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domingo, 1 de março de 2009

Homenagem à Poetisa, Maria Flor!



Flor

Rosa Flor de amor purpúrea,
bela, dentro do meu jardim
colorido em azul, lilá,
branco e amarelo, cores

e flores que se espalham
exalando perfume. Cabelos
soltos ao vento, gira, sente
a leve brisa roçar a face.

Em seus devaneios sonha,
o pranto em riso transforma
e é doce tal qual tâmaras.
Suspira descansando nas areias

brancas,seu coração é mar calmo
como a tarde fresca, carrega
nos seios uma rosa azul anil
vestida. Qual Maria, deixa

escapar dos olhos uma onda
de bonança, piedosa e a flor
se torna bela à beira-mar.
E ela brinca nas águas do mar!

Marta Peres

Dedico a você minha amigamana!
Feliz Aniversário Poeta!

Partida...

Sou metade,
passado e futuro.
Parte de mim já se foi,
não me pretence.
Sou tudo
que ficou para trás.
Sou aquilo,
que o futuro me trás.
Desintegro-me
e me contruo.
Destruo-me
de novo,
sou metade:
resto
de mim.

Maria Flor!


Contagem Regressiva...

Tic-tac - tic - tac...
um novo amanhecer
de horas e horas
marcando o tempo.
Passos,
alegrias,
repassos,
nostalgias?
Tic-tac
passando
por paixão,
amor
e ódio?
É tudo ilusão!
Olhe-se no espelho:
você envelheceu!

Maria Flor!



Recordo...

Hoje, por acaso,
em pensamentos,
embalei-me de lembranças.
Senti o perigo
das brisas antigas
recordando o amor, nossas cantigas!
Consumida por soluços
perdi-me em desilusões
A vida perdeu o sentido.
Mas seu amor
dava-me vida,
com beijos que me possuíam.
Cada olhar parecia uma eternidade.
Agora... tenho apenas essa saudade...

Maria Flor!


Mais uma vez...Voei

Mais uma vez pousei.
Acreditei.
Descansei do meu vôo solitário.
O amor como um espantalho,
Me fez novamente voar.

Eu cansada de viver só,
Havia pousado apenas para amar.
Mas novamente,
Com um vazio no coração,
Voando do sul ao norte,
Estava eu na minha migração
Da vida para a morte.

Por que me abandonou a sorte?

Será que estou voando a frente?
Ou espera por mim a morte?

Mas antes que a vida,
As asas me corte,
Vou pousar novamente,
Esperando que o amor,
Desta vez me conforte.

Mais uma vez voei...

Maria Flor!

Carência...

É frustrante...
Procuro mas não encontro.
E encontro o que não procuro.
E entretanto,
Á meia-noite em ponto
As doze badaladas soam no escuro.
Permanece tudo na mesma.
Continuas incógnito no tempo,
Continuo sem sentir as mãos trêmulas.
E não vai ser um poema
Que vai desinfetar o choro,
Ou aquecer o sangue nas vias venosas...

Maria Flor!

1 Comentários:

  • Mana Querida,
    Tão bela homenagem só poderia vir
    de ti mesmo.
    Minha emoção aflorou nos olhos.
    Você é única,
    Você me faz Feliz!
    Sou Feliz pelo teu existir em mim!

    Beijos da Flor!

    Por Blogger Maria Flor!, às 2 de março de 2009 05:23  

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