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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mauro Veras e ∟✿Emanoela C. Dosttfho


A mar ...


Amar fez laços e mágoas,
corroeu em naufrágio
o sal das minhas lágrimas
e meus sorrisos náufragos ...

fez estragos, caos

Amar fez-me perder o consolo de chegadas
e trouxe rios de partidas ...

arribação, bem e mal

Sucumbiram em belezas
as esperanças que um dia
conduziram-me a um porto...

Gaivotas bailando ao sol,
maresia no céu da boca da flor
do pescador em sua canoa,
na jangada jogando canções na areia,
coqueiros dobrando na praia
ao brando cântico de sereias ...

amar...

Recebeu, em derradeiro adeus,
meu corpo frágil
destituído de crenças,
partido ao meio

e, vejam só

deixou-me melhor,
fortalecido na alma,
renovado no corpo,
com forças para repetir
os mesmos devaneios ...

amar...


Mauro Veras


* poema resposta a "O mar", de Emanoela Castro



O mar...

O mar fez abraços d'aguas
consolo ao meu naufrágio,
mesclando ao sal das minhas lágrimas
minhas dores amargas...

O mar me fez canção de consolo
fez chegadas dos rios em suas marolas
arrebentação...

Sacudiu minhas tristezas
lavou minha desesperança,
conduziu-me a um porto...

Gaivotas,sol,
maresia,
pescador em sua canoa
jangada,
areia,coqueiros,
mar...

Me recebeu não como derradeiro adeus,
me recebeu corpo frágil
destituída de todas crenças
me embalou,
me fez retornar,
me pariu...

Me depositou na praia
enfraquecida fisicamente,
renovada,estimulada,
com forças para não repetir
os mesmos erros,
o mar...



∟✿Emanoela C. Dosttfho

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Parabéns Poeta TEREZINHA C WERSON


"VENCEDORA DO CONCURSO SCHOBA COM O POEMA "EU E DEUS"

Terezinha, você venceu o desafio e a literatura brasileira ganha uma nova poeta.
Parabéns poeta!
Parabéns amiga!
Parabéns Jane Rossi mentora e organizadora do projeto. Você foi o sol do caminho!

Marta Peres



"VENCEDORA DO CONCURSO SCHOBA COM O POEMA "EU E DEUS"



" EU E DEUS "

Tempestades, raios e trovões
Riscavam a noite escura.
Na escuridão da noite
Eu e Deus...

Caminhei...
Entre raios e trovões
Tempestade e vento forte
Na noite escura
Eu e Deus.

Caminhando ao meu lado
Segurando minha mão
A tempestade era chuvisco
Os raios eram apenas luzes
Os trovões a voz de Deus.

O vento só uma brisa
A escuridão era dia
E nesta caminhada
Só eu e DEUS...

TEREZINHA C WERSON

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MILAGRE



MILAGRE

A tarde caia mansa e linda!
Vou ate o mar e fico a meditar...
A noite chegou escura
Silenciosa... Medrosa.

Oro ao Senhor numa suplica!
Pai me manda uma fonte de luz
Nada vejo, sinto apenas as ondas
Levemente acariciando os meus pés.

Ouço barulho das ondas
Batendo nas pedras
Outra suplica
Senhor! Manda uma fonte de luz.

Milagre! O Senhor me escutou
O mar tornou-se uma maravilhosa
Fonte de luz.

O céu se abriu
Ouro puro
Céu e mar
Transformaram-se milagrosamente!
Numa fonte de luz
Belíssima! Divina.
Graças Pai.

Terezinha Werson

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

ENTREGA


ENTREGA
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A poesia foi o mote para a paixão
Levantou poeira
Mexeu e remexeu
Deu bandeira
Quando fez rima com o coração...

Compôs os versos com sentimento
Emoção no peito
Calor e ardor
Não teve jeito
O melhor foi entregar-se ao momento

E dessa entrega lúdica
A verdadeira poesia
viajou nas rimas
Descansou em temas
E refez caminhos de encantamentos

Chegou sorrindo
Vindo da viagem
Cheia de vontades
Trouxe na bagagem
O melhor poema e ofertou você!

Janete do Carmo / Marçal Filho
Sampa/Minas

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vozes do silêncio


Vozes do silêncio

O eco surdo do tempo
transpõe a fúria do vento
fincando esporas de dores
nas sombras que de mim
se apartaram

Lágrimas do silêncio
varrem de minha face
as infinitas luzes
das últimas estações

Madrugadas orvalhadas
espalham sonhos em arco-íris,
ressuscitando o sol da quietude
em cristal que se petrifica


Conceição Bentes

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ABSTRATO


ABSTRATO

Espero-te em botão
Para que me faças rosa
E ao despetalar-me
Enlaçar teu corpo
Tal guirlanda perfumada

Espere-me tépido
Como o sol se pondo
Beijando o horizonte
Na tarde finda, que anuncia
A noite, quase indefinida

Bailemos ébrios em nossa hora
Deslizando em fatias furtadas
Das imagens que de nós guardamos
Em um canto qualquer do abstrato

Ruth Maria Perrella-

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Primavera


Primavera

Nas asas da suave brisa
Flores delicadas se ondulam
Movem-se alegres no ar
Mostrando um agradável deleitar
Borboletas e abelhas voam
Brincam sobre suas pétalas
Anunciam a festa da vida
Dando a elas as boas vindas
No céu um azul translúcido
Pássaros cortam o vento
Rodopiam alegres chilreando
É a primavera chegando !

Sєlma DєL ßosco

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