.

E guiada por instintos
e profunda inspiração,
vão surgindo belas rimas
escritas por minhas mãos.

Mas eu não teria este dom
se não houvesse beleza
em tudo que cerca o mundo,
da emoção à natureza!

Eu não faço poesia.
DEUS é o Poeta!
Eu só me inspiro nas coisas
que todo dia ELE me oferta!

(Mell Glitter)




ETERNA POESIA

Quando eu partir me verás por certo
nas notas suaves de uma canção,
na quadrinha simples de um belo verso
trazendo saudades a teu coração.

Me verás ainda numa brisa leve
a brincar nos ares a bailar no vento,
rosa vermelha na branquinha neve
imaculando teu pensamento.

No sorriso doce da criança linda
na meiguice triste de um sofredor
e nas páginas de alguns jornais...

Não serei mais eu, mas serei poesia
me eternizarei na palavra verbo,
que por ser divina não morre jamais!


Doroni Hilgenberg






dia nacional da poesia
Falando de Poesia...

Que bom seria
Se a vida fosse só uma poesia!
Tudo mudaria em apenas um verso,
Qualquer problema ficaria no inverso.
.
Desenhar o sonho e dar-lhe vida,
Esculpir o amor,
Beijá-lo dando-lhe calor,
Fazendo-o mover-se em ação.
.
Escrever uma história
E adentrá-la em plena alegria,
Construir um poema e vivê-lo plenamente,
Na imaginação, sonhando e vibrando eternamente!
.
Que bom seria
Se a vida fosse só uma poesia,
Com certeza, o mundo todo mudaria.
.
Mas sou uma humilde poetisa,
Que mal sabe rimar
Amor com vida...
.
Mas trago em mim a essência da Poesia...
.
Maria Flor!
Sarau da Miucha - 16/11/2007



Falta Humildade!


Temos algo em comum,
O mundo e lugar nenhum!
Somos semelhantes, não iguais,
Não passamos de meros animais!
Temos as mesmas necessidades,
Mas nem sempre a mesma capacidade!
Estamos no topo da cadeia alimentar,
Justamente por isso não podemos falhar!
É ai que mora o perigo de ser humano,
Alguns se acham superiores, ledo engano!
Quando cair a ficha será muito tarde,
Não adiantara mais nada qualquer alarde!
A terra já nos esta expulsando,
Só não vê quem continua se enganando!
Mais uma fração de tempo, um quarto de hora,
Tudo não valera nada e não importa quem chora!
Temos algo em comum,
Nada e lugar algum!



Santaroza





Será!
Quanto tempo faz,
Já nem me lembro mais,
Mas continuo te sentindo,
Não, não estou mentindo!
Tenho a sensação de que algo parou,
O tempo se foi e nos abandonou,
Tu ficastes em nosso ninho,
Eu fiquei pelo caminho!
Amor? Este voou pra outro lugar,
Talvez se encontre nesse luar,
O qual olho e me ponho a pensar,
Como era bom te amar!
Dizem que o tempo volta atrás,
Seria isso possível, capaz,
Há! Se assim for,
Eu grudarei em teu amor!


Santaroza



Cadê!
Por onde andas coração!
Apartastes de mim na multidão,
Fazes falta em meu peito,
Não tinhas esse direito!
A solidão me toma nos braços,
Essa dor fere-me qual aço,
E se não voltas sou partida,
Estagnado e em ferida!



Santaroza


RIO DA POESIA
.
É tão frio teu coração quanto esse fogo
E o fogo para mim é só saudade
Teu calor me abandonou... ontem à noitinha
Com a fogueira que terminou um pouco tarde

Somos rios que não se encontram na descida
Eu sou poeta e você é poetisa
Somos partes de uma história mal vivida
Entre as curvas do caminho dessa vida

E entre as curvas do caminho não há fogo
Entre nós somos só meras metades
O amor que nos queimou agora jaz
E pelas curvas desse rio há só saudade

Até o dia em que desaguarmos em pleno mar
Como poeta e poetisa... a nos amar!

.
Adriano Hungaro



Poetisa

Poetisa em teus olhos
Vejo graça como brisa
Orvalhando sobre os meus
Lindos olhos poetisa

Pensas tu só no amor
Quando escreve, poetiza
Palavras que me encanta
Deixando-me alegria

Feito versos na canção
Eu te ouço rosa linda
Meu jardim se faz em flores
Palavras de poetisa

Já me basta tua letra
Tua voz não quero ouvir
Tenho medo da paixão
Minha bela poetisa

Poetiza meu amor
Doce és tu na poesia
Vou relendo teus rabiscos
De mistérios e de magia

Poetisa anjo meu
Penetraste em minha alma
Guardiã dos sentimentos
No meu eu imaginário

...........” Catarino Salvador “.




Só pense

Quando a musica tocar e a lembrança me trazer até você
Não chore e não sorria e nem comente!
Apenas ouça e pense o que fui para ti
Faça dessa melodia uma oração e reflita
Estarei contigo no presente passado
Revivido num estalo, segundos de uma vida

Se os seus olhos lagrimar, não os culpe
Nem se sua boca sorrir...

Lembre-se de duas existência
Do calor e da carência, eu e você
Lembrar em uma musica, não nos compete a culpa
A culpa que nos compete é a de ter deixado acabar

Mas pense e não comente, guarde para ti
E se um dia nos reencontrar, conte para mim.

............” Catarino Salvador “.



Apaixonado pela índia


Minha palavra sai de tua boca
e há entre nossos corpos
ânsias loucas...
loucas para nos desencantar...

Espera-me à meia-noite,
quando o céu for da cor dos teus olhos
e a lua confundir-se com a face tua.

Hei de aí estar...
louco para te amar
e fazer-te fortemente amada.
Espera-me depois da noite
quando levar-me a ti meus açoites
de homem livre e apaixonado.

Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 04/03/2008
Código do texto: T886356





TRÊS GOTAS DE MAR ATLÂNTICO
NAS ÁGUAS DOCES DO PACÍFICO...
(HAIKAIS – 11)
_______________________

Virtudes humanas
são como os frutos mais altos...
Colhem-se a pedradas!


Ah, esse deserto!
Mar de areia sem gaivotas...
Como navegar?


Partiste ontem mesmo.
E já faz anos, amor,
que não te revejo...
_______________________

A. Estebanez
(Do livro Tori – no prelo)





Irrupção

Tu não és uma coincidência
Bem sei que trazes raízes
Em ti, tua consciência
Agarradas a tua ciência

Tu és para mim um mistério
Que ninguém vai entender
Não importa o que quero
Mas infindável é entender teu querer

Em volta de nós, ouvinte
Ninguém percebe, o requinte
A mistura do silêncio
Com o resto do prenúncio

Sobre tua revelação
Em tempo de plenitude
Deixo findar uma ação
Nessa minha atitude

Essa faceirice de tua meninice
Só tu e eu podemos compreender
Nessa inventice para não ficar chatice
Esqueça a lógica e vamos reviver
Carlo Magno



Um pé de salsa..

Quando era criança, em meu quintal havia
Um pé de salsa, de um talo bem grosso.
Que teimosamente espalhava, crescia
Pelo caminho que ia da sala ao fosso.

Dele algumas vezes eu me servia,
Quando achava meio insípido, insosso
O prato simples que mamãe fazia
E entregava para o meu almoço.

As suas folhinhas eu esmiuçava
E um tom de verde meu prato ondeava
Com mamãe me olhando em seu jeito terno.

Pelas mesas hoje há requinte, esmero,
Aromas exóticos, raros temperos
...Mas nada tem o gosto do olhar materno!

(Jenário de Fátima)



Fantasia


Jenario de Fátima


Um Poeta, quando fala as estrelas
Elas atenciosamente escutam.
Não questionam e jamais refutam
O que o poeta tem para dizê-las.

Conta, que o poeta pra entrete-las
Usa seu mais forte argumento,
Aqueles versos cujo encantamento
As lágrimas não há como contê-las.

Por isso, quando a noite envolve o mundo
E vemos numa fração de segundo
Luzes vindas do céu em linha reta.

Se crê que estas luzes simplesmente,
São lágrimas de uma estrêla inocente
Que vive namorando algum poeta....






Córrego

Trago-te nas mãos em concha
esses versos de água corrente.
Ofereço-os! Bebe e refresca-te!

Queria trazer-te suntuosos poemas:
estrofes jorrando em cachoeiras,
lagos espelhados de metáforas!

Mas ofereço essa poesia córrego,
fluindo humilde entre as rochas!
Mas vês, é cristalina!
E prova-a, tem o gosto
secreto e mineral
da terra em suas entranhas!

Lenise Marques



"DO OUTRO LADO DE MIM"

Do outro lado do muro
mora um Pássaro emplumado
cantando de madrugada.

Do outro lado de mim
as plumas do pássaro ausente
entre o ninho e o nada.


Seguro o laço e a ponte
entre o pássaro e o ninho,

entre o espaço e o horizonte
seguro a esperança e o linho.

Minha mão cheia de nada.

luizacaetano



Alma

Nos porões
Da alma
Se esconde
A eternidade
Na superfície
Apenas
Os artifícios
Do tempo
Que no seu ofício
De passar
Nos asfixia
Tentando tirar a poesia
Embaçando o olhar
Mas a alma
Que olha por trás da vidraça
É cristalina
E limpa a retina
Insiste em iluminar
Vem de muito longe
De outras vidas
Atravessando pontes
No bonde chamado destino
Buscando saídas
Não envelhece nunca
Sempre se refaz
E como uma mandala
Não termina jamais...

Raiblue



Um bonde chamado desejo


Na trilha do tempo
Caminho por atalhos que invento
Não entendo a lógica cartesiana
Prefiro aproveitar o momento

Sou multidão e solidão
Meu deserto é cheio de mistério
Império vermelho , desejo latente
Que me cega e me prende...

Não há nada além da vontade
Que molha, queima e arde...
Madrugadas cheias de intenções
Luas enchendo as marés da carne...

Sempre viajo nesse bonde
Onde o desejo me consome
Cenário de caminhos perfeitos
O precipício e o pulo
Meu leito...

Em seus vagões me deleito
Sem pressa de chegar
Não há margens
Não há muros
Apenas sussurros
E o cheiro de amor no ar...

Sem destino, sigo
Desvendando os segredos
Do viajar...

(Raiblue)



MAIS UM DIA...
Sônia Maria Grillo
(Baby®)

Gotas serenas de orvalho
Desvirginando a manhã
Bordando as flores
Em pequenos retalhos
De luzentes cores
Cheiro de hortelã
Pairando no ar
Café quentinho da manhã
Na mesa a esperar
O canto das aves a despertar
As árvores sonolentas
Que se negam a acordar
A bruma aos poucos
Se dissipando
Aos raios loucos
Do sol, que vão iluminando
O despertar da terra
De mais um dia nascendo
Sem pressa, sem medida,
Sem promessa
Apenas obedecendo
O ciclo natural da vida...

17.06.2007
Rio de Janeiro-RJ



Sônia Maria Grillo
(Baby®)

Ora vejamos,
O que mais dizer dos poetas e suas poesias?
Tudo já foi dito, pelo menos é o que acreditamos,
Pois se fala de poetas e poemas, todos os dias

Já até disseram que,
De poeta e de louco
Todos nós, simples mortais como eu e você,
Possuímos lá no âmago, um pouco...

O poeta é poeta em todos os momentos,
Desde que adormece até a hora que desperta
E consegue ter inspiração
Até mesmo contemplando uma simples pedra

Ele respira poesia
E não sobrevive sem poetar
E escrevendo o que sente, dia após dia,
É a maneira que encontrou, para com Deus, conversar...


25.03.2006
Vitória-ES




TE PROCURO, MEU POEMA!

Te procuro, meu poema!
pássaro inquieto na tarde
em cada centelha de vôo
em cada lágrima, mancha dágua
no anseio fugaz das letras
no instante, cabelos ao vento

te encontro nas ondas do mar
acalmando a tempestade
afagando meu pensamento

te encontro na realidade
na doçura de um momento
e na carícia dos amigos

e essa alegria, esse abrigo
guardado dentro do peito
levarei sempre comigo.

Ana Wagner







MEDINDO AS PALAVRAS
Oswaldo Antônio Begiato

Busco a palavra exata
A que ata... a que desata.
Busco a palavra torta
A que vive... a que é morta.

Busco a palavra nova
Que assusta mas se prova
Busco a palavra esquecida
Que se ausenta mas é lida.

Busco a palavra pobre
Que se mostra e se encobre.
Busco a palavra de Deus
Que agrada a gregos e a ateus.

Busco a palavra irreal
Que faz sonhar e faz mal.
Busco a palavra sincera
Que desiste e espera.

Busco a palavra quente
Que enaltece e que mente.
Busco a palavra fria
Que brota e fenece todo dia.

Busco a palavra cega
Que se afirma e se nega.
Busco a palavra vidente
Que acerta e que desmente.

Busco a palavra certa
Que adormece e desperta.
Busco a palavra errada
Acima de tudo e acima de nada.

Busco a palavra muda
Que veste... que desnuda...
Busco a palavra indiscreta
Que separa e completa.

Busco a palavra triste
Que desanima e insiste.
Busco a palavra feliz
Sacrossanta e meretriz.

Busco a palavra cheia
Que embeleza e enfeia.
Busco a palavra vazia
Que sobra e é carestia.

Busco a palavra fraca
Que se defende e ataca.
Busco a palavra forte
Que se perde e dá sorte.

Busco a palavra imensa
Que divaga e que pensa.
Busco a palavra pequena
Que cicatriza e envenena

Busco a palavra pura
Ardilosa e segura.
Busco a palavra falaz
Que valida e é incapaz.

Busco a palavra aguda
Que abandona e que ajuda.
Busco a palavra suave
Que faz simples e faz grave.

Busco a palavra inicial
Dispensável e principal.
Busco a palavra final:
- Que seja oclusa e sinal!





VAGA-LUME
Às vezes penso ser um vaga-lume
Tentando iluminar a noite inteira;
Um alumiado.
Mas sou apenas uma vaga luz;
Tímido luzir que desaparece
Atrás da lua nova.

Oswaldo Antônio Begiato



PERDÃO
Oswaldo Antônio Begiato

Que dos céus caia,
Em teu colo esfacelado,
As flores mais despetaladas
E mais teimosas
Que o universo,
Encantado de estrelas,
Pode conceber
Dentro de um espaço incomensurável.

Que da terra brote,
Diante de teus olhos úmidos,
As jóias mais dilapidadas
E mais vaidosas
Que o ventre dela,
Fecundo de alegria,
Pode transformar
Durante um tempo infindável.

Só para dizer que te perdôo
Por toda minha eternidade.

Jundiaí, em 2 de setembro de 2.007.



Abrigo

Volta à primavera
ao ver seu incandescente olhar.
Sopro de magia
traz , ao meu porto solitário,
novamente a alegria.
Meu coração,agora, navega.
Pelo seu sorriso, se entrega.
Há um sopro de brisa, no meu peito,
quando, ao vê-lo,sem reservas
um livro de sonhos e quimeras, leio.
E, nesse instante infinito,
é da sua emoção que me abrigo.



Fajardo




O poeta e as palavras


Somos visionários.
Temos a Utopia no sangue
e na alma.

O perigo nos ronda...

Uma resposta.
Uma certeza no coração.
Bate à porta todos os sentimentos.
Não há como escondê-los...

São nossos,
expostos.
Cada dia, reinventados,
transformados.

Entre pedras e deserto,
As palavras florescem,
Dançam na correnteza do amor
e da dor.

Incontroláveis,livres, rebeldes,
brincam de iluminar
esse mundo sem esperança...

Sueli Fajardo!



Saudades...

Que saudades...
De quando eu era criança
Que em nada eu pensava
Onde apenas eu brincava
Corria e não cansava
De ilusões eu vivia.

Na beira do rio eu ficava
Minha imagem eu contemplava
Nas águas cristalinas
E minha imagem de criança
Dentro do rio bailava...

Por entre as árvores eu caminhava...
E na neblina eu me perdia
E quando o sol esquentava
Na sombra de alguma árvore
Na verde relva da mata
Era ali que eu me deitava.

E quando a tarde caia
E o sol se escondia
Era pra casa que eu ia.
E quando a manhã raiava
E o sol ao longe surgia
Lá ia eu novamente
esbanjando energia
Me banhar naquele rio.

Agora, entrei no meu jardim;
O jardim da minha infância
Onde flores eu colhia
E os espinhos eu não via,
Com o meu Deus eu falava
E para casa partia.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON
SANTOS/NOV/2007



O dia virou noite

Tempestades
Trovoes, e relâmpagos
Riscam os céus.
E o vento furioso
Tudo vai levando,
O tempo me da medo.
Fechei portas
Fechei janelas,
Mais pelas frestas
O vento entra
Assobiando,
Relâmpagos
Entram riscando
O chão, como
Raios de fogo.
E eu com medo
Me encolho
La no canto,
Então oro,
E com Deus falo.
E calmaria eu peço,
Que passe este medo
Que amanha
Ao despertar
Eu abra minha janela,
Quero a imensidão
Contemplar,
Que a aurora
Linda! resplandeça,
Então eu falarei:
Muito obrigado
Senhor,
Pela aurora
E pela tempestade
Que passou pela minha vida
E pela calmaria
Que chegou
E o meu medo já passou.

AUTORA: TEREZINHA C WERSON
SANTOS OUT:2007


AMOR PROIBIDO.

Não me ame, não mereço ser amado,
Nada tenho – só tristeza e solidão,
Com essa dor – já estou acostumado,
Não se iluda, minha vida é a escuridão.

Meu calvário está prestes a findar,
Eu pressinto – essa dor já tem um fim,
A angustia nos meus olhos podem ver,
Minha vida já não mais pertence a mim.

Eu te amo, mas não posso te amar,
Eu te quero, mas não posso te querer,
O que faço que nem vida, já não tenho,
Meu amor, eu não quero ver sofrer.

Você sabe o quanto te desejo,
No meu sonho teu sorriso é uma prece,
Me envolvo com caricias e teus beijos,
Quando acordo o coração é que padece.

Autor: Poeta Mineiro.



COMO TE AMO!!!

Como te amo; que da prece fiz o pranto,
Na lamúria do clamor, a voz se cala,
Recolhido no refugio do meu canto,
Em canto e pranto, a solidão me embala.

Em descompasso, ouço a voz do silêncio,
Como versos soltos que vagam pelo ar,
Sou embarcação perdida que o vento levou,
Tragada pelas águas, me afoguei por esse amor.

Tento-me salvar das águas da paixão,
Com sua força e fúria para o fundo me levou,
Hoje perdido no abismo do meu mundo,
Vivo a procura da mulher que me amou.

Sempre a amei com todo o meu fervor,
Os teus lábios de encanto e paixão,
Ao beijá-los, é o desabrochar de uma flor,
O teu sabor de mel enche meu coração.

Autor: Poeta Mineiro...


Tango - Dança e poema a 2-

O poema que fizemos
é como essa dança que me fascina
Você me guiou em seus versos
E me deixei levar
Como um Maestro,
regeu meus versos e entrelinhas
Dançamos e rimamos
E rimamos e dançamos
Numa cadência perfeita
A cada palavra um novo tom
A cada toque um novo passo
E assim noite adentro
Num compasso ritmado
Um só coração dançou e rimou e rimou...

Karla Julia

Consagração

Eu te consagro meu escudeiro
meu doce amigo e meu guerreiro

Eu te consagro meu fiel companheiro
de mitos, lendas e sonhos (pres)sentidos.

Meu lindo cavaleiro de armadura brilhante
reluzindo em cada verso
sempre a postos
a cada chamado meu.

Eu te consagro o que quiseres
até o dia em que não quiseres

Porque acreditas no até o dia...
Quando minha palavra predileta
foi-me dada por você,
e ela se chama Eternidade

Talvez para rimar com a outra,
aquela, que de tão doída, nunca tem tradução,
você também me ensinou, é conhecida por Saudade.

Karla Julia


Silêncio

Mesmo quando me calo
ressoa em mim o som de uma melodia inacabada ,
o ruído dos passos da sua chegada,
a minha voz entrecortada.


Mesmo quando me calo,
instrumentos continuam tocando,
ainda um certo perfume de flores,
um leve toque em meu corpo,
as mil e uma noites,
o doce e eterno cio,
o ruído das páginas de um livro
teu nome cismando da tinta escapar
para na folha branca se revelar.

Karla Julia



Exílio

Amanhã não seremos mais aquilo que fomos,
nem ao menos conhecidos,
Mais estranhos do que estrangeiros.

Tão longe desse ombro acolhedor que acreditei um dia ser meu.
Mais distantes um do outro do que dois exilados.
Pois mesmo no encontro encontrávamos a separação.

Karla Julia




Dançar a Vida

Ontem vi a minha vida dançar.
De repente o palco todo se ilumina e ela aparece, irradiando luz, quase me cegando de tanta beleza. Ela se dinamita em arte. Ao som da música, minha vida vira um raio de lua cortando o espaço capicioso do palco.
Para definir sua dança, minha filha, só mesmo um texto de Jean Genet que todos os bailarinos deveriam conhecer: “ Teu pulo de aço, incuba-o da mais bela expressão... não tua, mas dele... Teus pulos, teus saltos..., reverências, rodeios e giros, tu o farás, não para que brilhes, mas para que um fio de aço que estava morto e sem voz enfim cante. Ele te será grato se fores perfeito em tua dança, não pela tua glória, mas pela dele. Que o público maravilhado, aplauda.”

Karla Julia




Love's Theme

Amava o encanto da tua voz
O calor do teu abraço
Nosso amor no começo
Amava quando chegava
Bem pertinho
E sentia teu carinho
E pedia pra respirar
o mesmo ar
Que você expirava
E quando ouço essa canção
Te chamo, vem me amar
Porque te quero cada vez mais
Quem não acredita em par perfeito
È Porque não sabe amar direito
É preciso amar os defeitos
Sem defeito não tem graça
Adoro sua pirraça
Teus defeitos são perfeitos

Por isso você é minha metade
Nosso amor não tem idade
Me deixa te olhar
E vem abraçar
Ao som do nosso Love´s Theme
Da mesma forma que outrora
Me levanta nos ares
Me faz ver estrelas
Que te levo até a Lua
Eu, que sempre fui só tua
E nesse abraço, me perco em teus braços
Segurando teus cabelos
Ah, você sabe...
Que ficaria assim
O dia inteiro
E num murmúrio confesso:
Nosso começo não tem fim
Te quero sempe assim; perfeito
E todinho pra mim!

Karla Julia

Love´s Theme



A lua que eu deixei

Dessa vez não quero a lua
Quero o som de buzinas da rua
E o chorar de uma criança cá perto
Não quero poema nem verso
Quero meu homem me amando
Quero senti-lo vibrando.


É assim que quero a vida
Vida vivida
Vida real
E no meu leito, ver o universo
Em suas mãos
Que não digitam
Sábias,
Me possibilitam
Todos os astros
Experientes,
Não imaginam
Sentem.
Karla Julia

SUAVE É A NOITE

A lua toda esparramada
prateada, exalando perfumes
aromas sedutores de todas as flores
Vem!


A noite é suave
e mais suave ainda
o seu toque
acariciando meu corpo febril
Vem!

Suave é a noite
Nesse silêncio inebriante
o som de sua voz me desperta
de loucos devaneios.

A noite está linda
e se o que quero é loucura
assumo minha insanidade
e deliberadamente te chamo
com toda suavidade
Vem!

Karla Julia




Estou Contigo e Sempre Estarei

Estou contigo e sempre estarei
Nas nossas músicas que ficaram
E que ouço como um cântico divino.
Da manhã ao pôr–do–sol
E nessas noites em que não durmo.

Estou contigo e sempre estarei
Em toda lenda, conto ou história de amor.
Em todo canto, canto a história que ficou .
Lindo poema, o mais lindo que já li.
E esse, querido, posso jurar que vivi.

Estou contigo e sempre estarei.
No choro atravessado, calado e guardado.
Na palavra não dita, sofrida e contida.
Nas noites de sol ou num dia chuvoso
Na lua que brilha, no riso compartilhado.

Estou contigo e sempre estarei.
Na realidade e no sonho.
Nas borboletas que voam,
no canto dos passarinhos,
Na casa da árvore
Nas formiguinhas e joaninhas.
No vaga-lume que insiste em entrar à noite
Como que trazendo a esperança perdida.

Estou contigo e sempre estarei.
Nos campos devastados e em outros cultivados
Nos mosteiros silenciosos e nos cânticos dos padres.
No fundo, bem fundo do mares
E no vôo de um pássaro livre pelo ares.

Estou contigo e sempre estarei.
Nos castelos encantados
E nos moinhos de vento
Nas noites mágicas do Oriente
Ou bebendo um doce capuccino,
à espera de alguém, paciente.

Estou contigo e sempre estarei,
Em Verona, ou em algum lugar do passado.
No presente e creia em mim, no futuro
Para sempre
Te amarei.

Karla Julia



ESPERA...
Ficas em silêncio...
aguardas...
queres...espera a fala...
quer ouvir...
eu vou...
não sei se pra consolar...
ser consolada...
minha tristeza é igual a tua...
minha alma dói assim...
já chorei...como tu...
já berrei...
quis que o mundo acabasse...
quis as lagrimas esgotassem...
foram tantas a cair..tantas...
queria tanto aquelas mãos...
aquele abraço...aquela voz...
esperei como tu...
esperei...
mas tudo foi silencio mortal...
só a mim...ouvia...
se não acreditas em ti...
deixa... eu acredito...
se não consegue te ver ...
deixa...que eu te veja...e te conte...
não quero ver nos teus olhos a mesma dor que senti...
não quero ver-te levar a mão ao peito...
nessa dor que corta ...apunhala...
Deixa ....eu te conto...
não queira saber no sentir...
não espera...
o tempo vem rápido...
ou lento...mas vem...
o amor fica...
guardado ...para os dias de sol...
sim...
para o brilho do sol...
ele volta....
depois da chuva...ele sempre volta...
por mais definitivo a ultima palavra....
o fim não se definiu......
ah sempre um anjo ...
de luz ...irresistível...
que nos banha...
consola...abraça forte...
ouve...nos sorri...
eu sei do que falo....
ser lindo...
confia em mim....
Ha sempre um anjo de guarda....
que joga fora nossa dor...
e nos dá uma vida nova.
eu falo de uma luz...

Carinhos-
LENINHA



NÃO A LÁGRIMA.


MEU CORAÇÃO AO VER TUA IMAGEM...
SE ENCHEU DE AMOR...
FOI UMA CARGA DE TERNURA...
VONTADE DE TE ACONCHEGAR...
TE BUSCAR...BEIJAR...AFAGAR...
PEDIR PERDÃO PELO OUTRO...
POR ESSA LAGRIMA
ALGUÉM A FEZ CAIR...
EU A QUIS SEGURAR...
NÃO QUERO OUVIR O RUÍDO DELA...
NÃO QUERO SENTIR O SAL ...
NÃO ...
TEUS OLHOS NÃO A QUEREM...
DESEJAM BRILHAR...
COM OUTRA LÁGRIMA...
BRILHAR COM UM CRISTAL DE AMOR...
DERRAMANDO ...DERRAMANDO....
ATÉ MOLHAR TEU SORRISO...
EU DESEJEI VIR...
TE APERTAR FORTE...
PARA QUE ACORDES...
NÃO...A LÁGRIMA...
OLHA PRA MIM....
TE DOU ESSA ENERGIA....
TE CUBRO COM ELA....
TE ENCHO DELA....
TE AMO COM ELA....

Leninha013/12/07-10:03hs


Viajor

Como viajor sedento
Pelo deserto caminhei
Com um sol causticante
Me deparei.

Passo a passo senti
Meu corpo desfalecendo
Quando ao longe avistei
Um oásis à minha frente.

Pensei ser uma miragem
E quando mais perto cheguei
Encontrei água jorrando
E minha sede matei.

Foi aí que descobri
Que no deserto da Vida
Iremos sempre encontrar
Um oásis a nos esperar.


Neneca



Voar
O ser liberto voa
Livre como um pássaro
Sem amarras
Sem prisões
Sem preconceitos
Sem apegos
Tem o céu como limite
Na vasta imensidão
Consegue desvendar
Os mistérios do coração.

Neneca



Mar
Olhando a grandeza do mar
Suas ondas a balançar
Ao longe consigo enxergar
Um veleiro a tremular.

Na proa seu timoneiro
Firme, forte, confiante
Sentindo a força do vento
Bater em sua fronte.

Seguindo sua direção
Ele consegue chegar
Ao seu destino vitorioso
Feliz podendo atracar.

Neneca


ETERNA MAGIA (Marcelo Mourão)

Versos vulcânicos
Necessidade sagrada
De ver minhas vontades
Todas realizadas
Luzir chama ardente
Evocar força primal
Agarrar tudo com unhas e dentes
ver a tristeza virar carnaval
Versos oceânicos
Lua que pula
Sem sossego
em meu céu
quase cadente
sem mácula, sem véu
criança silente
dormindo ao léu
Versos titânicos
santuário demente
espalho-os grão a grão
na cabeça de muita gente
versos, versos, versos
numa velocidade estridente
bombardeio aéreo de sonhos
destroçando a rotina inclemente.



BOA NOITE,
linda Amizade
diferente,
que me vem de um mundo
que existe - e não existe!
BOA NOITE,
incógnita deslumbrante,
nunca desvendada.
BOA NOITE!
Leio suas palavras,
mas, não escuto sua voz,
vejo imagens enviadas,
mas, não seu rosto
e suas expressões.
QUEM É VOCÊ?
BOA NOITE, Mistério,
que se confunde com o mistério da Vida,
com o Mistério da Noite...
E a noite é uma Mulher Misteriosa...
E a Vida é um DOCE MISTÉRIO ...

Judit (NEFERTARI)



RIMAS SEM ARTE
(Sob o céu de Garanhuns)

Aqui, do Alto da serra,
perto de árvore antiga
que tanta Beleza traz,
eu penso neste viver
(e tudo em volta, é Paz...)
Vou pensando: o que é a Terra?
O que aqui é permanecer?
Que é emoção amiga -
se há por aí, desamor,
tão pouca flor, tanto espinho?!
Tão pouca Felicidade,
tão pouca Sabedoria,
oceano de vaidade,
mares de hipocrisia,
afogando o Amor!
Sob o céu de Garanhuns
- um oásis silente,
de eucaliptos e rosas...
Vejo que existem alguns
de coração inocente,vibrações harmoniosas.
Há, porém, quem só enseja
mesquinharia e dor - sem caridade, carinho.
Deixa o fel da inveja
corroer tudo o que for
diferente, em seu caminho.
Que coisa inglória e vã
essa falta de leveza!
Penso num novo AMANHÃ:
e quero-o com a pureza
de um pássaro que volta ao ninho.

NEFERTARI (Judit)


Brigar ou amar?

Por quer essa cara amuado
Responda-me amado
Não fique calado zangado
Pois o meu coração
Só fala de amor e paixão
Você quer brigar ou amar?
Por que me olhas assim
Fingindo que não me ver
O que pretende fazer
Vai ficar sem falar
Vai me abandonar?
Estou quase chorando
Meu amor é regado á canção
Serenata de amor e calor
Seu lugar e cativo presente
Mora bem pertinho
Do meu coração
Vamos parar de bobagem
Já estou com saudades
Faça-me um favor meu amor
Á cama está te esperando
Só falta você ao meu lado.
Mrina Nunes



FELICIDADE – De Arethuza Viana

Felicidade
é lhe dar um bom dia
na mesma cama.

Felicidade
é saber que você
já não se perde na insônia,
olhando vagamente
para um lugar qualquer,
saudoso e triste...

Felicidade
é ser a companheira
para as suas aflições,
e carências...

Felicidade
é tirar lentamente
das suas mãos
o livro que você tenta ler,
quase dormindo.

Felicidade é olhar você,
adormecido
e em paz...

Felicidade
é não precisar
me esconder nos poemas
para lhe fazer confidências.

Felicidade
é finalmente acabar
com esse “querer”
e “não poder”...


Amo_tes

Velejar
num imenso mar.

Rumo ao paraíso
loucuras ...

Assanhar
falsos amores.

Navegar com furor.
tudo como antes.

Agasalhar ternuras,
ensaiar com figuras.

Sons afinados!

Afogar gritos,
desatinos aflitos.

Amor alinhado!

Sandra Almeida




FORÇA DO MEU AMOR

Que o amor que sinto
Seja forte como absinto.
Amplo como oceano,
Se renove a cada ano.
Elevado como o Everest,
Que eu preste
atenção e cuide.
Vele por ele.
Que desconheça medos,
Desafie obstáculos.
O traga no peito.
Por causa e efeito,
A ferro e fogo,
De qualquer jeito.
Que ele seja imenso como o Saara,
Tenha a temperatura do Etna
em erupção.
Prevaleça como oração.
Leve como a neve,
E dure por um breve
INFINITO!
[Gustavo Drummond]

domingo, 16 de março de 2008

Novos Talentos!


Hoje apesentamos o poeta Auber Fioravante Júnior, grande poeta, filho do nosso Rio Grande. Mais e mais notamos o número de pensadores localizados no sul do país.
Auber é poeta maravilhoso e se esconde dentro de sua humildade. Sensível, delicado, humano, quieto. Como todos poderão ler, os poemas deste poeta são de um bom gosto a toda prova.
Parabéns Poeta!




Auber Fioravante Júnior nasceu em Porto Alegre - RS., no dia 14 de abril de 1962, filho caçula de Auber Fioravante e Silva e de D. Norma Silva.


Sendo uma pessoa de sensibilidade aguçada, seu interesse pela poesia surgiu por volta dos anos 80, período que considera-se um mero principiante.

A partir do ano de 2.004, Auber começa a produzir suas poesias num rítimo acelerado, tendo feito desde então,

mais de 500 poemas.

Considera o seu poetar algo simples, transmitindo um romantismo bucólico e de muita profundidade.

Sua poesia transmite, também espiritualidade.


Destaques

. Auber Junior lembra com carinho de seu grande mestre e incentivador, o escritor gaúcho Laury Gonzaga Maciel, que entre outras obras, escreveu "Noites no Sobrado".

. A música tem grande peso em sua vida.

Muito ligado ao rock... diz-se que é um roqueiro precoce, pois curte este estilo de música desde os 12 anos, ouvindo Led Zeppelin, Pink Floyd, The Who dentre outras bandas, mas também não esquece Caetano Veloso,

Gal Costa, Toquinho e Vinícius que o levaram ao aprendizado do violão, que toca em roda de amigos, como um simples divertimento.



.Dentre os poetas brasileiros aprecia:

Augusto dos Anjos, Chico Buarque, Cazuza, Vinícius de Morais, etc.


Participações:


. Antologia Mensageiros do Amor - E-book

.Ciranda "Solidão", "puxada" por Paulo Nunes Júnior

.Ciranda "Te Amo", puxada por Paulo Nunes Júnior

."Guerreiros do Idílio" - ciranda iniciada por Auber com a participação de 58 poetas.

.E-book da Ciranda "Guerreiros do Idílio"

."Antologia Os Seis Poemas de Rita", de sua autoria , selecionada no "Café Filosófico das Quatro".

.E-book "Novelo de Palavras" em parceria com a poetisa Marilda Almeida, lançado em outubro de 2.006

E-Book Ecos do Sentimento lançando em 04/12/2006


por:

Rita de Cássia Gonçalves Barbosa




Catedral do Amor


Deitada em seda dourada,

livre em sua magia,

solta em encantos,

estudo sua leve geografia

deslizo em seu mapa.


Em suas nascentes

bebo seu elemento “Água”.


Descubro seus veios

dando letra a seu elemento “Ar” .


Vasculhos suavemente suas coxilhas

alimento seu elemento “Terra”

com ósculo e caricias

brandas, inquietas, sedutoras.


Abraço seu oceano

em uma grande onda caucasiana,

alucinada em seu amor

cobre minha face

em beijos tropicais

com sabor de vida,

com sabor de paixão.


Explorando seus lagos e lagoas

desvendo seu elemento fogo

acendo sua chama

enfeitiçada em desejo

navegando amenamente

em sua

catedral do amor!


Auber Fioravante Junior

10/Janeiro/2006

Porto Alegre - RS




Flor de Lótus


Ontem,

era apenas letra,

no agora,

és melodia incandescente

desembarcando em

velhos e bons papiros,

o porto seguro daquele

que lê com alma

e escreve com o coração,

por vezes dilacerado,

dolorido, sofrido, querendo

um sol nascente,

uma chuva de verão!


São palavras de um

Highlander devaneando em

chamas, luz, alçando velas,

quando eu desço da solidão

e espalho coisas sobre um

chão de brancas pétalas,

liras de um mesmo vento!


há lágrimas colorindo

minha face intuindo-me

a descrever em cada

parábola, o perfume e a cor

da sempre bela flor de lótus!


A única palavra que

não sei escrever, é aquela

que meu coração não diz!


Auber Fioravante Junior

10/03/2008

Porto Alegre - RS





Teus Encantos


Navegar...


Ah! navegar,

por entre teus sedosos umbrais,

fulgor dos aromas, melodias

em êxtases apaixonados,

é ter sob o céu a

nau dos encantos,

fluindo por romanescas

ondas que fazem no

vem a vem

um poema escrito nas

brumas do amor!


Cavalgar...


Ah! Cavalgar,

por entre teus majestosos trigais,

colo das termais,

valsa dos bandolins

em um frenesi, convexo

sendo metade paixão e a

outra águas em ebulição,

é ter sobre o marfim a

amazona dos encantos,

eclodindo por murmúrios

onde as sombras desenham

nas paredes um Van Gogh,

pintado nas velas do amor!


Auber Fioravante Junior

30/10/2007

Porto Alegre - RS





Seugundo Sol


As vezes não sei como descrever

estes amor sem distância

que me é oferecido

por raios de calor intenso

emitidos em tênuas palavras

como aves no acordar do dia...


Sem perceber

pego-me na lágrima solitária

quase não acreditando

na luz do segundo sol

que desprende-se em

sua canção perolada

emanada em sinfônicas flores

como o cheiro da próxima estação...


Ao erguer meus olhos

não para procurar o porque

mas para saber se sou

merecedor de tão linda melodia

vinda desta laguna fadada

em ufanias e virtudes

transmitidas em naves bucólicas

como almas a caminho do alpha!


Cevando pensamentos

Não sei dizer se

sou fogo ou paixão, se

sou água ou amor!

Não sei dizer

Se sou palavra ou sentimento

Se sou sentimento ou palavra


Só sei dizer que seus Moinhos de Vento

Levam-me a dizer

EU TE AMO...!!!


Auber Fioravante Junior

- 11/Fevereiro/2006 23:30 -








Minha Pérola


Sempre imaginei ter em minha mãos

Safiras, Rubis ou Diamantes

Hoje tenho em minha alma A Pérola!


Pérola?

Sim A Perola!


Pérola

dos meus dias,

das minhas noites,

da pele clara aveluda

que contracena com

vegetação colorida

entre bosques e arvoredos

que durante o vento

inventam o seu balet!


Pérola

Do testamento simples, mas fidalgo

que completa minhas reticências.

Deixando meus olhos doidos

por sua voz, por sua nobre sensibilidade

que lamenta em refrões incisivos

que durante vai e vem das marés

inventa um renascer

sem culpas, apenas alquimia!


Pérola?

Sim, A Pérola!


Quem precisa de

Safiras, Rubis ou Diamantes

tenho a Pérola do Verdadeiro AMOR!


Auber Fioravante Junior




Introspecção Bucólica


Quem é você?

Que me leva a introspecção

do meu saber

que leva-me a escrever

não me deixa em silêncio

parece que você devaneia por mim...


Que estranha bucolidade é esta?

Que me faz deixar

nas esquinas da minha fantasia

meu olhar perdido

atrás de falsas entrelinhas

marcadas pelo um tempo

mudo, sem intuição...


Não tenho dúvidas

É uma luz divina!


Não sei, se você

É um anjo amigo das letras

ou se és letra em forma de anjo.


Não tenho dúvidas

és uma benção intuitiva!


Auber Fioravante Junior



Inconfesso Sentimento


Céu em azul-marinho,
um suave teclar enluarado
traga-me em seus raios,

sem perceber; pego-me

em um pranto acalantado
na saudade,
na paixão,
no amor,
que levo
nas letras,
no peito,
na alma,
aconchegado em teu colo,
onde cada lágrima tem
um visionário sorriso
abrindo-se ao mundo
como criança,
como menina,
como mulher,
como amante, sedosa
sob as enluaradas notas
ecoadas em tua pele, ao dedilhar
destas mãos que te desenham
em literatura no verdadeiro
caminho das flores que
compõem a canção do
inconfesso sentimento!


Auber Fioravante Junior

19/07/2007

Porto Alegre - RS




Falando de Amor


Para ser sincero,

gostaria também de ser o mar

dobrar-me em ondas,

marejando tuas colinas, e

na areia deixar

um "eu te amo"

bordado, sendo enfim

o arqueiro menino dos ventos

acariciando teus cabelos,

sublimando teu desejo!


Para dizer a verdade,

gostaria também de ser o céu,

voar em nuvens

cobrindo-te em afagos e

no firmamento riscar

um "eu te amo" vigiado

por órbitas, sendo enfim

o Apolo menino dos argumentos,

murmurar em teus ouvidos,

musicando teu suspiro!


Sem sombra de dúvida,

gostaria também de ser a acrópole,

envolvendo-te

todos os dias,

todas as noites,

em balsâmicas misturas e

na terra plantar um

"eu te amo" colorido

por borboletas, sendo enfim

um homem simples que traz no

coração venturas e ternura

para sempre te amar e amar!


Auber Fioravante Junior

06/11/2007

Porto Alegre - RS




Tarô de Sentimentos


Mais uma vez,

ao som do aço dourado

embarco nesta via de

sentido duplo, divagando

como um visionário, resgatando

em versos a voz desse ancião

amigo do vento,

irmão das grafias,

pai em dias de chuva,

pai em noites de breu!


Mais uma vez,

estou em seus braços,

navegando em seus lamentos,

matizando esse poema, entregue

neste papel cor giz, colar

perolado no peito luz desse

velho guardião do tempo,

tarô aberto aos olhos do céu!


Mais uma vez,

ao som do aço dourado

abrem-se as nuvens,

e sua voz torna-se

estrela brilhante, o

beijo de todo sentimento!


Auber Fioravante Junior

19/01/2008

Porto Alegre - RS



Rita


Com toda sua harmonia

Empresta seu leito para

Cisnes e Flamingos

Flutuarem em seus cânticos serenos

Canções que falam de luz

Canções que falam de alma.


Seu lago cor de céu

Da morada a

Olhares tenros,

palavras macias,

e vibrações solares

que eu defino como

viver!


Seu paraíso

Abriga as mais lindas melodias

A elite astral do saber

A magia do entender

Além de cultivar em seu peito luz

A poesia da Rosa Amarela!


Sua Magnitude zil metal

Acalanta rimas do mês do abril

Declama em maestria

Sua eterna vontade de sonhar

E leva-me a lágrima encantada!


Sua presença cósmica sutil

Enobrece o brilho da chama

Desabrocha em desejos

E sem mistérios ou sigilos

Canta sua sinfonia de amor!


Auber Fioravante Junior

Amargo


Amargo

Vives amargo!
Não quero mais vida amargurada.
Sua amrgura nos separa
odeio viver assim!

Marta Peres

Estar Contigo


Estar Contigo

Cheguei com os olhos
cheios de miragem,
neles estava tua imagem
e eu ardente de desejo
queria estar contigo,
conquistar teu beijo!

Marta Peres

Veneno


Veneno

Teia cruel, intransponível!
Me deste do teu veneno
rói-me as secas fibras do organismo.
Aqui, meu pó se misutura
Ao teu!

Marta Peres

Súplica


Súplica

Olha meus olhos!
Olha-os e pensa
na dor que dia a dia
mais se adensa,
no fundo do meu olhar!

Marta Peres

Destino


Destino

Esqueça o ilídio que tivemos,
Não sorria sorriso de rancor
No silêncio da noite consolemos
Já nada existe deste amor.

Marta Peres

terça-feira, 11 de março de 2008

Série Novos Talentos!



Beija-flor


Voa o pequeno pássaro.

Rubi, esplendor emplumado.

Voa o beija-flor,

ave-poema alado.


Paira poesia imóvel.

Minúsculo para ser um soneto,

pequeno, 5 ou 6 versos.

De for em flor...poemeto.


Lenise Marques





O Sorveteiro


Passa o sorveteiro

nas ruas da memória.

O som da sineta

nos chamava à calçada.

- Quanto moço?

- tem de abacaxi?

E lá se ia badalando

a sineta rua à fora.


Doces tardes sonolentas

da infância que passou!


Não sei porque lembro disso!

Talvez porque a tarde,

pestaneje de sono como outrora,

ou talvez porque a menina que fui,

ainda olhe curiosa a rua,

por trás de meus olhos de adulta,

a espera dos sabores

que a vida lhe trará.


Lenise Marques








Lua Nua


Varando o escuro da noite

Ela deita sobre a terra

O leitoso olhar

Hipnótica claridade

Noturnas sombras de luar


Lua! Redonda e magnífica!

Qual celeste matrona

Gorda e pálida

Despudoradamente revelando

Entre negras rendas

A alva e luminosa pele


Bela e branca

Absolutamente crua!

Indecentemente nua!

Explendidamente...lua!


Lenise Marques






Neblina


Denso amanhece o dia

Cerração baixa

Imersos na bruma branca

Nadam aquáticos os prédios.


Na paisagem submersa

Teus olhos tem escamas

E me olham prateados

Qual dois peixes no aquário


Manhã marinha

Deslizam os carros nas ruas

Lentamente quais barcaças,


Úmido é o ar

Cheiro de maresia

Quase gosto de mar!


Lenise Marques




Trigais Maduros


Solitárias passaram-se as estações

Nunca encontros, sempre despedidas

Muitas vezes amadureceram os trigais

Até que chegastes em minha vida.


Vem! Tem um lugar em meu peito

Uma poltrona em frente à lareira

Amor com cheiro de pão fresquinho

Gosto de maçã, som de cachoeira.


Amor margarida, abelha, beija-flor

Um carinho como nunca tivestes:

De ternura infinita...é o meu amor!


Vem! Pois se anuncia a nova estação

E já de novo se cobre de dourado

Nos campos de trigo o delgado grão.


Lenise Marques






Néon


Tão pequena na noite enorme

Tão só em meio à multidão

Nas danceterias, nos bares

Tendo por companhia a solidão!


Tu passas, nem me vês

Não notas no meu peito a placa

"Há vagas"! Em letras garrafais

Já somes na madrugada opaca!


Ficamos eu, e a verde luz néon,

Apagada uma...

Piscando a outra..


Lenise Marques






Borboletas de letras


Abri o livro...cuidadosamente, mas qual..

tarde demais, os poemas escaparam,

nacarados: azuis, vermelhos amarelos,

as asas batendo numa profusão de cores


Rimas, versos brancos, sonetos, trovas

Delicadas asas, turbilhão de sensações,

palavras em belíssimas evoluções aladas!


E me quedei absorta e deslumbrada

Pela infinita cor, movimento e paixão,

Da letra preta, imóvel sobre o papel branco!


Lenise Marques






Miragem


Sou toda rosas e espinhos,

e por não saber à que vim,

é que me perco em mim

a procura de meus caminhos.


Se vivo em internos mundos,

é porque são mais coloridos

esses campos d'Eu floridos

de liláses sob céus profundos.


E se achas meu ser um tanto etéreo,

saibas que também o sou para mim,

vivo a procura de meu início e fim.

Sou miragem! Meu próprio mistério!


Lenise Marques






Samurai


Zuimmm!

Corta a sala o olhar!

Docemente cruel!


Lampeja na escura íris

o brilho das estrelas metálicas

da lâmina samurai.


O olho afiado rompe

a roupa, a carne, o sangue

deixando a alma nua,

rendida! Misericórdia!


E em um looping mergulha

no aço do olho prateado

o meu pobre olhar subjugado:

definitivamente kamikaze!


Lenise Marques



Roda Poesia


Caminha a vida apressada.

Entre um poema e outro,

trabalhar, comer, dormir.

No concreto duro da calçada

batem os saltos dos sapatos.

Entre uma rima e outra,

luzes passam - automóveis,

bate a chuva na sombrinha,

cada pingo - versos móveis.

Cada imagem simetria.

Roda som, luz , movimento!

Tudo gira - poesia!


Lenise Marques





Veleiros


Memórias que cálidas permanecem,

de ternos naufragados amores.

Carinhos levados pelas águas do tempo,

Lembranças desbotadas, incolores.


Paixões feito veleiros abandonando o cais,

as velas brancas sumindo no horizonte,

tangidas por ventos de nunca mais!


Meus doces perdidos amores!

Lindas memórias de veludo,

que guardo em caixas de recordações!

Se um dia foram de beijos os lábios meus,

e depois de adeus, são hoje de orações:


- Que os leve o gentil e leve,

sopro de Deus!

Adeus!


Lenise Marques





O Poema de Barro


De barro fiz meu poema,

humilde e castanha criatura,

à minha imagem e semelhança.


Mas em seus ouvidos,

sussurraram maliciosos os anjos

com suas vozes de eternidade,

e por trás de suas pálpebras cerradas

teceram mágicas imagens de sonho.


Tolo poema! Anseia agora por asas,

que não lhe posso dar!


Lenise Marques







Vem destacando-se dentro da literatura nacional Lenise Marques, filha do nosso querido estado, Rio Grande do Sul.
Rio Grande do Sul, parabéns pelos grandes poetas, filhos seus que oferece ao país.
Lenise Marques é doçura em pessoa, porém forte e com forte traço literário.
Lendo os poemas de Lenise nos encantamos com sua modéstia, porém percebemos o traço elegante e de bom gosto nos versos.
Obrigada Lenise Marques, por nos proporcionar boa leitura dos seus belos poemas.






Mini Biografia:


Lenise Marques é natural de Quarai (RS) e reside atualmente em Jaraguá do Sul (SC).

É formada em Engenharia Elétrica pela PUC de Porto Alegre e trabalha com projetos elétricos industriais.

É leitora voraz desde que aprendeu a ler e escritora há pouco tempo. Observadora da natureza e do comportamento humano tira dessas observações matéria prima para seus contos, crônicas e principalmente poesias.

Participou da Antologia “Poetas pela Paz e Justiça Social” de 2.007 e seus trabalhos completos podem ser encontrados em http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=16399

segunda-feira, 10 de março de 2008

Poeta Afonso Estebanez Stael


Fico grata ao poeta por permitir a divulgação de sua obra. A divulgação dos poemas deste grande poeta deve ser feita de maneira duradoura para que os amantes da poesia venha se deliciar, assim como eu e muitas outras pessoas se deliciam.
Obrigado Poeta!





DEUS GUARDA MINHA CANÇÃO

Eu existo porque canto.
Nada sei, senão cantar...
Encanto por desencanto
ou canto para encantar.

Tenho a alma das violas
nas danças de desfastio
e beijos de castanholas
nas horas de meu estio...

É acalanto quando calo
como flauta sussurrada
no canto mudo do galo
que perdeu a alvorada...

É mudez do vasto espanto
de ver tanto amanhecer...
Não é mágoa nem é pranto
mas o encanto de nascer.

Eu trago memórias fartas
das almas dos bandolins
das guitarras e das harpas
dos corais dos querubins...

Não é magia nem fado
o louvor que me conduz
pelas veredas do prado
dos rebanhos de Jesus...

Afonso Estebanez





CANÇONETA

Eu diria – são flores as pedras
em que pisam teus pés viajores...
Tuas dores – diria – são quedas.
Eu diria – nas pedras de flores.

Sobretudo no vento que passa
como brisa tu passas no tempo.
Porque voas tão cheia de graça.
Eu diria – nos braços do vento...

E diria que a estrada é tão curta,
quem sabe não seja uma estrada.
Eu diria – uma entrada noturna
do caminho de alguma alvorada...

Peregrina, são flores as pedras
na cantiga de amáveis cantores.
As veredas – diria – são breves.
E diria que as pedras são flores...

A. Estebanez







MEESTRIA À LEONORA DE PROENÇA
(Cantiga de Amigo)

Um dia brisa no campo
um dia a asa no vento
enviei meu pensamento
ferido de desencanto...

Leonora, Leonora,
ess’amor assi non fora
qu’outro bem me fora tanto?

Uma vez brisa soprada
uma vez asa partida
minha ilusão tam velida
voará desencontrada...

Leonora, min tormenta!
Non torn’ess’amor qu’eu senta
em coita tam desamada...

Leonora, eu cuidaria
desse amor com tal desvelo
qu’outro bem pra merecê-lo
de ser mor que o meu teria.

Mays se vós visseis, Senhor,
com tal coita mia dor,
dess’amor vos morreria...

Quanto mais a dor doesse
mais esse amor veveria...

A. Estebanez
(Do livro Antologia Poética do
Grupo Salina de Niterói – 1969)




PRELÚDIO

Mulher, não espantes essa abelha
que está zumbindo entre os fios
de teus cabelos ondulados!

Pode ser uma fada
tentando compor um prelúdio
nas cordas de um bandolim...

Observes as borboletas...

São harpas nas mãos das flores
que executam silenciosamente
a sinfonia da primavera
na ribalta do teu jardim...

A. Estebanez






Os poemas encantadores do poeta Afonso Estebanez emocionam o leitor, chego a dizer que sua intelecrualidade é de gênio, sem dúvida!

Sonetos! Poeta Afonso Estebanez




SONETO À MODA DO ABERDEEN

Nem do vão tombadilho o manso pegureiro
Nem o expungir do sangue escravo da memória
Nem o calar dos ferros no convés negreiro
Nem o silêncio tetro nos porões da História...

Nem mesmo ao fogo-morto o buzo do terreiro
Nem a oblação de Roma em toda a sua glória
Nem Prometeu remido ao brado condoreiro
Nem a paixão do Gólgota de amor à escória...

Nem as vozes d’América pelo infinito
Nem o condor do céu mandando um novo grito
Nem a dor de Ahasverus fausta de perdão...

Nem que algum dia o próprio Deus ouça e responda...
Não haverá embuço que a vergonha esconda
Depois de cinco séculos de escravidão...

A. Estebanez





SONETO À SOMBRA DE NIETZSCHE

Hoje não quero nada de ninguém!
Nem compaixão, nem flores, nada enfim...
Tudo se esquece ou é ilusão. Porém,
eu sei que Deus vai-se lembrar de mim.

Passa o amor e fica esse desdém
nas sombras fugidias do meu fim...
Ah, pássaros que emigram para além
do amor que é gêmeo, mas não é afim...

Não quero nada. Nada! Nem lembrança
nem presente ou promessa ou esperança
nem vago instante que pareça festa...

Quero apenas que Deus me dê a graça
de brindar em silêncio numa taça
a glória de viver do que me resta!

A. Estebanez





SONETO DA ESPERA

O coração tem que esperar, mais nada!
Inda que a espera exaure a vida inteira
até que emprenhe o banho de alvorada
a luz das águas remansosas da ribeira...

O amor tem que esperar essa chegada!
Inda que chegue ao nunca do amanhã,
até que soem os clarins da madrugada
no ouvido íntimo dos sinos da manhã...

Sonhos são deuses surdos, nada mais!
E para deuses não existem horizontes
em que o amor desponte eternamente...

Sonhos de amor são brisas sazonais...
Às vezes partem por alguns instantes
e às vezes vão embora para sempre...

A. Estebanez






SONETO DA ESPERANÇA

Há coisas que não cabem neste mundo.
No mundo há coisas que não pode haver.
Descabe o enigma de meu ser profundo
nas coisas que me invadem sem caber...

Há lágrimas de amor em que me inundo.
Há mágoas que me inundam sem poder.
Cabe em minh’alma grito tão mais fundo
que o pranto de quem chora sem querer...

Não conheço ninguém que tenha amado
sem martírio ou quem sabe transportado
toda a paixão do mundo numa cruz...

Mas se couber no mundo uma criança
pode o mundo caber numa esperança
como o final do túnel numa luz!

A. Estebanez



SONETO DA GRATIDÃO

Apesar de minh’alma naufragada
nesse cálice amargo de orfandade
compraza a Deus a via iluminada
que te guia da sombra à claridade...

Malgrado a desventura consolada
por velados suspiros de saudade,
apraz aos céus saber-te retornada
para ensinar o amor na eternidade...

E entre flores e lágrimas e afetos
está o adeus dos filhos prediletos
que o acaso da vida pôs dispersos...

E me coube, a despeito desse pranto,
a glória de render-te com meu canto
a gratidão que trago nestes versos...

A. Estebanez

Poemas do Poeta Afonso Estebanez




CANTAGALO PRESS POEM

Minha sombra cativa do cipreste
dos teus muros e ruas – rei deposto
na torre desse exílio – que me reste
ao menos a lembrança do teu rosto...

Se regressar por lei me for imposto
aqui estarei rendido em solo agreste
senhor do resto apenas recomposto
da glória que meu canto te reveste.

Se uma esperança acaso derradeira
reclamar em minh’alma forasteira
o regaço materno que me estreitas...

Tua paz calará os meus protestos
e para sempre deitará meus restos
nesse vale de luz em que te deitas!

A. Estebanez





PASTOREIO I

Depois que aqui for deixado
e todos tiverem ido
vou ser vento libertado
pelas mãos dos desvalidos
espalhando flor e pólen
no solo fertilizado
com o pranto dos oprimidos...

Vou soltar as estribeiras
cavalgar nuvens em pêlo
e aboiar as corredeiras
de meus rios represados...
Vou montar a liberdade
fingida das carpideiras
na pena dos condenados.

Sob os lábios comprimidos
dente por dente calado
olho por olho cerrado
na masmorra dos sentidos...
Vou virar redemoinhos
e girar pelos caminhos
como pássaros banidos.

Meus sonhos pagens de ninfas
luzes sombras sobre os lagos
prado em flor de claras tintas
e mistérios desvendados...
Vou apascentar meus mortos
na paz de ovelhas famintas
entre lobos saciados...

A. Estebanez






PASTOREO II

A viagem de tua alma
terá como roteiro
minha alma de menino.

Teus pés caminharão
pelos meus pés descalços
sobre os liquens e seixos
dos leitos dos riachos.

Raios de sol surgirão da campina
como pássaros das águas de coral.
Suas asas de luz vibrarão na manhã
como brisa entreabrindo janelas
esparsas nas sombras fugidias...

Percorreremos os rumos serenos
das águas fluentes e amenas
das fontes brotadas na relva
como flautas tocadas a esmo...

Abandonaremos por vezes o curso
dos rios e navegaremos o campo
como barcos de nuvens embriagadas
de ventos repentinos.

Iremos para além de onde
nada mais exista
qual pensamento obstinado
num gozo sem motivo.

Reconheceremos rostos amigos
lembrar-nos-emos de coisas esquecidas
e nossos olhos se tocarão num sorriso
sem sofrimento como plácidas mãos
que compartilham pão e vinho
num velho convívio,,,

A. Estebanez





PASTOREIO III

Não é apenas sua voz que apascenta
meus dispersos rebanhos de sentidos
e faz correr dentro de mim as águas
das ribeiras com sorrisos flutuantes
de um concerto de flautas e flautins...

É também sua face voltada para onde
e como a flor se inclina ao ser tocada
pelas mãos da manhã em seu jardim...

Nem são apenas as veredas alunadas
por seu destino de amada passageira
que fazem de mim pastor de sonhos...

São todos os caminhos contornados
pelos rebanhos de suas esperanças
reencontradas entre vales e colinas
e nos bosques tingidos de alfazema
para repousar a lembrança da volta...

Ah, os anjos desenhados no espaço
de seu corpo e os risos precursores
das palavras que nunca foram ditas...

É esperança que só o adeus revela
quando o seu coração agita a alma
para alcançar os sonhos fugidios...

Pássaro liberto pelas mãos da vida
borboleta com sua dimensão exata
desse perder-se sem ficar perdida...

A. Estebanez






OS RIOS CORRIAM CALMOS

Além de sete colinas
setenta léguas além
ainda há risos na casa
e lá não mora ninguém...

Ouviam-se pés macios
deslizando no assoalho
leves folhas se roçando
cristalizadas de orvalho.

Minha mãe punha o café
com odor de flor selvagem
– seiva da lenha no fogo –
no cheiro doce da aragem.

Meu pai montava a cavalo
cintava o relho e partia
galopando pelos campos
como quem raiava o dia.

Parecia que seu canto
ditava o rumo do vento
e que as curvas do caminho
seguiam seu pensamento.

Era um domador de nuvens
nos umbrais das atalaias
um barqueiro de colinas
em verdes mares sem praias.

E os rios passavam lentos
em minhas tardes amenas
levando meus dias calmos
em suas águas serenas...

A. Estebanez





NA PALMA DE TUAS MÃOS

(Dedicado à poetisa Cida Luz)


Tuas mãos duas vidas dois instantes
dois caminhos de margens paralelas
dois destinos tão perto tão distantes
como os cantos opostos das janelas...

Dois destinos escritos numa estrela
dois extremos dois lados da paixão,
outros amores vão e vêm sem tê-la
como o elixir dos sonhos de verão.

Não há destino prévio neste mundo
senão amor na lei de causa e efeito.
Há os lírios do campo e o profundo
enigma de um encanto não desfeito.

O dia vem de cinzas do crepúsculo
acende a aurora no teu lado escuro
e o fruto temporão é tão minúsculo
como é o amor de parto prematuro.

Desperta a alma e olha para o céu,
o amor não anda só de carruagem...
Na ânfora das mãos cintila ao mel
tua estrela de amor nessa viagem...

A. Estebanez







ENTRE PARÊNTESES

Minha vida não é tua
nem é minha tua vida...
Somos partes
fragmentadas
de uma ânfora
partida.

Não são tuas minhas liras
nem tuas liras são minhas...
Ocultamos
a alma nua
na paráfrase
das linhas.

Tuas mágoas não são minhas
minhas mágoas não são tuas...
Somos os lados
dessas calçadas
desencontradas
das ruas.

Por mim não te desesperas
nem por ti eu me desatino...
Somos apenas
os parênteses
de uma linha
do destino.

A. Estebanez






ENIGMA DE ME VOLTAR

Talvez eu volte corrimão de rios tortos
onde alta vem beber a lua amedrontada...
Espírito cantor dos pássaros já mortos
sob os destroços de uma flor inacabada...

Caravelas de nuvens como pressupostos
do transporte por céu da luz embriagada...
Quiçá refaça-me de restos recompostos
com os pedaços de minha alma fatigada...

Talvez eu venha como o ser e a solução
como ave presa na lembrança da canção
ou como flores despojadas num jardim...

Talvez eu volte com um coração enfermo
e tente a morte retirar-me de mim mesmo
mas só eu mesmo posso me tirar de mim...

A. Estebanez







ENAMORADOS...

(Dedicado a Lourdinha Poems}


Enamorados como a sombra e o cipreste
os dois lados da alma aos corpos reunida
vestida como um pássaro que se reveste
como a rosa de luz e tanto amor de vida...

Enamorados de alma isenta do cansaço
por onde caminhar não seja o lado triste
da ave marinha que pernoita no regaço
dos crepúsculos desenhados sem limite...

Enamorados onde o além é o horizonte
onde ao longe cintila a noite já alunada
e onde entre as maçãs da face rutilante
reveste-se de luz o olhar da enamorada...

E de tal modo que em sua carne ardente
envolve-se a paixão na carne hirta e fria...
E como que entrementes há suavemente
que retardar a noite até que venha o dia...

A. Estebanez






EU SEI QUANDO TU VENS

Não preciso sondar os pensamentos
nem consultar meu vasto coração
para saber os dias e os momentos
em que me vens trazer consolação...

A mim me basta olhar pela janela
e abraçar a manhã no meu jardim,
pois sei que a claridade que vem dela
é a luz do teu amor dentro de mim...

Deixo a brisa tocar a minha face.
Ouço as aves que vêm me visitar
e sei de cada rosa que renasce
o teu instante eterno de chegar...

Converso com o vento no telhado
onde o tempo costuma te esperar
de um futuro presente antecipado
por anjos que me vêm te anunciar...

No canteiro de beijos e jacintos
o odor suave de uma flor qualquer
inflama de desejos meus instintos
famintos de teu corpo de mulher...

Então eu sempre sei quando tu vens
sem que precises avisar-me quando...
O amor proclama quando tu me tens
e me prepara quando estás chegando.

A. Estebanez






AMOR PERJURO

Romper a jura da paixão que ainda vibra
calar o amor que pelo amor ainda suplica
é lacerar com um punhal, fibra por fibra,
o aflito coração que n’alma ainda se agita...

Infringir à inocência as dores da desdita
com as torpes injúrias da aleivosa intriga
é como amordaçar o amor que ainda grita
pela justiça de um perdão que só castiga...

Compassiva missão das almas pertencidas
a minha de encontrar entre aves foragidas
a que levou minha canção do entardecer...

Jamais, porém, vou destinar meu coração
às demandas do amor extinto sem perdão
malgrado o êxtase de amar sem padecer...

A. Estebanez








AMOR AO VINHO DE ROSAS

Esta noite
tu me permitirás ajardinar teu corpo
nos mais esconsos roseirais de amor
em bosques sublimados no conforto
de aviar espinhos sem ferir-te a flor...

Esta noite
procriarei em teus fecundos ninhos
de aves marinhas de plantão no céu...
Ah, rosa ausente dos cruéis espinhos!
Vinho de rosas com sabor de mel...

Esta noite
tomar-te-ei o amor que me suaviza
a alma sem nenhum ressentimento...
Verei teu corpo com o olhar da brisa
e o tocarei só com as mãos do vento...

Mas esta noite
quero-te o gozo múltiplo e esvaído
como as últimas lágrimas sem dor...
Só a dor de um calvário consumido
no inexorável instante desse amor!

A. Estebanez






OLHA, NADIA!

(Dedicado à Nadia Castro “Bela Dama”)

Olha, Nadia! Mas olha como quem estuda
o litúrgico ofício de uma sombra caminhar
depressa como um pensamento de Neruda
no outono dos vinhedos para além do mar...

Mas olha como quem orando presta ajuda
a essas sombras que rastejam sem passar...
Cala a noite, e a sombra que parece muda
segue cantando enquanto a luz vai rastejar...

Não olha para trás! A luz segue assustada
e a nossa sombra vai à frente descansada...
Ô, Nadia! O que antes era luz vai apagar!

A sombra como a morte é essa luz tardia
que se arrastando segue entre noite e dia
de alma e corpo no pó aonde vai chegar!

A. Estebanez








FLOR DA ALMA

(Dedicado a Geisa Gonzaga)

Vem desse amor eterno de você
uma canção tangida pelo vento
uma flauta no som do pensamento
que ressoa na alma e não se vê...

Brisa da tarde nos florais do ipê
num cântico de beijos ao relento...
Um feitiço de amor à flor do tempo
que vem sem precisar dizer porquê...

Uma canção de ser tão docemente
percebida... Tão leve se pressente
que a gente nem precisa perceber...

Basta ao amor plural de sua vida
saber-se a alma eterna e resumida
na alma de uma flor no alvorecer...

A. Estebanez








VEREDA DE ROSAS...




(Poema dedicado à Débora Malucelli)




Só uma rosa púrpura me vem na aurora

dos tempos revividos na vereda em flor...

Na alameda de rosas dos jardins de agora

a rosa púrpura é invenção da luz do amor...




Que oportunos seriam todos os instantes

nos livres roseirais de púrpura dos anos

se ainda verdejasse a alma dos amantes

nos canteiros insípidos dos desenganos...




Que diria meu tempo às horas indecisas

do amor-perfeito já maduro do primeiro

o atento jardineiro às flores imprecisas

as sempre-vivas ao fascínio do canteiro...




Essas rosas vermelhas da paixão no cio

mergulhos de corais no seio da mulher...

E tudo o que me quer das rosas é tardio

meu lado triste de baldio bem-me-quer...




Acácia branca de jardins imperecíveis

Flor de lótus na luz das rosas orientais...

No azul etéreo desses seres intangíveis

leva-me a brisa no cantar dos roseirais...




Oh, doce rosa púrpura no ser profundo!

Dom da alma se sabe a ser e não se vê...

Toda rosa pode nascer rosa no mundo

mas só uma no mundo pode ser você!




A. Estebanez








NUMEROSO AMOR

Dedicado a Maria Madalena C. Schuck

Ah, numeroso amor de que padeço
que me conta mistérios sobre mim...
Ô, enigma! princípio sem começo
destino que termina e não tem fim...

Amor que apraz e dói! amor avesso
que assim se exaure e se refaz assim
morrendo de viver por quem mereço
na volúpia de crer que é amor afim...

Flor de lótus de deuses consagrados
nos desígnios dos bem-aventurados
de alma pronta na vida já completa.

É deusa quem me dá o dom divino
de confirmar nas cartas do destino
o carisma do amor que me liberta...

A. Estebanez






UMA CANÇÃO PARA MATHËUS




Tu vens do amor divino que te espelha

num concerto de cânticos que acalma

meus inquietos crepúsculos de estrelas

que adormeceram na constelação

da alma...




Vens do anjo mensageiro que me avisa

– o senhor ancestral de meu segredo –

que teu ser múltiplo me traz na brisa

o sangue em que percorres meu amor

sem medo...



Sabes de mim como do mar o vento

como sabe os destinos o horizonte

do barqueiro... De meu contentamento

de ser ilha onde sonha o meu infante

marinheiro...




Tu vens do lado claro de meu ser

como um sonho remido de criança...

Quantas e quantas eras me restei

vivendo por viver no itinerário

da esperança...




Mas veio da canção que não se cala

na flauta o que não fala é o que me diz

e o que me diz é feito do mais terno

amor do jeito eterno do meu lado

mais feliz...

Poeta Afonso Estebanez Stael

Poeta,
sou-lhe imensamente grata pela oportunidadeque me deu de conhecer a sua maravilhosa poesia e poder posta-la mostrando ao mundo.
As poesias do poeta Afonso Estebanez formam um dos mais belos conjuntos poéticos e sua leitura nos leva a inebriar a alma, de beleza em beleza. Poesia que vibra e vibrará através dos tempos, na perenidade do seu encanto e na harmonia da sua musicalidade. É poesia destinada a desafiar a posteridade e perpetuar-se na calma memória das gerações. Poesia autêntica metrificada e rimada com perfeição, romântica e de inspiração espontânea.
Dou-lhe os meus parabéns poeta, a literatura nacional grandemente é enriquecida e valorizada, muito lhe ficará devendo pelos belos versos.



PEQUENA BIOGRAFIA




AFONSO ESTEBANEZ STAEL (A. Estebanez), advogado, poeta, jornalista e escritor fluminense, é verbete na “Enciclopédia de Literatura Brasileira” (vol. 1, pág. 562, 1990), composta pela Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC), organizada por Francisco Igrejas e editada pelo Ministério da Educação e Cultura e Fundação de Assistência ao Estudante do Rio de Janeiro, e apontado também como verbete da literatura brasileira no “Dicionário de Poetas Contemporâneos”, organizado por Francisco Igrejas e editado por Oficina Letras & Artes, 2ª Edição, 1991 (págs. 25/26).


Nasceu em 30 de outubro de 1943 no ambiente agreste do município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, filho de Manoel Stael e de Francisca Estebanez Stael, descendentes de ancestrais ciganos emigrados para a Espanha e de alemães de origem judaica radicados nas regiões agrícolas da Bélgica, que posteriormente imigraram para o Brasil, entre 1860 e 1930. Ensino secundário no Seminário Arquidiocesano do Rio de Janeiro (56/62) e superior nas Faculdades de Direito e de Filosofia, Ciências e Letras da UFF em Niterói (65/70). Finalista nos 1º, 2º e 3º Torneios Nacionais da Poesia Falada patrocinado pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro (68/69/70). Vencedor do Primeiro Concurso Estadual de Poesia do Advogado Fluminense (87). Exerceu a advocacia desde 68 e ocupou o cargo de Oficial de Justiça Avaliador do TRT da 1ª Região (93), aposentando-se quando lotado na Vara do Trabalho de Cordeiro (99), por cuja instalação lutou como Secretário Geral de Administração daquele município (92), onde se destacou como um dos fundadores da 45ª Subseção da OAB/RJ.


Tem obras publicadas em livros, jornais e revistas. Recentemente, concorrendo com o poema “O Último Dia de Trabalho do Pôr-do-sol no Mar” e com a crônica “Trabalho como Escrevente de Pequenos Príncipes”, o biografado venceu, em julho de 2007, o Primeiro Concurso Interno de Literatura do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT- Rio), nas duas categorias (prosa e verso), com premiação em obras literárias famosas oferecidas pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

domingo, 9 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher!



* DEUSAS *
.
Radiante luz ardente
resplandece ao meu olhar
como deusas no Olympo
como Zéfiro a voar

és o ser superior,
a perfeita afinação
entre o ódio e o amor
entre a espada e o perdão

tu és dança perigosa
e ternura singular
és tormenta pavorosa
e a pureza do amar

tradução da poesia
fantasia do querer
és do mundo a magia...
Tudo és... És tu mulher!

(Marçal Filho)



"MULHER - MÃE"

Respiras a terra das palavras
num veio de água uterino
lastro de sangue criador

Raíz! Tronco! Seiva!
Flor aberta no caudal do rio
Oblíquo desejo!
Púrpura secreta!


Mulher,
em nome de um rótulo de seda
a suprema sina de seres
em nome de todas as mulheres
sagrada origem e desígnio

Mãe de todas as Mães

luizacaetano

8 de Março 2008




Mulher...


Mulher que ama,
doce mulher,
és de minha vida
a vida que me quer
e o abraço que me abraça
e o doce beijo que eu der.

Mulher que se apaixona,
és a minha idônea dona,
o fruto de minhas esperanças
e a palavra meiga que eu disser.

Mulher que pare,
és a sacrossanta mãe da vida,
uma linda criatura tão querida
e por mim também amada.

Mulher, mulher...
se o teu amor não me quiser,
acabar-se-á em mim a vida
e o perfume dos sonhos,
o desejo da carne,
o abraço do amor,
e de toda a minha vida...
a vida que te for verdade
e a vida que eu te dou!

Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 08/03/2008
Código do texto: T892032


Poesia! Teu Nome é Mulher.

Mulheres não são humanas
São anjos, espiãs de Deus
Aqui colocadas para cuidar
Da vida e do amor, zelando
Por toda a obra da criação...

Criadas com pedaços do universo
Seus olhos são estrelas
De sua face a lua reflete a luz.
Seu coração um infinito de saber
Seus braços, morada de carinho e calor...

Mulheres choram de alegria e de sofrer
Choram por qualquer motivo, ate sem querer
Choram porque são suas lagrimas que alimentam
As flores e fazem doce os frutos...

A elas foi dada a cândida beleza dos anjos
O dom da vida gerando os filhos do senhor.

É tanto a falar da mulher que toda tinta e papel
E todas as línguas faladas e escritas é pouco...
...Para o mínimo delas descrever.

E Deus em seu supremo saber
Se houvesse de escolher...
...Com certeza mulher haveria de ser.

(AlexSimas)



MULHER


mulher amante
independente
insinuante
mulher casual
seu arsenal
beligerante
mulher qualquer
gigante!

Ana Wagner



Coração de mulher



Para chegar ao coração de uma mulher...
Primeiro, olhe dentro dos seus olhos,
perceba a magia do seu olhar...
Depois, toque em suas mãos
e sinta o pulsar do seu coração.
Assopre uma palavra sincera
e ganhará em troca entrega e afagos...
Ilumine seu sorriso com uma rosa...
Embriague-se do perfume
que exala de sua alma
E a ame...
com todo amor que há no mundo.

(Sirlei L. Passolongo)



Disfarce de Mulher
.

Quero falar
Da magia de ser mulher
De ser canto quando
Alguém precisa
De ser namorada
Quando romântica
E felina quando
Deseja

Quero falar
Da graça de ser mulher
De ser gata
Que anda levemente
De ser águia
Que busca intensamente
De ser beija-flor
Que acaricia
E ser loba
Que protege ferozmente

Quero falar
Do milagre de ser mulher
De ser força
Disfarçada em fragilidade
Ser anjo
Disfarçado em mulher.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora




Mulher de trança
.

Eu usei trança
quando criança
brinquei de ciranda
na tarde de domingo

Escrevi versinhos
inocentes...
Fui menina
enquanto pude,
e o destino
foi me conduzindo.

Eu passei batom
escondida
fiquei zonza
no primeiro beijo...
meu corpo se delineou,
e veio o calor do desejo.

Usei o primeiro salto alto
me tornei mulher,
conheci a paixão...

Descobri
que ser mulher
É transpirar emoção
É saborear cada instante
Trançar os sonhos na mão.

(Sirlei L. Passolongo)


Direitos Reservados a Autora




Deixo aqui não uma poesia, mas uma simples constatação.

Hoje, dia da mulher, homenageio aquele que, sem ele, ela nunca se sentiria lua cheia, plena, inteira , realizada.
Meu carinho para todos os homens que sabem amar realmente uma mulher.
Que sabem como agradá-la, como encantá-la, e como confortá-la.
Para elas, e para eles , porque não há um sem o outro, muitas noites de amor e toda a doçura do mundo.

KarlaJúlia






SIMPLESMENTE... MULHER!
Sônia Maria Grillo
(Baby®)

Ave Mulher!
Bendita sois,
faz na hora o que quer
nada deixa para depois
infinita em suas paixões,
grandiosa no amor
se deixa levar por emoções
mas se preciso, a razão, sabe impor!
És da suprema poesia,
inspiradora e musa,
transforma a vida em magia
com a alquimia mais pura
carrega em seu ventre,
o sentido da vida
tornando-se para todo o sempre
criadora e criatura destemida !
Protege sua cria
com garra afiada,
és a doce Maria
redentora e iluminada!
Mãe de doçura e bondade,
tão frágil em sua fortaleza...
Portanto, que seja feita a sua vontade
nesse seu dia de rara beleza!


08.03.2008
Rio de Janeiro

Dia Internacional da Mulher.


MÃES...

Vontade, desejos, abismos sociais
sonhos intrínsecos de felicidade
são a todas similares, nas macegas
ou floreadas trilhas por um cais.

Criança faces, adolescente confusa
risos, prantos, apegos... Se ofusca
nos estímulos, vibra outro sentir
Descobre-se fêmea e tenaz busca!

Quando pensa que acha, fica cega
na sombra da emoção se precipita!
Acredita numa relação de entrega.

Safira paixão de incógnita futura
intensa num elo de amor se adida...
No ventre cresce um ser, uma vida.

Edgar Alejandro



Mulher

AH!...Mulher!
Que vive, que crê
Que chora, que lê
Trabalha e estuda
Afaga e desnuda

AH!...Mulher!
Que reza, que canta
Que corre, que dança
Lavando e passando
E chora cantando

Ah!...Mulher!
Que é todas em uma
Que é pura emoção
Que muda o mundo
Com seu coração

Ah!...Mulher!
Que planta sementes
Que faz vida humana
Muitas vezes carente
Com o mundo, se engana!

Jane Rossi




A Vocês mulheres...amadas!

OITO DE MARÇO
Neste dia homenageado
A mulher foi consagrado
Sem querer se mostrar
Dela muito tem que se relatar
As Marias vou dedicar
O poema a improvisar

Maria companheira, mãe dos primeiros homens,
por vingança foi matar, e na terra veio parar
Maria arrependida, os pecados foram apagados
Maria batalhadora, na guerra participou,
onde seu corpo se queimou
Maria rainha, que por amor, seu corpo
a serpente envenenou
Maria Santa, a mãe pura, o mundo a edificou
Maria rainha amada, o povo sua cabeça degolou
Maria poeta, o governo a expulsou
Maria atriz, o teatro a glorificou
Maria artista, até um país governou
Maria sofrida, lata d’água carregou
Maria, Maria, de uma Maria eu vim, uma
Maria eu amei.
A todas Marias, procuro uma definição
Que seja eterna paixão.

Carlo Magno






Mulheres-Poesia

© Nathan de Castro

Poética de pedras preciosas,
com rimas de rubis e diamantes.
Luares, Sóis e Pétalas de rosas
em todas as cantigas dos amantes.

Donas da dor, do amor e belas prosas,
gerando vidas, sonhos e esperanças
num mundo de cantigas tenebrosas,
desafiando os passos dessas danças.

Nem mesmo o sal, o tempo, a maresia,
a pedra falsa e o cinza das janelas
podem co’ a força e o brilho das Estrelas.

Mistérios de ouro e prata no planeta!
Ventos de águas marinhas na caneta:
Amantes, Mães, Mulheres... Poesia!


DIA 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
OBRIGADO MULHERES POR VOCÊS EXISTIREM
UMA SINGELA HOMENAGEM HÁ VOCÊS!!!

Mulher

Flor intensa brilhante
Traz num sorriso radiante
Enfrenta a vida com alegria
Mulher forte insinuante

Quebraste todas as regras
Aboliste os preconceitos
Lutaste por teus direitos
Assumiste o posto,
Que há muito esperas

Obrigado rainha da beleza
Obrigado por tua contribuição
Se vivemos num mundo melhor
é porque temos de ti tua colaboração

Poeta Allan Garrido Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.



MULHER
(Elza Fraga)

"A mulher é feita da essência
de todas as rosas.
Da leveza de todos os pássaros.
Da harmonia da brisa suave.
Da força das tempestades.
Da ferocidade dos ventos.

Desta perfeita mistura
nas doses exatas
nasceu esta criatura
de extremos...

Ser mulher é ser um mundo
de sentimentos controversos,
mas saber que, lá no fundo,
o amor é o único caminho
certo!"



Feminessências...

Entre as cores de Frida
Eu me calo
Minhas dores
Meus amores
Meus delírios
Diários
Pintados...
Clariceanos caminhos
Desejos alados
Nos corações selvagens
Desperto Eros e Afrodite
Sou Yin nos verões
Sou Yang nos temporais
Que inundam a gente!
Sou Florbela e sou Amélia
A que mergulha nas profundezas
A que serve o café na mesa
Bovary e Salomé
Sou o que você quiser
Sou Helena de Tróia
E sou a mulher de Atenas
Sou a saga, sou a senha
A antiga e eterna epopéia
A ficção nada científica
Sou filosófica mente mística!
Sou romântica e pós-moderna
Sou a voz que se liberta
E ecoa nesse poema
Como um grito de resistência
Energia cósmica, pétalas de rosa
Essência feminina
Sou a explosão da placenta
Sou (á)vida , ainda que severina
Ser(tão) delicado
De cactos e mandacaru
Sou o fim e o começo
Sou aquela que não me reconheço
De tantas outras que sou...

(Raiblue)

Arquiteta mulher
Um projeto mitológico.

Sua finalidade
Promover, e realizar
A construção familiar,

Entender, definir e finalizar.
O sentido do amor.

Neste mundo conturbado
Como guerreira em suas fragilidades
Curvar-se sem quebrar-se,

Como uma artista plástica
Molda durante nove meses
O próximo ser,
Que neste mundo.
Seu patrão poderá ser.

Há Mulher
Que a vida no teu seio
Sempre irá embalar.
Que no ápice do mundo
Seu nome sempre estará

Dora Dimolitsas


SER MULHER É SER SEMENTE

"Clarices e Rosas
Sangram e sentem
Ser mulher é ser semente

É ser fruto doce e dolorido
É agarrar a vida
Pela saia, pois a vida também é mulher

Ser mulher é ser Maria, ser Cecília
É ser em demasia
É ser a alma da fantasia

É ser Eva e a maçã
A serpente e a árvore
A casa, a praia, a lua, a emoção

Definitivamente, ser mulher é ser semente."

(Gustavo Adonias)


"MULHER
TRAJETO DA VIDA"

A mulher é a partida
no início da chegada.
Faz o trajeto da vida
luzidia da alvorada...

É a fênix renascida
é a alma despertada
a parte reconhecida
da vida reencarnada...

É o amor é o juízo
é a dor do paraíso
a verdade da ilusão...

A mulher é o desejo
é o fruto e é o beijo
e a causa do perdão!

A. Estebanez


Mulher

No seu ventre reproduz a vida
Nutre-nos com amor e delicadeza
Fortificando-nos o caráter com afeto

Na sua alma esconde suas belezas
No coração, a emoção e o amor
Que faz a felicidade do seu par

Uma poesia dedicada à mulher
É apenas um vaga-lume a vagar
Numa noite de pleno luar

Poderosa luz que ilumina e aquece
A mais escura e fria treva.
Na sua presença, o homem se eleva.

Um dia a humanidade ainda vai reconhecer
Que ela é semente, solo fértil, água e calor
E ainda tem o amor, que nos faz germinar

Neste dia o mundo irá mudar
Paz, amor e alegria vão reinar.
Pois a mulher tudo pode transformar

Pauletto J A



Bendita

Bendito é o ventre que gera
Bendito os seios que alimenta
Bendito as mãos andar ensina
Bendito as palavras que educa
Bendita as lágrimas que de seus olhos rola

Bendita as horas que por ti é dispensada
Bendito os momentos de correção.
Bendito seu materno coração.

Bendita és tu Mulher, mãe
que tem a sublime da incumbência
a responsabilidade de trazer
ao mundo o mais precioso tesouro
do Criador; o Ser Humano.

Ataíde Lemos


Mulher doce encanto

Mulher doce encanto.
Tudo tem a alma da mulher
Até se diz; o homem tem
o feminino - a mulher- dentro de si.

Mulher é poesia
é flor
é perfume
é musica...
É o encanto
que encanta.
É sedução
sem palavras
só no gingado
no sorriso
no olhar
na maciez da pele...

Mulher é gigante
na maternidade
na adversidade
na força
na coragem
na batalha
que não foge a luta.

Mulher é mãe
é alma
é coração
é pura emoção.
É ternura, doçura
é sentimento
na flor da pele.
É esteio da família
pode faltar pai
mas jamais a mãe

Mulher é fé
ai se não fosse a mulher
o que seria da espiritualidade!
É ela que sustenta a religião
que assume pastorais
que trabalha na igreja.
Que seria de Jesus
sem as Marias
sua mãe
Madalena, Marta...

Ataíde Lemos


Tantas mulheres

Sou menina moça...
Às vezes tão feliz e outras
Tão perdida...
Sou menina mulher...
Despertando para o
Deslumbramento do amor
E junto conhecendo as
Armadilhas ocultas nesse
Sentimento que possui visgo.
Sou mulher amante...
Apaixonada por inteiro,amando
Com total entrega,sem do coração,
Ouvir o apelo da ilusão...
Sou mulher feliz...
Acreditando na vida,de bem com
O mundo e natureza.
Sou mulher da vida...
Vazia na emoção e grande no
Desejo de ser feliz quando
Em prantos olha para o céu em
Súplica de paz.
Sou mulher mãe...
Sufocada na necessidade de
Proteger,agasalhar,abençoar e
Ainda assim agradecer.
Sou mulher mal amada...
Carente,ansiosa por momentos
Que façam voltar o brilho no olhar.
Sou mulher violentada...
Humilhada,arrasada,indefesa.
Sou tantas...Tantas mulheres...
Irmãs,coladas,milhares em uma...
Ser mulher é uma graça!...

(Cida Luz)
06/03/08


MULHER

Acho que mudei.
Mudei sim.
Hoje, chuto as portas.
Quebro a cara.
Encaro
Assumo esse turbilhão de bem-querer.
E o afeto, se me afeta, é puro e nobre.

Parto pra luta e luto.
E se me enluto, levanto a cabeça.
Aconteça o que aconteça.
Em meu corpo, as formas da vida.
Isso não muda.
Me contorço e torço.
Me abro. Me sagro campeã.
Um troféu. Um brilho. Um filho.
A vaidade, essa trilha não mudou.

E o que passou, passou.

Malho, malho, trabalho.
Amo e desamo.
Sensível, sofrível.
Mal-me -quer, bem-me-quer.

Mudei.
Cada vez mais...mulher.



...A REVOLTA DE UMA MULHER


VOCÊ COLECIONA MULHERES
IGUAL AOS SEUS AMIGOS
POIS,HOJE EU TE DESPREZO
E ESTE É O SEU MAIOR CASTIGO

AINDA TENTA ME DOMINAR
PENSANDO QUE O ÒDIO ME CONSOME
MAS,HOJE VOCÊ É PRA MIM
APENAS MAIS OUTRO HOMEM

EU NÃO VOU TE DAR SOSSEGO
E VAIS VIVER DESESPERADO
ESTAREI SEMPRE EM TEUS SONHOS
SENDO SEU GRANDE PECADO

VOU DESTILAR MEU VENENO
DO JEITO QUE EU QUIZER
PRA VOCÊ SEREI A SERPENTE
EM FORMA DE UMA MULHER.


AUTORA:SÕNIA LOPES
BJS C/ CARINHOS
ARAGUARI:08/03/2008


Mulher

Mulher exência da vida
Brilhante da mãe natureza
A mulher em sua sabedoria
Cria inventa, brilha junto ao homem.
Sofre chora, mas vai em frente

Vive para o amor, hoje segura
livre a buscar seus ideais
vai em frente, não tem tropeços.
Tem conquistado um espaço.
.
Sua tão difícil liberdade
hoje mulher e feliz
sonha brinca trabalha
e valorizada em sua inteligência.

e amada e compartilhada em seus
momentos divino, hoje mulher sabe o que quer
ser simplesmente mulher.

.
Eliza Gregio.


MULHER, A JÓIA MAIS BELA.

Quando o mundo foi criado
Por este SER poderoso
Criou a jóia mais rara
O brilhante mais precioso

Ela nos da a vida
Nos conforta e acalenta
Com o amor mais profundo
Nunca reclama, sempre agüenta.

O mundo não teria
Tanta graça sem você
Nos mostra a beleza da vida
E nos faz renascer,

É sublime e delicada,
Mas uma ferra também
Nos transforma em amante
Às vezes até em refém.

O homem não é nada
Se não tem este ser,
Esta jóia tão valiosa
Que nos faz enlouquecer.

Autor: Poeta Mineiro

MULHER.

Nos teus olhos eu vejo amor,
Nos lábios um grande desejo,
Teu corpo incendeia; puro calor,
Acalmar-te-ei com um longo beijo,

Desejo ardente que trago no peito,
De tê-la em meus braços com paixão,
Tu és o fruto proibido, fruto do amor,
Provar deste néctar é perdição.

Teu encanto provoca fascínio,
É magia só em olhar,
Menina, você é tentação,
No seu simples modo de andar.

Você é a força é a graça,
Tem tudo o que quiser,
Não é uma deusa nem ninfa,
É simplesmente uma mulher.

Autor: Poeta Mineiro



Mulher cidadã


Mulher virtuosa e de fases
Que de dom me acalanta
Num ato de tantas frases
Na metamorfose de vida que planta!

Mulher maquiada, expressiva, ou mulher nua,
Sua exuberância é rio enquanto é uma cidadã
Ao ser tomado pela serena Lua,
Ou no símbolo que emite a maçã!


Mulher, minha cidadã,
Perdida em um outro mundo,
Não importa se é uma anã,
Vale-me o amor profundo!

Mulher ditosa
Que abre sorriso
Ao inalar a rosa
No seu âmago paraíso!

Carlos Máximo / Dia da Mulher



TU ÉS MULHER


Tu és mulher!
És interminavelmente mulher!
Com as mãos do tempo em meus ombros,
A embalar meu sono de criança travessa:
- Tu me despertas!


Tu és sonho!
És incomensuravelmente sonho!
Contendo-me em teu leito quente,
E escondendo-me no ventre como teu feto:
- Tu me revelas!


Tu és amiga!
És inconseqüentemente amiga!
Caminhando comigo nos meus devaneios,
E abandonando-me com meus pensamentos:
- Tu me acolhes!


Tu és volta!
És inesgotavelmente volta!
Ao deixar-me à tua espera, quase sempre aflito,
Revelando em mim o homem que tu queres que eu seja:
- Tu és mulher!

Oswaldo Antônio Begiato


Rosa mulher...

...és toda forma em
movimento e sentimento,
cenas e contra-cenas,
sintetizando no orvalho
vias e destinos,
metas e horizontes,
sedentos por carinho!

...és a força em qualquer diretriz,
deixando por onde passa
um rastro, brilhando em
todas as cores, em
todas as notas, assumindo
em cada degrau
a garra e a harmonia
em pessoa!

...és o ventre da fé unindo,
corações e mentes,
transformando amor em vida
e vida em jardins plantados
em cada toque,
em cada palavra,
em cada olhar
dita na emoção de viajar!

Rosa mulher,
és a flor entre as flores,
enfeitando e perfumando,
lutando e aplaudindo,
és fera e também pelúcia,
enfim, Rosa Mulher
és o sol,
és a luz,
és mulher!

Auber Fioravante Junior


PLENITUDE É MULHER...

Delicadeza e plenitude
Isso é você mulher!
Ser forte e frágil...
Sorrir quando quer
Chorar, dar aconchego
Quando quer colo,abraçar
E amar...Se amada, possuída,
Se feita mulher...
Tão forte, e tão frágil
Essa é você mulher!
Todo mês sangra, mais
Não morre, pois é forte
Como a mãe natureza!
Guerreira,mãe,irmã,amiga
Médica, enfermeira,advogada
Professora,felina,sensual
Bruxa que enfeitiça...
Essa é você, mulher!

(Zia Marinho 08/03/07)



BENDITA MULHER

Cheia de graa,
Trgua na batalha,
Luz no fim do tnel,
Anistia total,
Pausa na luta,
Estiagem da tempestade,
Majestosa, majestade.
Canto de paz.
Um hino vida.
Poesia mais lida.
Poema de amor.
Despertar de bela flor.
Melhor hora,
Estao doura.
Sempre, agora,
Beleza rara,
Beleza pura,
Balsmo que sara,
Unguento que cura.
Nctar que inebria,
A primeira via,
Via lctea,
Via nica,
Arome essa vida,
Perfume esse viver,
Encante os olhos meus,
Encantada lida,
Sensvel querer.
Obra-prima de Deus!...

PARABNS!
Chuva de beijos...
[gustavo drummond]


Mulheres de Deus

Mulher virtuosa,
Aquela que o seu lar
Sabe edificar,
Que obedece a Deus
Em qualquer situação.

A mulher, é como a rocha...
Firme e forte!
Frágil, como uma flor
Que se desfaz com vento...

Mulher forte que não dorme
Que enfrenta dificuldade
Que divide o seu pão
Que vive em oração
que sabe falar com Deus.

Que também sabe ouvir Deus
Nunca se cansa de orar
Pela paz da sua casa
Pela proteção dos filhos,
Mulher que sabe pedir pra Deus
E também sabe agradecer.

Sabe até chorar baixinho...
Pra ninguém nunca escutar
Sufocar no travesseiro
O pranto que esta no peito,
A ponto de arrebentar.

Mulher que sabe cantar
Mulher que sabe sorrir
É maravilhoso ser mulher
Estamos sempre sonhando
Que tudo vai melhorar.

Que Deus está ao nosso lado
E nunca nos deixará.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON






Ser Mulher...

Ser mulher...
É ser criança
brincar, sorrir ...
Solucionar os problemas
oferecer o abraço
aconchego, colo gostoso
segurança sem medidas



Ser mulher...
É ser a musa
que inspira o poeta
no verso do poema
os acordes doces
da mais bela canção
a beleza da criação
do quadro em exposição


Ser mulher...
É ser paixão
mistério que fascina
sedução que inebria
amante que apaixona
o beijo que perdoa
na caminhada a dois
a companheira dedicada!


Ser mulher ...
É ser fonte de vida
mãe diuturnamente
guerreira sem vacilar
coração que sangra carinho
no momento de tristeza
alegria que brota dos olhos
na lágrima que escorre de dor



Ser mulher...
É ser fome de amar!
(Van)


SER MULHER – Arethuza Viana (Dia Internacional da Mulher)

Maravilhoso ser mulher com dengos e fortaleza,
uma mistura de tudo de bom que atrai a beleza
num coração que chora e sorri com fatura,
que tem fúria, é frágil e ama com loucura!

Por Deus a mulher de início foi protegida,
porque somente ela foi capaz de ser escolhida
e o Criador que jamais comete um engano
deu-lhe a graça de gerar um ser humano!

Bom demais é ser mulher, sem haver competição
com o sexo oposto, pois todos têm um coração
uns sensíveis, outros duros, cheios de amargura,
mas, independe de sexos dosagens de ternura!

Que sejam amadas todas as mulheres do mundo,
que entendam o quanto precisam de amor profundo,
pois sem elas, ninguém neste planeta existiria
e nenhum de vocês estaria lendo agora, esta poesia!



MULHER

Do canto mais profundo da alma
O teu sorriso brota como água pura
Que vem das veias da Terra.
Ele alivia a sede de alegria.

Do jardim do teu coração
O perfume do mais sensível afeto
Tange a lira do tempo que passa.
Ele afasta as nuvens do dia.

Da criança que mora em teu seio
Nasce o passeio pelos sonhos,
O caminhar sob a luz da esperança.
Ele abre as sendas da vida.

Da tua pele de fina seda,
Dos olhos de mágica sedução,
Chega a sereia do encanto.
Ela cavalga o sexo sem brida.

Antonio Carlos Rocha


Mulher!


Somos mães,
Filhas e irmãs,
Amigas ,amantes...
Amélias ?
Por que não?
Somos confiantes,
Somos paixão!

Se pilotamos
Carro,
Fogão,
Ou avião?
O que importa é podermos,
Ter qualquer profissão...

Do lar?
Com muito prazer!
Ser do lar é;
Cuidar,
Respeitar,
Parir,
Socorrer,
Amamentar,
Lavar, passar e amar.

Ser guerreira,
Companheira,
Linda e cheirosa,
Estar pro der e vier...
Ser maravilhosa,
Ser mulher!

((Valquìria Cordeiro))


Mulher!
Nos intervalos que tenho entre a bonança e os trovões, viajo nos espaços apertados dos sonhos, voando sempre que posso de encontro a tua pela. Eis que esta é minha praia onde ao som das gaivotas e salgado pelo mar, posso sentir o doce de teus beijos, brisa que sopra e refresca o calor dos sóis. Prisioneiro teu sou, mesmo á rédeas largas, solto na vastidão de meus pesadelos, inda assim em meio ao tropel de meu cavalo ouço quando sussurras meu nome ao vento. Moro em teu peito á anos, seis de todas as tuas virtudes e fraquezas, mas nem por isso posso prescindir de teu amor, mesmo porque se sou flor, é á tua sombra que descanso e é de teu leite que bebo e brindo á felicidade.

Santaroza


Mulheres

Iguais a mim
que se calam
que falam
defendem a alma por amor


Mulheres como eu
que embalam sonhos
gritam pela liberdade de serem quem são
lamentam a agressão
exploram o inacessível
dividem o mesmo pão

Mulheres da vida
pela vida
cheias de vida
no fio da vida

Mulheres que encantam
cantam musicas de ninar
mães do mundo
colo de amor
braços de afago
olhos de paixão

mulheres meninas
meninas santas
vilãs,pagãs,guerreiras,donas da alegria incontida
doces nas expressões
amargas na violencia

crescidas para amar
sensuais,divinas,maravilhosamente mulher
ama,aia,submissa,vadia,corajosa,decente em versos
indecente em prosa

todas essencialmente útero,
em prol do maior momento
doar,perdoar,sangrar,lutar

somos o limite do infinito
o brilho das estrelas
a cor azul do mar
e devotas da unica linguagem que nos fazem
puras

o amor.


Neguinha Mucelli



MULHER


M ulher é como um amanhecer
U sufruida, testada, manipulada
L evada por instintos climáticos
H onra e glória, um tesouro dentro de si,
E ntre uma estação e outra se subdivide
R azão do ser menina, mulher, mãe, majestosa!

M enina em suas artes criativa a desvendar-se
E m plena idade dos sonhos criança amada
N ada interfere as peraltices e descobertas
I mpulsiva e sorridente segue suas buscas
N a curiosidade, amplos horizontes a descobrir
A inocência é seu passaporte para a vida

M ãe é seu estágio esperado e mágico
A calentando seu filho e fruto do amor
E sperada dádiva em ser mãe, doar vida

Berioliveira


Mulher,
Meu poema se completa
Em teu vestido
Roçando tua carne
No algodão tecido

Ponho minha gema em tua blusa
Para que pule no teu peito minha musa
Toda tensão de ter tua pele em meu poema

Meu ofício é de poeta
Pra rimar poema e blusa
E ficar em tua pele
Pelo tempo em que me usa

Artur Gomes


Mulher

Mulher, sensibilidade
Que trás uma missão
Gerar um pequeno Ser
Com amor e emoção.

Enfrenta desafios
Na luta do dia-a-dia
Seguindo sempre adiante
Com muita maestria.

Caminhos tortuosos
Que levam ao coração
Consegue desbravá-los
Usando a intuição.

E nessa escalada
Ver brotar em seu jardim
Das sementes que plantou
Lindo e meigo querubim.

Através da sábia força
Consegue descobrir
O sol interior
Que começou a surgir.

João Pessoa, 06/03/08
Neneca



COMO DEUS CRIOU A MULHER

Naquele dia, Deus acordou inspirado!
Admirou a beleza do infinito
e resolveu, então,
fazer algo ainda mais bonito!

Com tintas e pincéis nas mãos,
desenhou curvas sinuosas.
Em seguida, com incrível sutileza,
fez uma áurea majestosa.

Pintou um coração bem grande,
prá caber bastante amor,
e um punhadinho de aço,
prá superar quaisquer dôr.

Com a pele de um pêssego,
revestiu sua pintura.
E sorrindo, ia aos poucos,
criando sua escultura.

Do mar tirou uma gota
e aspergiu no coração.
Seriam as mais belas lágrimas
de toda sua criação.

Quando foi pintar a alma,
pôs a doçura do mel.
E os anjos aplaudiam,
voando por todo o céu.

Como se já não bastasse,
deu-lhe o dom da procriação.
Seu ventre seria sagrado
de geração em geração!

E quando, então , terminou,
não teve uma dúvida sequer.
Seu sopro divino deu vida
àquela que chamou de MULHER!

(Mell Glitter)

ESTE POEMA É MEU PRESENTE À TODOS AS MULHERES DO MUNDO, DIVINAS CRIAÇÕES DE DEUS!!!BJOS


Lindos poemas que versam a mulheer, divido-os com todos vocês!
Parabéns Poetas!

Série Hai Kais

Poetisa Jane Rossi!

1

Voa andorinha
Nunca sozinha
Sorte a minha

2

Céu estrelado
Lua de prata
Enamorados

3

Triste mundão
É só poluição
Destroi coração

4

E Eva a olhar
Não pode suportar
Comeu a maçã

5

Céu sem estrelas
Arco-iris sem cor
Coração sem amor

Parabéns Jane Rossi!

Poetisa Neneca

1

A fonte jorra
O viajor sedento
Mata a sede.

2

A lua nasce
por sobre o mar
resplandecente!

3

Fitando o céu
Uma gaivota voa
É admirável.

4

Estrelas no céu
Mensageiras do amor
Iluminaram.

5

Abelha voa
Tira o néctar da flor
Feliz doa mel.

6

Hai Kai

Mar grandioso
as ondas espumantes
molharam a areia.

Hai Kai

A flor de lótus
beleza esplêndida
que nos encanta.

Hai Kai

A chuva cai
molha o chão árido
as plantas nascem.

Hai Kai

O sol desponta
no horizonte belo
todas as manhãs.

Parabéns Neneca!

Ser livre, me basta


Ser livre, me basta

Quando estou só...
Quando estou só até me esqueço
de tudo o que existe ao redor,
ao contrário de tudo e de todos
sou livre, isto me basta.

Quando estou só...
Quando estou só penso em mim,
reconheço que por momentos
esqueço que existem outros.
Sou livre, é o que penso.

Sinto verdadeiramente só,
sim, quando estou só
é o que sinto.
É uma loucura, misto de
prazer e solidão
mas vou só.

Creio contudo que a vida
de todos deve ser assim,
se perfeitamente entendida
é toda assim.
Como penso assim é cousa
que pode ser esquecida,
por mim.

Marta Peres

Sinfonia, menina mulher!



Sinfonia, menina mulher!

Música suave se espalha no ar sensibilizando-me,
entranha nos meu ouvidos, no meu corpo que
dança, na minha boca que canta e desprende-se
dos meus olhos, melodia única, alegria e sonho.

Meninas que ontém corriam pelo jardim, pela
casa, que jogavam bola na rua, que brincavam
de bonecas, hoje se fizeram mulheres, belas,
de meiguice que enternece corações.

A transformação em moças belas, mulheres de
fibra, se fez num piscar de olhos, lindas paisagens
que admiro quando meus olhos se lembram,
deixam na tela imagens perfeitas das rosas.

No meu rosto estampa-se o sorriso, mistura-se
com secreta paisagem, o som suave e melodioso
do caminhar de cada uma espraia afastando, indo
em busca do sonho, confluindo no mesmo porto.

Meninas que se fizeram mulheres, som da mais
bela sinfonia familiar, perfeição, presente de Deus!

Marta Peres

Duetos!


Deus em minha vida!

Hoje tenho o coração negro, estilhaçado pela dor
Para este desassossego, não encontro saída
Na boca o gosto de fel, das mãos goteja suor
Coração acelerado, quer fugir, me deixar sem vida

E a dor cravada no peito faz a lágrima rolar
Corpo tremulo, desfaleço, era uma chuva forte
Era um turbilhão violento, o som da água do mar
E começou a limpeza deste coração sem sorte

Sofrimento e lamúrias foram banidos de vez
O negro que predominava, logo, logo se desfez
Coração se acalmou, ficou brando reviveu
Vermelho predominou,serenou e renasceu

No turbilhão violento, eu vi um homem de branco
Que andava sobre as águas e enxugava meu pranto
Com as mãos em minha cabeça, pedia que levantasse
E me carregou no colo até que a morte passasse

Jane Rossi e Marta Peres



Sonho!!!

Esta noite tive um sonho, ouvi meus versos a bailar
Era um homem, um sertanejo que não parava de cantar
A música me encantava, linda melodia e perfeição
O som batia no peito e caía no coração

Inundou todo meu ser e entrou na minha alma
A vida triste e sofrida, viveu momentos de calma
E ali fui viajando, num caminho coberto de flores
Andava descalça e sozinha, esqueci todas as dores

Olhava aquele caminho, cabisbaixa vendo as flores
E aquele chão tão quentinho, sorvia lágrimas de dores
Levantei minha cabeça, olhando toda a paisagem
Tudo era tão bonito, parecia uma miragem

Mas logo eu acordei e tentava me lembrar
Do rosto do sertanejo que estava à cantar
Era sonho, era lindo, era música fluindo
E a dor do coração, como mágica foi sumindo.

Jane Rossi e Marta Peres



Sonho aos pedaços!

Vivi meu sonho aos pedaços, não tive sorte em amores
Minha vida deu um nó, virou laço, emaranhado de dores
Minha vida virou carretel, enrolando fios em temores
Quero logo é desfazer este castelo de horrores!

O mar se enfureceu, negro tornou o céu
O ar denso e opaco, vivo em um mausoléu
Rezo, choro e lamento, na cabeça ponho o véu
Vou escrever minha vida e serei um menestrel

Escrevendo eu desafogo, pro papel eu vou passar
Vou falar de amor e dores e da vontade de sonhar
Meus versos estarão bailando, fazendo festa no ar
Lágrimas salgadas pingando, e o papel vai manchar

É a mancha de todas as dores, presas no coração
Que agora está saindo, atrapalhando a visão
Mas o coração ta leve, preparado pra sonhar
Vivi meu sonho em pedaços, mas agora vou juntar.

Jane Rossi e Marta Peres



“Dia Internacional da Mulher"

Companheiro de passeios, ando com meu gatinho branco
Guardo dentro de mim os anseios, gosto de tudo muito franco
Sou mulher, sou corajosa, luto com amor e carinho
Pra superar qualquer crise, ando bem devagarinho

Sou jeitosa, sou mimosa,quando quero sou fatal
Mas vou bem devagarinho, não ultrapasso o sinal
Sou esposa e sou mãe, defendo os meus rebentos
Sou discípula de Deus,rezo, choro e lamento

Sou mulher, sou arco-iris, sou assim multicolor
Trabalho, corro e brinco, faço tudo com amor
Dou carinho ao meu amado, pois merece a paixão
Minha casa é seu reinado, é dele meu coração

Minha alma é de criança e ainda brinco de boneca
Faço versos com as amigas, Jane, Marta e Neneca
Hoje é festa e alegria, mas depois é tudo igual
Um dia bem brasileiro, nada de Internacional

Jane Rossi e Marta Peres



Fechado para balanço!

Tenho alguns segredos, não abro minha porta
Chego sempre com medo, coisa que a ninguém importa.
As portas do coração ta fechada, realizando um balanço
Depois que foi magoado, só vive em pleno descanso

Quem sabe, daqui a algum tempo, as portas se abrirão
Amar, viver, chorar e sofrer, são coisas do coração
Mas agora ele ta quieto, livre de dor e sofrimento
Coração não está aberto!não se fala de lamento!

E quando as portas se abrir, para o mundo colorido
Ele estará feliz, Mas já foi triste e sofrido
Da porta ele vai ver um lindo caminho florido
O amor bailando em versos, estará comprometido

Mas isto é no futuro, pois todos tem sua vez
Ele sofreu, chorou, gemeu e quase se desfez
Mas, tenho meus segredos, não abro minha porta
Chego sempre com medo, coisa que a ninguém importa.

Jane Rossi e Marta Peres



Sem rumo!

É fogo, é brasa, é peito ardendo em dor!
Estou pagando os pecados, mas quem nunca pecou?
Quero uma chance apenas, ouve meu clamor!
Me sinto criança pequena, precisando de amor!

Quero uma luz, uma porta, ou mesmo uma janela
Uma oportunidade, mesmo que seja singela
Sentir vitória final, como cena de novela
Imagens de sucesso, refletindo numa tela

Quero sonhar acordada, sentir amor e amar
Quero correr de mãos dadas, não ver o tempo passar
Quero te fazer feliz e feliz poder acordar
Quero ser o seu amor, na terra, no céu e no mar

Mas o peito ainda arde esperando a hora certa
Te disse tudo que quero mas aceito contra oferta
Quero sim uma resposta, mesmo que seja secreta
Renove meu coração, estou sem rumo, sem meta!

Jane Rossi e Marta Peres

Mulheres


Mulheres

Ah! Essas mulheres!
Gentis, serenas, louras e morenas,
mulheres vãs, sentimentais, mulheres
divinas, deusas magistrais de vetusta Atenas!

No medo de serem fracas se fortalecem,
No amor, tornam-se vulcões em erupção,
ardentes, vibrantes, sensuais, pacatas...
Mulheres! Ah! Essas mulheres!

Mulheres que arrebatam, surpreendem,
mulheres feiticeiras, faceiras, mulheres que
fazem acontecer, feias ou bonitas,
apenas mulheres, graciosas, geniosas...

Todas elas encantam, têm encanto e doçura
por mais simples que sejam, mulheres que escondem
a dor, fingem dentro do sorriso guardando a mágoa
no peito, chorando a sós o lamento!

Marta Peres

terça-feira, 4 de março de 2008

Meus Fantasmas


Meus Fantasmas

Fecho os olhos e avanço
continuando minha caminhada.
Começa então o poema
onde meus fantasmas são personagens.
A cada verso avanço mais
e mais, cada vez mais no pensamento.
Minha regra é caminhar,
seguir meu rumo numa perseguição vertiginosa.
Em certo ponto deparo-me numa encruzilhada
então, o que fazer,
que rumo tomar,
que caminho seguir.
Meus fantasmas perseguindo
parecendo querer brincar
de cabra-cega.
Parecia um jogo,
mas não quero isto
meu destino não é jogar.
Tateio no vazio
no meu vazio
da expressão,
sigo, vou seguindo
sem mesmo olhar para traz.

Marta Peres

Porto de lágrimas


Porto de lágrimas


Cá estou neste meu porto
tentando entender minha vida,
volto-me para dentro de mim mesma
já não tenho certeza de quem sou.

Novamente meu pensamento veloz,
para dentro de mim mesma
tento buscar tesouros perdidos
no oceano da minha vida.

Mar de lágrimas,
eis o que encontro,
nesse mar de lágrimas
naveguei até encontrar
um diamante que se formou
de uma lágrima de amor.

Amor que perdi...Amor que vivi...
Amor que senti em meu coração,
coração corroído, dolorido
Amor perdido... Amor não vivido...

Apenas restaram as lágrimas,
lágrimas ardentes, quentes
a mim, só uma lágrima restou!

Marta Peres

Palavras, Nada Mais


Palavras, Nada Mais

Palavras, nada mais que isto
frágeis, se espalham
com o vento.

Muitas vezes desnecessárias
sem sentido, palavras a se
consumirem no tempo.

Não é preciso palavras para
ter você em meus braços,
o silêncio fala por nós,
o tempo, só o tempo
é necessário.

Como queria estar em teus braços
provar dos teus beijos
sentir de sua boca o desejo.

Não diga nada, palavras,
para que servem?
Encher o tempo
que era para te amar?
O amor não precisa de palavras!
Soam falsas,tolas palavras
que ferem, ferem como punhal
punhal que mata.

Já me cansei,
não quero mais ouvir
palavras que machucam
palavras pontiagudas como setas
prontas para ferir.

Vou deixá-las ao vento
palavras sem significado,
vou tentar esquecer,
não quero trazê-lo pela mão
tudo isto machuca o coração.

Não mais pensarei em você,
não direi mais palavras
nenhuma só palavra,
já não quero cobrir-te de beijos
matar o desejo que me faz feliz.

Foram palavras,
equivocadas, palavras
pronunciadas em momento
de loucura, de dor.
Palavras impensadas
com garras afiadas,
felinas tal qual animal,
horror.

Palavras,
ditas, depois, desditas
num profundo olhar onde meus olhos
de tanto chorar não souberam ouvir
meu coração.

As palavras foram ouvidas
pois foram pronunciadas,
meu amor ferido sem compreender
a imensidão de minha dor.

Marta Peres

Alma Gêmea


Alma Gêmea

Pensei ter encontrado minha alma gêmea,
alma de minha alma que busquei toda uma vida,
toda a eternidade.
Alma que seria a flor de doçura,
sublime estrela caída dos céus.
Sigo só, sem minha luz
caminho por caminhos tortuosos
vou devagar,sem meu amor
e meu coração cheio de espinhos.
Alma minha gêmea por onde andas?
Qual caminho seguiste sem mim?
Qual sol está a aquecer seu corpo?
Seu sorriso, não o tenho, onde encontrar?
Onde encontrar seu sorriso,
encher meu coração de flores
matando os espinhos
que nele habitam!
É a minha esperança em dias melhores
em sol na minha vida.
Sem você, minhas noites são tristes
meu céu escuro e os dias são frios.
Volte para mim,
tire-me desta agonia em que vivo
com você terei calor
com você terei amor!

Marta Peres

Um dia a gente aprende


Um dia a gente aprende

Não sabes menina,
enxuga teu pranto
deixa a mostra teus encantos
o sol brilha amanhã!

Não sabes menina,
depois da noite vem o dia,
depois da escuridão brilha o sol
espera, que o sol já vem.

Não sabes menina,
tem gente do todo jeito,
gente que está do lado de lá
gente que nos faz sofrer
gente que sofre por nós
gente que nos machuca
gente que nós machucamos
gente que nos engana
gente enganada por nós!

Não sabes menina,
a vida é mesmo assim
o melhor é deixar como está,
se existe gente que aprende
um dia aprender vai a gente.

Marta Peres

Luz do Caminho


Luz do Caminho


Quando dei por mim o amor já havia acabado
Sofri!
Por ter vendas nos olhos não consegui enxergar
Chorei!
No lago eterno da vida pensei me refugiar...
Não seria correto!
Entreguei-me nos sonhos do teu olhar!

Nosso amor era puro, hoje nada restou.
O sangue cobria minhas faces de tanto chorar
sofrer a dor dilacerante que rasgava em meu peito,
onde andará a coragem de viver!

Ah! fui enganada pela alma...
Vivi como pobre amadora!
Nem mesmo posso contar com a força que supus ter!
Tornei-me errante...de mim mesma...

Quero retomar o curso da vida, sem marcas.
Quero a alma limpa, pura
quero algo que contagie
quero buscar a luz para iluminar meu caminho.

Marta Peres

Motivo do Amor


Motivo do Amor

Te Amo!
Te amo , porque puseste calor em minha alma
e passaste pelas minhas fraquezas sem as ver.
Te amo!
Te amo, porque me deste teu amor sem nada
pedir de mim,
porque mostraste a mim as belezas que
ninguém antes de ti conseguiu mostrar,
conseguiste ver em mim beleza que ninguém
antes conseguiu ver.
Te Amo!
Te amo, porque entregaste a mim uma rosa
não apenas uma pétala a voar pelo vento.
Porque me deste um jardim inteiro
cheio de aromas,
com rosas e espinhos para lembrar-me
de ti.

Marta Peres

Mãe


Mãe

Tens o cheiro das rosas
mais belas do meu jardim,
rosas em botão, flor ao abrir
principalmente quando você sorri.

Ao teu lado mãe,
sinto-me balançar em uma rede
que leve, dança numa tarde de verão
sem relógio nem agenda.

Ao teu lado sinto-me criança
comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete
ou melando os dedos com o algodâo doce.

Mãe,
tens o dom do amor, o dom de amar
num amor sem condições, sem barreiras.
Um amor sem resistência, só doação.

Mãe,
tens o cheiro das estrelas
aquelas que Deus acendeu no céu
que continuam perfumando nossas vidas
com o cheiro do pequeno frasco do amor de Mãe!

Marta Peres

Escolha Torta


Escolha Torta

Nada tenho além de você
Queria ter a certeza
mas vivo na incerteza
de ter você!

Estou sofrendo pela renúncia
acho as vezes que é loucura
mas preciso de alguém que valorize
o que sou, não o que posso ter...

Que me veja como ser humano
como pessoa completa, que abusa
dos bons sentimentos
repleta de desejos.

Não brinque com meus sentimentos
são puros,com eles cresço,
não queira que eu mude
mas que seja sempre a mesma!

Se não pode oferecer o que preciso
solto as amarras, deixo-o partir
seguir o caminho torto que
por si, escolheu!

Marta Peres

Caminhos de Mim em Mim


Caminhos de Mim em Mim

São meus caminhos
meu corpo todo dolorido
parecem farpas finas do espinho
do cascalho.

Queima minha alma
como queimam pedras nos pastos,
nos campos
parece incendiar
como incendeiam cidades
caminhos, os sonhos.

Neste meu caminho,
no chão
desenho meu mapa de liberdade
de grito de independência
de vida.

Já passou,
passado, presente não existe mais
todos se foram
todos virão
nesta encruzilhada onde muitos
passaram fico eu,
triste, só,
deixo marcas profundas
sigo o canto do pássaro
trancado na gaiola
meu verso é livre, voa
num vôo inconformado da paixão.

Marta Peres

domingo, 2 de março de 2008

Novos Talentos!



Poeta Beri Oliveira!

Todo amor que lhe inflama a alma Beri Oliveira leva para a poesia usando a força de sua imaginação, nos sentimentos e anseios.




A poetisa Beri Oliveira é outro nome que vem despontando dentro deste imenso jardim poético.


Nome: Maria Berizomar de Oliveira Silva
End: Av. Jorge Teixeira, 905
Bairro: Candeias
Cidade: Vitoria da Conquista
Est: Bahia


Biografia:

Maria Berizomar de Oliveira Silva

Nasc: 18/12/1948

Cidade Natal: Cajazeiras_ Paraíba



Viveu em Jequié-Ba

De 1959 a 1963

Onde participava de teatro infantil escolar



Residente em Vitoria da Conquista

Desde Julho 1963



Começou a escrever aos 10 anos idade, e foi guardando os seus escritos, pois tinha receio de não serem poesias, um belo dia ao ler uma historinha infantil viu semelhança com um dos seus rabiscos, então ficou feliz em saber que ela poderia ser uma escritora e poetisa.

Em 2002_ começou digitar seus poemas no site-orkut, e em grupos MSN. Publica seus textos em alguns sites e comunidades.



http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3317

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/berioliveira

http://www.usinadaspalavras.com/ler.php?txt_id=39571

http://www.dominiocultural.com/dados_colunista.php

http://www.planetaliteratura.com/?view=artigos&colunista=1110

http://www.overmundo.com.br/perfis/berioliveira

http://berizomaroliveirasilva.blogspot.com/

http://www.blogger.com/profile/35135308

http://ramozire.spaces.live.com/default.aspx



Primeiro a participar

2o. Concurso de Trovas da, 10/10/2007. UBT-MARANGUAPE

DIPLOMA PARTICIPAÇÃO ESPECIAL UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES SECÇÃO MARANGUAPE ACADEMIA DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES DE COLUMINJUBA _ ACLA



Segundo a participar

CONCURSO DE PRIMAVERA DA POEMAS À FLOR DA PELE

http://www.orkut.com/CommMsgs. aspx?cmm=12590356&tid=2555006835332002020

Certificado do concurso de primavera.jpg



Terceiro a Participar:

ANTOLOGIA ESCRITORES BRASILEIROS - E AUTORES DE PAÍSES DE LÍNGUA
PORTUGUESA - 6ª Edição

ORGANIZADOR E EDITOR:
Ricardo De Benedictis
Presidente da Academia Serrana de Letras
Presidente da APOLO - Academia Poçoense de Letras e Artes
Cônsul de Poetas Del Mundo em Vitória da Conquista – BA




MANHÃ PREMENTE...

Somente a cálida manhã me desperta
Envolvendo-me em turbilhões de sonhos
Às vezes serena, ou entre tumultos perplexos
Inebriando no penetrar de suaves sonhos,

Ouço, não muito longe como em sonhos!
O som, o refilar de cântico da cálida manhã,
Que aos poucos parece aproximar-se,
E mais a mais o sinto, envolvo-me aos poucos!

E minha mente tordoa-se a fundo...
Ritual... Cântico perene ouve em silencio
Escuto mais afinado... Percebem-se os tons
Orvalhos caem... Manhã enfim!

Maravilhoso, lindo... Quão despertar do sonho!
Reativando-me... Bocejo... Me desperto!
Um despertar sereno. Sorrio feliz!
Olho em volta... Respiro profundo!

Da janela uma réstia de luz clareia
Que mais a mais penetra num impulso,
Por fim amplo manto do dia, o SOL!
Manhã premente...
Manhã de Sol, manhã de amor...

Berioliveira





DIVINO PAI CRIADOR_

Divino Pai Criador!
Permita-me amá-lo e reverenciá-lo
Por toda minha existência.
Deixa-me segurar firme em vossas Sagradas Mãos
Direciona-me pelos caminhos da LUZ
E que a mim seja permitido servi-lo e amá-lo
durante todos os dias da minha vida.
E que eu possa com a Vossa Bondade e Perfeição
ser um instrumento da Vossa Fé... No que me for possível
ajudando e amando os nossos semelhantes, de forma mútua
dentro dos Ensinamentos do Vosso Filho Jesus.
E através da Oração dá-lhes um conforto Espiritual,
aos que atrozes desvendam-se nos caminhos da escuridão.
Divino Pai! Preencha meu coração e o meu Espírito
da Vossa Divina Misericórdia e Fé,
e permita-me repassar aos nossos irmãos,
o consolo nas palavras
do Vosso Divino Filho Jesus...
Que assim seja...
Amém

Berioliveira



LAMENTOS DE UMA ADOLESCENTE

Sinto-me triste... Oh melancolia,
Nem mesmo sei o que sou
Quero falar tudo de mim...
Más não sei nada me sai!

Sim... Talvez seja isso!
Não... Não sei mais o que pensei,
Sei que sou triste, infeliz? Talvez!
Quero ser feliz... Más não o sou.

Existe algo a me impedir,
Não sei bem... Oh memória ofusca!
Más pra que ser feliz longe de tudo
Sou como as almas adormecidas...

Do meu sorriso brotam tristezas,
Risos forçados que de mim nascem
Denotam infinda lucidez...
Nem sei mesmo ao certo o que é!

Pra ser feliz eu tenho tudo,
Minha mãezinha, meus manos tenho,
Mesmo assim eu sofro muito
Desde quando? Não sei! Confesso... Sofro

Só sei que sou triste assim!
E por ventura, desconsolada sou...
Tento falar o que sou enfim...
Tento explicar, o que não sei, enfim!

Por mais que esforce nada me vem
Quero esborrar minhas tristezas assim!
Procuro em vão do fundo a raiz,
Más não encontro, nada vejo... Nada!

De o meu peito Isa desabrochar,
Tudo aquilo que me corroem no íntimo!
Então serei feliz, cantarei felicidades,
Do sofrer, clamores me libertarão.

Eu quero contar más não sei bem confesso;
Sofro a dor da ilusão constante,
Sinto ciúmes de vidas felizes
Se ao contrário a minha vida é triste!

Perdão oh Deus... Suplico-te
Em confessar meu sofrimento assim,
Más eu não pude silenciar em mim,
Essa amargura... Esse sofrer de dor!

Más se um dia eu encontrar,
O grande mal que me atormenta assim...
Então verei e com razão...

Por que sou triste, e por sofrer assim!
(03/07/1969)

Berioliveira




V I V E R II

Vida! Continua um enigma, é tão difícil viver!
Vale então decifrar tamanho mistério!
Vida, nos da esperanças e às vezes nega.
Em verdade nem sabemos como surgiu.

Viver, não vale a pena viver! Ou vale?
Somos apenas uma sombra na vida
Como sonâmbulos seguimos a vida!
Nem sabemos ao certo aonde iremos!

Afinal vida, em que principio surgiu!
Oh vida por que envolves tantos mistérios...
Sem definição... Sem começo, suposições!
Supracitado, só tens o fim! Más aonde vai?

Serás sempre envolta de mistérios! Sempre,
Sem respostas como tudo que nos rodeia
Nunca entenderemos ao certo tal mistério!
Por que és complexa! Misteriosa, sutil enfim!

Muitos tentaram decifrar-te... Pouco se sabe!
Viver a vida, nada é em vão, apenas vivemos!
Suposições existem, em época certa saberemos!
De te haverá definição, penso eu! Jamais saberei!



Berioliveira




O MEU CANTAR VIRA UM CONTO.

Canto, e nele ouço suaves sons vindos ao sopro do vento!
A sensatez de paz mistura-se em meio aos ruídos do vento, ouço sons!
Profundo e lentamente aproxima-se!
Sinto-o bem próximo suavizando aos poucos a minha dor! Adentra em meu ser, canto e lentamente concentro meu pensamento, canto!
Prossigo aos poucos quão vagarosamente ao ritmo do som, ruídos do vento.
Meu cântico me faz perplexa.
Sonho adentrando ao vento e assim prosseguindo meu cântico, através dos sons ao vento a suavidade é tanta que sonho.
Meu cântico planando ao vento... Prossegue em ondas sonoras, nesse balançar encontro a paz! A paz de amor num sonoro cântico... Eu sonho, bailo e canto! Canções profundas aos ventos, embalo de um meigo coração que vibra ao alento entre desejos e o sentir a voz do amor.
Sonhos, canto, bailam ao vento em risos sentindo vozes do amor rumo à felicidade! Minh'alma baila ao vento, em sons ao ritmo do cântico que sonho.
Nesse bailar intenso, adentro e pouco a pouco me volta saudades, saudosos tempos me faz lembrar outrora, choro de mansinho, choro! Sinto um aperto, pareço desfalecer, envolvo-me num abraço ao vento.
Sigo meu cântico aos sons do vento, encontro paz, amor... Sensatez total.
Ao som das ondas sonoras do cântico, bailando nessa busca entre os ventos,
A paz do amor, caminho do viver, sentir-me n\'alma livre, assim fazendo do meu cantar o meu grande conto em versejar meus sonhos e sentimentos nessa longa caminhada vividas em várias luas, uma vida realizada!

Berioliveira





N A T U R E Z A

Ao longo do caminho prossigo...
Sozinha, sigo lentamente e vejo;
Tudo aquilo que a natureza tem!
Inebria... Fascina... Fico parada!

Olho abstrato! Vejo a fundo...
Tudo que dela exprime beleza!
Ternura de viver, medo? Pânico enfim!
Tudo parece sorrir... Choram e cantam!

Como que unida ao coro... Unificam-se
De uma a uma. Levando a sua meta
Encantado e misterioso cântico!

Sinto exprimir do meu peito... Paz
Junto à Natureza sentindo no íntimo,
Fases do meu viver... O que dela exprime.

(_02/05/2007)

Berioliveira





MEU E S P E L H O...



Floresça, cante, ria... A onde for!
Saia dando a terra claridade,
Dê descanso às almas descansadas...
Quero que seja sempre celebrado.

Chores de manso, nele terás teu refúgio
Só à dor enobrece... Sofre sereno
A vida é longa, é triste enfim!
O mundo é sem piedade...

Da tua inconsolável amargura
Aprende a amar que amarás um dia
E, só dela terás a tua ventura

Sem um grito sequer tua desgraça
De te há traços tristezas inteira
Tua lúcida e constante companheira!


(_04/1964)
Berioliveira





SEGUINDO ESTRELAS

Tristezas, alegrias esperanças!
Para esquecer uma ingratidão...
Se um dia nesta vida atrapalhada,
Seja qual for a minha sorte marcada,



Seja ela na aflição, eu quero amor,
Nos sonhos, ou em nuvens de ilusão!
Envolver-me em um mar de felicidades,
Serei feliz mesmo que por um instante!

Inda passageiro me confortará quimera,
Sentirei sensação de haver passado a vida,
Desta pobre poeta infeliz e sonhadora!

E seguirei cumprindo meu destino...
Ai de nós, flores ingênuas, olhar cansado
Buscamos nas estrelas, os sonhos encantados...
Berioliveira
15/07/2007





S E N S A T E Z


Como é difícil olhar na vida, a vida!
Senti-la perto quando a queremos...
Como é difícil olhar no mundo... O mundo!
E ser alguém, quando o queremos ser!

Como as estrelas em salpicados,
Sentem envoltos meus sonhos vis...
Sinto na glória... Vigor desfeito!
No coração minha\'alma inteira sofre

De pulsação meu pobre peito chora,
Treme em perpasso, com meu tormento sofre,
Vivo enfim, cheia de amor, de dor assim

Também na luz, inspirações tão belas,
Levo na vida, minha tristeza além...
Como é difícil, sentir-se na vida apraz!

(_26/12/1969
Berioliveira
15/07/2007




A M A N H E C E R.. .


Manhã...
Rompe a madrugada,

Impulsos d´ave do coração
Um sibilar de cântico
Tão mavioso nos traz a paz
Madrugada expõe-se enfim

E primavera de paz, de amor
Olho em volta tudo parece sorrir
Estou feliz, sinto-me enternecer
Suspiro serena, sinto-me tranqüila
Ah quisera sentir sempre esta paz
Volver em mim, uma nova vida,

Como esse novo sol que desperta
E levemente da veneziana penetra
Pequenina brisa roça-me a face
Levanto-me e fico a olhar pela janela
Aquela paisagem maravilhosa encanta-me

Pássaros voam felizes, cantam
Tão lindo cântico que a natureza treme
Unindo-se ao som num sibilar extremo
Saudável o ar, respiro livre. Sonho
Sinto-me renascer, finalmente vivo!
Um novo sonho, uma nova paz
Não muito profundo! Pra não sofrer mais

Apenas um pouco para viver tranqüilo
Quero viver cantando como o gorjear das aves
Quero sentir a paz,
Esquecer nela a dor
Como a primavera renascer,
Viver prosseguir
Sem ver à trégua,
Distância mistura de tormentos
Somente a vida,
Apenas ela...
A nova vida além!

(24/10/2005)

Berioliveira

Somos Nós


Somos Nós

Nem todos acreditam
na força do pensamento
na coragem do amor
na vontade da paixão
na ciência da palavra
no saber que liberta
na ação que transforma
nem todos acreditam nos oprimidos
nos fracos
muitos só explorados
perseguidos
tristes
muitos estão desesperados,
desesperados do amor
outros já estão mortos,
mortos com um tiro
mortos para a vida
no coração da História,
na luta,
desigual
desleal
sem regras
sem obediência
a regras.

Marta Peres

Homenagem à Poetisa Soninha Porto!




Nossa homenageada a Poetisa Soninha Porto!

Com os ornatos de sua inteligência e sensibilidade segue sua vida, de
modéstia estampando sorriso nos lábios.
É poetisa brilhante, peculiar aos espíritos sensíveis, percucientes e analistas, aprimora no seu dia-a-dia seu admirável talento poético.



Soninha Porto, quem convive com você sabe bem do tamanho do seu coração.






MULHER
Soninha Porto

Inteira de seus filhos,
desenha origem e raízes,
despedaça brilhos,
adianta seus passos.

Colo, carinho seguro;
seios, o farto alimento,
abraços, o generoso abrigo.

Guerreia pelos campos,
sem medo, o impossível!
luta outros tantos,
a sina, trabalhar!

Mulher, imbatível!

Carrega mágoas
entremeadas de sonhos
Quer viver!

Mulher ágil,
às vezes temerosa,
outras, valente,
fragilizada por amores,
sem ser nada,
segue em frente,
sempre!

Mulher-amante,
Rosa perfumada,
em suspiros,
entrega delicado mel.

Se desdobra
sem medo da sorte,
se rende à morte,
cala o ontem,
trilha o agora
à espera do amanhã,
sua hora!!!!

Mulher.




SEDE
Soninha Porto

Borbulha o champagne
vultos se amam
embriagados de gozo

misturas de pele
suam taças
em essências e mel

química perfeita
desejo do abraço

dança a cama quente
bebe o suor
até que a sede
se satisfaça.





VOZ
Soninha Porto

Poeta, poeta
o mundo lhe é tudo

retém sensações
pedaços de alma
turbilhões

jeito de sair do silêncio
traçar quimeras
afetos e vozes

palavras, palavras
a vida
estremece nelas.



PÁSSARO
Soninha Porto

Verde bordado
da minha janela
galhos são laços
aprisionam o pássaro
ele canta num pé só
para mim...

provocação aceita
canto e danço
feito flor no jardim!




ONDAS
Soninha Porto

libertária travessia
ondas de cascalhos
que espumam brancos
pedras nos sapatos
machucam feito espinhos
marolas que me levam
a cruzar todos os flancos
deixando marcas
por todos os caminhos.



ELA
Soninha Porto

Lutadora.

Enfrenta o mundo
o desconhecido
sempre mãos estendidas

olho atento
coração aberto
força e coragem
muita imaginação...

lança sementes
fertiliza vales,
colhe a lavra
farta ou não

carrega a rosa única
rasgos de amor e dor
no ventre-imensidão.

Sofre
chora

dá pra ouvir seus ecos
é preciso prosseguir
mesmo em vão

Inspiradora.

O que mais se quer
pra tudo ficar perfeito
é o sorriso desta mulher






BORBULHAS DE AMOR
Soninha Porto

Deixarei este cara
trazer em si sonhos doces,
leves desejos de amar,
pois sinto em mim
seus sinais, sua voz.

Chegarei na noite orvalhada,
sem medo de sofrer,
abrirei os braços
só para sentir seus abraços.

Deixarei para trás o caos da vida,
Ele guardará segredos que são só seus,
escondidos nos baús da estrada.

Dançarei cintilada de estrelas,
aos acordes de violinos,
buscando sua face.

Cantaremos versos,
Ele oferecerá uma taça de vinho.

Amarei seus olhos em mim,
brandos sorrisos
mãos de suaves toques,
breve descanso à solidão,
até que chegue a madrugada.

Esquecerei minhas lágrimas,
Ele jogará as suas ao canto,
lentamente borbulharemos amor,
avivando chamas já esquecidas,
Conceberemos poesia.






AMANTES
Soninha Porto

ais à loucura
derretem castiçais

amantes soltos
entre a luz
que se agita

hálitos frescos
menta arteira
luar que excita

flutuam nus
quase loucos
em lençóis macios

brilha a madrugada
meio sem jeito
admira os namorados
alimenta seu vício



SURFANDO
Soninha Porto

Dobra os joelhos
pra todos os santos,
afunda nos charcos
sangrando existência.

Abissal incerteza,
viver ou morrer
entranhada de medo,
aceso nas entranhas.

Respingam ais,
estranhas poças
corroem o ser,
expulsam o não-ser;

vôos viscerais
da patética vida.

plana a fatigada alma,
margeia o prana
surfa mágoas,
mergulha no tubo
coberto de mar salgado:
as lágrimas.

Enxágüe limpa
esgotos da alma






ALMA POETA, POR ACASO
Soninha Porto

Coração palpita letras

procura abraço

mãos tracejam versos

o melhor traço

a alma atrevida

captura o que é bom

e veste poesia



Rio Grande do Sul é imenso celeiro de cultura, poetas renomados são filhos deste maravilhoso estado.
Dentre tantos temos Soninha Porto orgulho do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre.
Incansável batalhadora cultural, não mede esforços para o avanço da cultura no país.
Parabéns pelo trabalho social e cultural que desempenha, do virtual passando para o real, Soninha não tem fronteiras nem limites.

Poesia


Poesia

Tomei as palavras nas mãos
e as virei do avesso
dentro de um círculo imenso
do Universo da mente.
Usei verbo sofisticado
que bailava diante dos meus
olhos, da sonoridade poética,
embalei nos sonhos.
Sonhei!
Sonhos, primavera, quimera,
em letras combinadas,
enfeitadas de cores e nuances
essência do mar,
das florestas,
falando em prosa,num baile
de palavras
revelando a mágica,
sedução
vôo cortante na alma
do real sonhar!

Marta Peres

A Noite... e Tu...


A Noite... e Tu...

A noite quente me faz bem
mas queima meu peito
sinto arder os olhos
pelo calor infernal.

A luz que emana de ti
quando de mim se aproxima
deixa-me desconcertada
sei que é minha sina!

Marta Peres

“Mulher, sempre mulher!”



“Mulher, sempre mulher!”

Calada pela timidez vem margando
o fel da submissão, docilidade que
chega às raias da estupidez, mulher,
reaja, não se deixe anular!

Levanta esta cabeça qua ainda se
encontra baixa, lava suas dores,
com as lágrimas, abra os olhos para
a vida que é bela e é sua.

Não se iluda, calar, aceitar, baixar a
cabeça aceitando imposições é se omitir,
és mulher, és rainha.
Abra o peito, rasga o véu, imponha, viva!

Não deixa que a ilusão lhe arraste a um mar
de lama, viva a emoção de ser mulher do
século XXI que não se engana, luta com otimismo
e prazer, que tem objetivo e o persegue.

Deixa a brisa tocar seu rosto, sinta o quanto
é bela em qualquer idade, em qualquer situação
ou posição, mulher, sempre mulher!

Marta Peres

Meu Sonho


Meu Sonho

Já perdi a conta,
Nem sei mais por quanto tempo
Vivi a sonhar, sonhamos juntos
Entre carinhos que hoje,
São folhas mortas.

Nosso romance teve seu fim,
Jamais esquecerei,
Não sei se você vai esquecer
Tudo o que vivemos
Até mesmo do nosso sofrer.

Não chegamos a nos amar,
Nem quando nos encontrávamos
na calada da noite
e
abraçados fazíamos juras eternas.

Hoje, nesta vida obscura, triste,
Enfadonha,longe do meu amor
Vivo
Vida
Apenas vivo, sem sonho.

Marta Peres

sábado, 1 de março de 2008

Homenagem ao Poeta Nathan de Castro!



Estou homenageando o poeta Nathan de Castro por ser ele um lírico de grande inspiração, que se irradia nos belos poemas e sonetos.
Nathan, é orgulho de nossa querida Patrocínio, cidade criada para ser um patrocínio aos bandeirantes e a todos que iriam se embrenhar no sertão de Goiás, ou então se dirigirem para Paracatú.
Ler os textos de Nathan é um deleite. Muito nos comprazem ao espírito e ao coração as belas composições poéticas. Ele nos fala do belo em síntese de perfeita harmonia, equilíbrio e perfeição. Um apaixonado pela poesia, pensa que a poesia é necessária na vida do homem, para sua perfeita integração.
Postaremos aqui alguns poemas deste poeta ímpar.

Um pouco sobre Nathan de Castro!

Nathan de Castro
Nathan de Castro Ferreira Júnior nasceu em 23 de janeiro de 1954, em Olhos d'Água, município de João Pinheiro-MG. Passou a infância e a adolescência na bela cidade mineira de Patrocínio. Foi para a capital paulista em 1969 e depois de três anos em São Paulo, regressou a Patrocínio e ingressou na carreira bancária em 1975, especializando-se em cursos de relações humanas, finanças e áreas bancárias, o que o levou a trabalhar em diversas cidades de Minas Gerais e Goiás. Atualmente, tem residência em Uberlândia/MG.

Trabalhos Publicados:
Painel Brasileiro de Novos Talentos nº 9 – Câmara Brasileira de Jovens Escritores
1ª Antologia Cantinho do Poeta – Câmara Brasileira de Jovens Escritores
diVersos – Antologia do Grupo Pax Poesis Encantada – Scortecci Editora
Seleção de Poetas Notívagos 2001 – Scortecci Editora.
Antologia II Prêmio Literário Livraria Asabeça – Scortecci Editora.
Antologia Poética @teneu.poesi@ - Scortecci Editora.
Sentença de Um Poeta – Livro individual – Blocos Editora, 2003.
1001 Noites de Sonetos & Rabiscos - Livro individual - Scortecci Editora, 2005.


Apenas uma pessoa simples e mineiro metido a poeta. Apaixonado pela poesia, literatura, cinema, música e teatro.

Os amigos já podem adquirir o meu novo livro, 1001 Noites de Sonetos & Rabiscos na Livraria Virtual Asabeça:
http://www.asabeca.com.br/home.php


Poeta Argonauta

© Nathan de Castro

Poeta e argonauta, viajei
por entre nebulosas gigantescas.
Nadei em mar sereno de águas frescas
e em Êta de Carina me encontrei.

Marujo velho e amigo das estrelas,
ao brilho de Canópus me entreguei
para beber da luz e absorvê-la,
mas nada... Meu poema não achei.

E náufrago dos sonhos e dos versos,
hoje procuro em terra a embarcação
para voar meus dias no Universo

com rimas simples, paz no coração...
E resgatar minh’Argus submersa.
De dia, sol. De noite, outra canção.

Soneto Criança
© Nathan de Castro

Eu sou criança, sei contar estrelas
e elas me contam versos de voar...
As noites de quintais são sempre belas
quando as nuvens retornam para o mar.

Preciso apenas de umas passarelas
de cores vivas para desfilar
o amor, a paz, a vida e as aquarelas
que a lua me ensinou a desenhar.

Não quero a fome, a sede, as tristes bombas
e nem os nevoeiros, feitos sombras,
nos olhos dos meus pais... Felicidade

é um passarinho livre no arvoredo,
é caminhar ao sol sem sentir medo
e adormecer no chão da liberdade.



Luzes
© Nathan de Castro

Eu sei a lua, o sol e a cor dos teus cabelos,
quando na noite a estrela vem me brilhar versos.
E a cada linha e a cada ponto, em teus reflexos,
transcendo a dor e acendo as letras de escrevê-los.

Misteriosa brisa acalenta as imagens
e nas manhãs despertam rimas no teu corpo.
No cais, um barco atraca sonhos no meu porto,
o mesmo sol, a mesma lua... E essas miragens.

Eu sei o veio e o rio da paixão que emboca
águas de cachoeiras, lua, sol e os medos.
Eles espelham luzes de um beijo na boca.

Sei um poeta e, agora, as penas destes dedos
voam nas folhas brancas de estrelas — gaivotas —,
para que à noite eu durma em paz, com meus segredos.

Senhora Solidão
© Nathan de Castro

Senhora Solidão, aceite o abraço
deste poeta amigo e de um só tema.
Venha dançar comigo no compasso
descompassado e aflito do poema.

Valsando a madrugada, a vida passa
no ritmo envolvente das serestas.
Senhora Solidão, permita a graça
deste velho bolero sem orquestras.

Dona de mim, eu quero esse perfume
e o ombro nu com cheiro de pecado.
Dois pra lá, dois pra cá, corpos em lume

incendiando a noite da cidade.
Senhora Solidão, não me acostume
na dança atrapalhada da saudade.


A Sustentável Leveza de Ser
© Nathan de Castro

Se a rocha me oferece um novo verso,
o caminho que sigo leva ao chão
das palavras perdidas no universo
dos amores que o tempo disse: não!

O destino, traçado desde o berço,
não aceita o acaso, e o coração,
quando pedra, só serve de adereço...
Bate o passo e o compasso da razão.

Na calada da letra, o pensamento
segue a rota das rimas de algodão:
branco, leve, perdido e solto ao vento,

sem um ponto final para a canção...
Nos acordes da música, o elemento
tem o peso e a massa da paixão.


Soneto ao Coração
© Nathan de Castro


Antes que o nada em nada se transforme,
deixo um soneto tolo ao coração,
que tanto amou sem reclamar da enorme
parede que escrevi sobre a paixão.


E antes que o corpo em vida se deforme,
agradeço a fiel dedicação,
mas por favor te peço, agora, dorme.
Permita-me uns minutos de razão!
Preciso caminhar em liberdade,
sinto-me prisioneiro das saudades
e as minhas asas pesam como luas...


Ah! Velho coração, a nossa estrada
precisa de uns instantes de alvoradas,
para acalmar o tempo e as suas gruas.



Psicanálise
© Nathan de Castro

Desculpe-me, doutor, mas os sonetos
carrego há muito tempo e, de reboque,
levo a paixão por Ela e um velho Rock,
que canto pelas ruas dos meus guetos.

Meu tratamento exige o eletrochoque
e a camisa-de-força dos quartetos.
Não volto para a terra dos insetos,
lá não tem nada e aqui me sobra estoque.

Eu não sou louco, apenas sou poeta.
Alado, eu sei, mas lúcido e moderno:
preste atenção no vinco do meu terno!

Deitar-me no sofá não me completa,
— ah! Esqueci a gravata borboleta —
que mais dizer, doutor, se sou eterno?


Salamandra
© Nathan de Castro

Tem uma salamandra atrapalhando o verso,
e a rima do soneto chama a cantoria,
para brindar à noite e lapidar o dia
com as cores da tarde e frutos do universo.

Os passarinhos buscam as canções do berço,
as árvores se encolhem, trêmulas de frio,
e o meu poeta louco aceita o desafio...
Ele não sabe a letra sem rezar o terço.

A mariposa, o sal, o encontro, a água e o fogo
carecem de poesia e luz para que o jogo
de palavras não falte nas canções de amor.

Se há tempo de esperança, então que seja logo!
A música do vento exige nova flor,
e o relógio não sabe o verso e o seu sabor.



Ave, Poesia!
© Nathan de Castro

Se o verso bate à porta da emoção,
abro o poema e chamo a ventania.
As penas das tristezas, na canção,
parecem-me mais leves co’a sangria.

Os pássaros, nos passos da estação,
soltam os seus trinados e a harmonia
da nuvem, com a tarde de verão,
deságua um temporal... Ave, Poesia!

Silêncio na palavra!... O sol descreve
o romance do encontro co’as estrelas,
e o Verso abraça a noite do planeta...

O instante é primoroso, o olhar tão breve,
que o lusco-fusco, a brisa e as aquarelas
não cabem nas palavras de um poeta.


À meia-taça
© Nathan de Castro

A lua à meia-taça me incendeia,
clareia a noite, a dor do pensamento,
e um verso de saudade agita a veia
poeta, que acompanha o movimento.

Estrelas piscam lágrimas de areia
distantes do teu colo, e o firmamento
celebra a madrugada e trapaceia
com as cartas marcadas pelo vento.

É preciso bailar!... A lua exala
o teu doce perfume ao som do tempo,
eternizando os sonhos de poesia.

Bolero, nossas noites são de gala!
Contigo a dança é mais que passatempo,
é um verso de acender a luz do dia.


Soneto em Branco Preto
Nathan de Castro

No espaço do passado, este quarteto
caminha pelos palcos de um enredo
que encena o teu sorriso e este meu medo:
morrer de amor. Dispenso o cianureto,

prefiro a morte lenta — em branco preto —
para aprender as galhas do arvoredo
e um dia reencontrá-la ao sol, bem cedo,
nas nuvens que circundam o meu soneto.

E quando a luz soar os meus badalos,
para que eu viva a paz da eternidade,
permita-me, oh! Senhor, esta saudade.

Deixa que eu leve os sonhos, a poesia
e as emoções que o verso propicia
ao me lembrar dos lábios tão amados.



!!!Sábado!!!
“Porque hoje é sábado”
uma borboleta amarela
pousou no meu quintal.
“Porque hoje é sábado”
tem muito colorido lá fora,
muita luz, muito verde
e muito sol...
Não gosto desses dias de sedução.
O meu poeta sempre aparece
com a mania de cantar
esperanças, e sabe perfeitamente
que aprecio as combinações.
O cinza no peito não combina
com o amarelo e muito menos
com todo esse colorido
da estação.

Nathan d Castro


Soneto para dizer nada
© Nathan de Castro

Somente o verso acalma o meu poeta
e acende a passarada das manhãs.
Voar fica mais leve se a caneta
sabe a saudade e o gosto das maçãs.

O amor foi um presente e me completa,
mesmo perdido e longe das canções...
A vida sem paixão é paz deserta,
sem lágrimas, perfumes e emoções.

Feliz, busco a palavra que não disse,
e digo nada... E nada é muito mais
do que todas as letras que cumprisse,

para enfeitar meus cantos madrigais.
Tenho a emoção do verso e essa doidice
de ver uns colibris nos meus umbrais.


Sol /// Canção da Flor
Não sei das doces cores da paixão.
Ensina-me o sorriso dessa urgência,
que bate no meu peito e sem clemência
toca uma flauta, um surdo e um violão.

Ensina-me o caminho dessa ausência,
que, há tantos anos luz, me estende a mão,
por não saber do azul, tanta querência...
Por não saber dos frutos da estação.

Dá-me a florada, e o pólen da loucura
que enfeita o teu sorriso e o teu olhar...
Por tanta areia, enfrento essa aventura,

por tanto sol, me entrego ao navegar
e para que a canção cumpra a ventura,
em versos - beija-flor - vou te buscar.

Nathan de Castro


Devaneios
Não rabisquei poemas no teu colo,
mas deixei nele as marcas dos meus dentes,
e foram tantas marcas que o consolo
dos beijos se fazia sempre urgentes.

Não naveguei canções no teu pescoço,
mas afoguei a língua nas enchentes
dos veios transbordados no alvoroço
das chuvas de cristais incandescentes.

Hoje o silêncio é amigo dos sonetos,
que se vestem de estrelas, sem poesia,
— Poesia é o sumo doce dos teus seios —,

mas neles guardo os sonhos incompletos
e cumpro a sina e solto a cantoria,
tingindo de saudade os devaneios.

Nathan de Castro

Parabéns Poeta Nathan


© Nathan de Castro

Se o destino é um caminho obrigatório,
sigo em frente na dor da arribação,
mas nos versos rejeito os repertórios
que não sabem a flor de uma paixão.

Mesmo quando a emoção veste o cenário
com as cores escuras da estação,
corro atrás dos meus sonhos, - sou de aquário -
e ao acaso inda beijo a tua mão.

Ao meu louco ofereço um sanatório
de sonetos, com rimas de algodão,
insistindo em dizer que é temporário

este mar de agonia... A escuridão
não me impede de gritar: - Sou o otário
mais feliz quando o assunto é o coração.


Saudade
© Nathan de Castro

A saudade não mata!... Apenas faz estragos
nas ramas da poesia que se faz presente
e, a cada primavera, inventa novos lagos
para abrigar as lágrimas do tempo ausente.

A saudade é a esperança de beijos e afagos,
a língua do silêncio no olhar de um repente.
Carícia da paixão que sorvemos aos tragos,
para dizer que o amor é doce, tinto e urgente.

Quão rico é o paladar de vinte e tantos anos,
a rosa, a serenata, o vinho das adegas
e o brilho do poema em versos soberanos.

Saudade é qual as notas tristes de um piano,
um dedo de palavra ao tempo das entregas...
O vento que balança as águas do oceano.



Luzes

© Nathan de Castro

Eu sei a lua, o sol e a cor dos teus cabelos,
quando na noite a estrela vem me brilhar versos.
E a cada linha e a cada ponto, em teus reflexos,
transcendo a dor e acendo as letras de escrevê-los.

Misteriosa brisa acalenta as imagens
e nas manhãs despertam rimas no teu corpo.
No cais, um barco atraca sonhos no meu porto,
o mesmo sol, a mesma lua... E essas miragens.

Eu sei o veio e o rio da paixão que emboca
águas de cachoeiras, lua, sol e os medos.
Eles espelham luzes de um beijo na boca.

Sei um poeta e, agora, as penas destes dedos
voam nas folhas brancas de estrelas — gaivotas —,
para que à noite eu durma em paz, com meus segredos.


Não Aprendi a Voar

No silêncio das pedras de um riacho,
rabisco estes sonetos sem sentido,
e as letras nas encostas do penhasco
são lascas dos meus versos distraídos.

Cascalhos que colhi nas águas rasas
do leito assoreado de um cometa:
não aprendi a voar, não me dei asas,
voar, voei!... Loucuras de poeta.

Voei de braços dados com estrelas,
ao som do mar e ao sol de sal e areia,
num vai e vem de luas e aquarelas.

Hoje descanso os passos na palavra,
à sombra da poesia e, volta e meia,
acordo olhando a terra pendurada.

Nathan de Castro

Soneto para Flauta e Caneta

© Nathan de Castro

O som da flauta doce baila na colina,
e ao pé do jatobá copado de saudades,
preparo a solidão da noite de ravina,
relembrando enxurradas e antigas paisagens.

Como era belo o verde nos pés da campina!
E os canários do reino de felicidades
soltando os seus trinados na tarde menina,
sem saber o apetite do mar das voragens!

O canto dos riachos nos trilhos das matas
embalava os sonhos de fogo e queimadas,
à margem dos canteiros de belas serenatas.

Silêncio e imensidão no mirante poeta
e o sopro do passado contando as passadas.
Na mágica da música, os sons da caneta.



Soneto Breve
© Nathan de Castro

É breve o tempo e a música que toca
na brisa das manhãs de passarinhos,
soprando esta vontade dos caminhos
do corpo, e o beijo doce em tua boca.

É breve este soneto em desalinhos
que a mão do acaso afaga e não retoca
e o verso aceita o risco que provoca
delírios nas canções dos nossos linhos.

Silêncio nos lençóis. Ficaram marcas,
a frase, o porto e a aurora apaixonada
brincando nas paixões da madrugada.

Não sei quando partiram nossas barcas,
só sei da eternidade da alvorada
que acende esta saudade e a passarada.


Galope
© Nathan de Castro

Pra galopar no azul do meu cavalo alado,
encilho o verbo, busco as trilhas dos sonetos
e troco as ferraduras do tempo passado,
pois do passado eu quero apenas esqueletos.

Arreio a sela, aperto a cilha nos quartetos,
confiro a tralha, monto o baio nas esporas
e solto o tempo e as rédeas dos meus desafetos,
pois desafeto ao vento eu corto em poucas horas.

Cavalgo a liberdade e estradas sem porteiras,
levando no embornal os versos de outras beiras
e uma cabaça co’água fresca da nascente.

Descanso os pés no estribo e vôo nas palavras
e, quando o som da rima espanta a passarada,
tiro o cabresto e o verso alegre segue em frente.

Soneto da Madrugada
© Nathan de Castro

A noite maga conta a sua história
com nuvens carregadas de mensagens,
e a terra agradecida bebe a chuva
em copos de cristais e poças d’água.

O vento agita as folhas da memória,
reescrevendo as telas das paisagens,
e a mão da madrugada veste a luva
dos sonhos da poesia que deságua.

Silêncio! A chuva passa e a paz alcança
o ritmo das luas do planeta,
e um grilo a cricrilar com voz poeta...

O verso entende... É hora de criança
dormir, pois amanhã tem nova dança
com sóis de primaveras na ampulheta.



Bailado do Amor Maior
© Nathan de Castro

... E, grávida, de amor, se fez paixão
e ao seu silêncio ousou toda a beleza
das luas, tantas, quantas... Da certeza
do véu que envolve a mágica canção.

Barriga... Seios... Ah! Doce estação
que encanta-se em poesia; a Natureza
faz festa e exibe os polens da indefesa
Flor que sussurra um verso de algodão.

Como explicar o gozo do momento
de luz no seu olhar, se o encantamento
é bem maior que as rimas do Universo?

Se em sonhos eu lhe vejo solta ao vento,
num bailado de Lua... A vida, o berço...
Nós, astros refletidos num só verso!?



Devaneios
© Nathan de Castro

Não rabisquei poemas no teu colo,
mas deixei nele as marcas dos meus dentes,
e foram tantas marcas que o consolo
dos beijos se fazia sempre urgentes.

Não naveguei canções no teu pescoço,
mas afoguei a língua nas enchentes
dos veios transbordados no alvoroço
das chuvas de cristais incandescentes.

Hoje o silêncio é amigo dos sonetos,
que se vestem de estrelas, sem poesia,
— Poesia é o sumo doce dos teus seios —,

mas neles guardo os sonhos incompletos
e cumpro a sina e solto a cantoria,
tingindo de saudade os devaneios.


Chorinho
© Nathan de Castro

Eu choro porque a Natureza chora
e a Natureza é amiga dos poetas...
Chorar num ombro amigo me apavora,
mas sei que ainda existem borboletas!

Eu choro porque vejo o aqui e agora,
e choro pelos filhos das sarjetas...
Se não chorar, meu sonho se evapora
e o meu poeta quebra as clarinetas!

Portanto, choro lágrimas de estrelas
e enfeito as minhas páginas e telas
com flautas, violoncelos e pianos...

E choro, porque todas as janelas
abertas eu fechei sem escrevê-las
a tempo de estancar meus oceanos.



Soneto ao Coração
© Nathan de Castro

Antes que o nada em nada se transforme,
deixo um soneto tolo ao coração,
que tanto amou sem reclamar da enorme
parede que escrevi sobre a paixão.

E antes que o corpo em vida se deforme,
agradeço a fiel dedicação,
mas por favor te peço, agora, dorme.
Permita-me uns minutos de razão!
Preciso caminhar em liberdade,
sinto-me prisioneiro das saudades
e as minhas asas pesam como luas...

Ah! Velho coração, a nossa estrada
precisa de uns instantes de alvoradas,
para acalmar o tempo e as suas gruas