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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Romance sem final indispensável!


Romance sem final indispensável!

Um livro de romance qualquer,
remete-nos sempre a sentimentos novos.
A tradução de vidas, ilusórias e singulares.
Que precisam de sua qualidade essêncial:
O toque de escritor que usa o refinamento da escrita...


A estória irreal contada com um leque de emoções.
Com o entrelaçamento de vidas que se cruzam,
para dar o sentido exato do real imaginário.
Um contexto de leitura como fonte de prazer.
Sentimentos inseridos em personagens ao nosso alcance.

Tudo é possível sentir, escutar e até vê.
A chuva torrencial ou o sol à pino expressam ...
O sentido temporal da vida desenrolada, como carretel.
Escuta-se até o dedilhado nas cordas do instrumento musical.
É possível escutar...com concentração.

Para ler a estória inventada,
é preciso acreditar nos filhos do tempo,
conceber o tempo longe dos relógios,
e o calendário inexistente, onde até fadas podem existir.
É a vivência paralela e desigual de seres fantasiosos.

Ao parar essa leitura singular,
pode-se voltar de muito longe...
Voltar a sua sala de visitas,
onde se encontra meramente sentada,
Era simples e vermelho o sofá.

Pode-se chorar por se ver na história,
estrelando o papel principal.
Ou simplesmente relembrar de nós dois...
E quem sabe até antever um desfecho final.
Aquele que pode delinear um final entristecedor.

Pode-se ainda prever um outro final,
com protagonistas em guerra ou em paz.
Presos em ratoeiras empoeiradas ou soltos em plena harmonia.
Com chaves que se perderam ou trancas que destravaram...
Até a morte ou até o final desse tempo sem data.

Vou escrever essa estória inacabada,
com o final que posso escolher,
com aquele cheiro de um café forte e fumegante,
e um ótimo contador de estórias na cozinha,
recolhendo seus vários livros ilustrados.

Mas ao deixar esse enredo sem um final,
há garantia de muitos finais imaginários...
Tristes, alegres, diferentes ou indiferentes.
Lembre-se que sua vontade principal é libertária.
Escreva e coloque seu ponto final.

Mônica Galdino,20.04.2008.

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