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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Infidelidade


Infidelidade

O infiel, é infiel a si próprio,
pois trai o imo de sua natureza.
Se assim não fosse de fato,
admitiria ele ser traído,
sem nenhuma reação
de aversão ou braveza.

A traição é ato de covardia
e de absoluta mediocridade.
É a ousadia da impunidade
acrescida do vulgarismo,
de se nutrir em secreto
essa sórdida iniqüidade.

O respeito sempre será tudo
e a ninguém é dado o direito,
de dispor da paz do seu par,
de o ultrajar e o quebrantar,
ou mesmo, lhe imputar defeito,
a fim, de sua leviandade justificar.

"É impossível se servir a dois senhores".
Não é possível se servir de dois amores.
Não se é obrigado a ficar com ninguém,
mas se ficar, não fique, ficando com outrem.
Paixões, não são troféus que colecionamos,
como prêmios por nossas pessoais aptidões.

Antônio Poeta

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2 Comentários:

  • Pois é Martinha, por tal é que eu fico meio P da V com o Fernando Pessoa, que nos imaculou, com essa alcunha de fingidores. Eu quando compus "Infidelidade", tinha acabado de me descobrir corno (rsss), alíás, fiz na mesma semana um outro cujo título é "Sou um Poeta e Não Uma Arvore"... Fossemos nós uns fingidores, óbvio que não poetisariamos tais eventos, não é verdade?
    Rsss
    Adoro me ver por cá Super Marta!
    Beijos a vc e a todos os seus leitores!
    Antônio José

    Por Blogger Antônio Poeta, às 10 de agosto de 2009 20:10  

  • Olá Meu lindo grande Poeta ANTÔNIO POETA!
    "INFIDELIDADE"Lindíssimo e muito real!Escrito por você...é selo de qualidade de HOMEM...com H maiúsculo!Parabéns!Adorei!Sabe que eu te amo?rsrs
    Te adoro meu lindo!Beijos no coração!

    Parabéns a vc GRANDE POETISA MARTA PERES pelo seu trabalho lindo que desenvolve divinamente...com um deprendimento louvável!Te adoro!Beijos na alma!

    Por Blogger Marisa, às 10 de agosto de 2009 20:53  

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