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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Poeta José Bonifácio!


CARNAVAL

Carnaval, festa popular!
Onde não há limites e nem direitos.
Todos os amores são aceitos.
Nada pode a nudez sobrepujar!

Lamento, não posso concordar:
Minha nudez nas telas!
Da minha amada nas passarelas!
Então, pergunto: Seria isso amar?

A nossa nudez é secreta.
São fontes de nossa paixão.
Jardim de nossas delícias.

Assim entende meu coração.
Jamais vou expor minha predileta
Às nefandas e vis carícias!

José Bonifácio

CABELOS ESVOAÇANTES

Ao vislumbrar seus cabelos esvoaçantes,
Aportei-me naqueles fios sedosos,
Em encantos puros e maviosos.
Sentindo ser o mais perfeito dos amantes.

Seus lábios rosados,
Adornando seu belo rosto.
Prontos estavam para o proposto
Entre dois seres amados!

Já seus fixos olhares,
Com brilhos fulgurantes
Dominavam o meu ser.

Amando-me como dantes,
Em belos patamares,
Deixando seu corpo me pertencer!

José Bonifácio


BELOS PARADIGMAS

As flores ao se desabrocharem,
Descortinando os enigmas,
Dos mais belos paradigmas,
Prontas estão para amarem.

Que eficaz exemplo
Da bela natureza!
Exibindo força, amor e beleza;
Tendo a flor como templo.

Preciosidades abriga o jardim.
Uma autêntica fortaleza
De perfumes fulgurantes!

Ah, como amo essa realeza!
Pois, elegi uma flor para mim,
Para carinhos emocionantes!

José Bonifácio



LÁGRIMAS INFINITAS

Os ruídos altissonantes,
Provocados pelas saudades
Das belas preciosidades,
Dos seus carinhos arfantes!

Quão interessantes e belicosas
Apresentam-se suas carícias;
Que culminam em delícias
Nas atmosferas amorosas!

Seu corpo atraente
É tal quais ladeiras infinitas,
Íngremes e desejosas!

Oh, estradas inauditas
Forjadas na minha mente.
Cheias de obstáculos, mas gostosas!

José Bonifácio

O SORRISO ÁGAPE
Vera Nívea, querida!
Foi num momento triste
De minha simples vida.
Vi que o belo existe!
O seu pujante olhar.
O dinâmico sorriso,
Com a firmeza do falar.
Mostrou-me o que preciso!
A bela delicadeza
Mostrou o belo coração.
E a harmonia da beleza
Faz do seu nome canção!
Que Vera verdadeira!
A Nívea toda brilhante,
Confortou-me na eira
A verdade incessante!
Não devo procrastinar
A exaltar a tua beleza.
Nem tampouco olvidar
Sua insigne pureza!
Leal, você trabalha.
Longe da sinecura,
Desprovida de falha;
Sorrindo com doçura!
Ao Senhor Deus, sou grato
Por tê-la conhecido.
Não posso ser ingrato
Pois, notei ter vencido!
Que Deus a proteja!
Na sua bela vida
Aonde quer, esteja
Vera Nívea, querida!
José Bonifácio

O ROSTO DE FADA

O belo rosto de fada
O cenário abandonou
E ele... Disse: Amada...
À sorrelfa sustentou!

Tomado por forte frio
Ao regressar não a achou.
E o grandioso vazio
Sua alma machucou!

Ao vê-la a última vez
Estava agitada.
Nem um carinho lhe fez
E deu-lhe a roupa passada!

A pessoa de dura cerviz
Não quer ouvir a verdade
E permanece infeliz,
Na vil iniquidade!

Para aliviar a dor
Buscou a Deus em oração
E suplicou... Amor... Amor...
Ah, que triste lamentação!

De alguém desprezado,
Que sempre lhe deu amor,
E ao se ver abandonado...
Que terrível! Que horror!

Senhor, a fidelidade
À glória da palavra
É a imensa verdade,
Que este homem lavra!

Sustenta-o agora!
Dá-lhe vitória e prazer!
Senhor! Vem nesta hora,
Mostrando-lhe seu poder!

José Bonifácio


ATROZ DESPEDIDA

A atroz despedida,
Como o ranger das velhas porteiras,
Ecoava de várias maneiras,
Anunciando uma paixão incompreendida!

Meu corpo e alma dilacerados
Buscavam atmosferas saudáveis.
Agitavam em óticas desfavoráveis.
Tudo em vão! Estavam torturados!

Esgotaram-se os argumentos.
As palavras ecoavam perdidas
Diante da tétrica situação!

Mas, são duas vidas
Cheias de profundos sentimentos.
Entretanto... Sem forças! Sem ação!

José Bonifácio



O ALTAR DE DEUS

De Deus, o nosso coração
É o sublime e belo altar;
Sendo o lugar de excelsa adoração!

Ah! Nobre graça é estar
Na sua dependência infinita.
E ao Senhor Deus sempre glorificar!

Vivendo a Escritura bendita,

Como regra de fé e sempre amar!

José Bonifácio

A MUSA

Aqueles belos ombros,
Ardentes e delicados.
Surgiram nos escombros
Bem firmes e atrelados!

A típica fortaleza,
Com magistrais emoções,
Foi o que me deu a certeza
De belas realizações!

As lágrimas caíram
No recôndito puro.
Que os meus olhos viram,
Deixando-me seguro!

Que profícua situação
Da beleza do amor!
E não se tratou de paixão,
Mas do alívio da dor!

Algo raro e sensato
No espaço projeta.
Um delgado formato
À nobreza completa!

A grande apoteose,
Pela ágape ação,
Ocorreu por osmose
No fundo do coração!

Da predileta musa
Com lágrimas regadas.
Sem nenhuma escusa
Permitiu ser amada!

Deus é justiça e amor!
Ciente da verdade,
Cuidando-me com dulçor,
Deu-me felicidade!

José Bonifácio – 05 Fev 2005

1 Comentários:

  • Graça e paz!

    Marta, estimada poetisa, amiga e irmã em Cristo. Simplesmente, fiquei maravilhado com a reverência prestada sos meus simples escritos.

    Tão somente o Senhor Deus, através da sua excelsa soberania, poderá recompensá-la pelo prestígio que me tem dado.

    O fato marcante é que a sua pessoa tem sido, de uma forma celestial, uma espécie de alavanca propulsora na minha vida poética.

    Obrigado pelo reconhecimento dos meus trabalhos culturais. Bem sei, que estou emm processo de aprendizado. Sim, porque penso sempre estar procurando melhorar e, desta forma, tenho alcançado méritos em função do seu carinho e amor.

    Deus seja louvado!

    Obrigado, sim!

    José Bonifácio

    Por Blogger josebonifacio, às 6 de abril de 2009 22:33  

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