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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Poesia, Encanto da Alma!





























DIVA

De manhã se dizia lua,
á noite vivia o mar,
nadava nua,
lindo luar.
refletia raios de luz,
emitia chamas de anseios,
sua presença seduz,
surpreendente dança,
no compasso das marés,
balança os seios,
o corpo balança,
fases diversas,
saltos nos pés,
cabeça maliciosa,
tudo lhe interessa,
se vê tão gostosa,
amanhã será cometa,
agora só vulcão,
lava espalhando
pelo planeta,
devassidão
extrapolando
leis e razão!

[gustavo drummond]





TUA BOCA...

"É A FONTE INICIAL DOS MEUS DESEJOS;
NASCENTE LÍMPIDA DO AMOR FREMENTE
ONDE, ENTRE AFAGOS, SACIO-ME DE BEIJOS,
NUM LOUCO FRENESI DE AMOR ARDENTE...

QUANDO A BEIJO, ARDE O FOGO DOS LAMPEJOS
EU TEUS LÁBIOS CARNUDOS, RUBECENTES;
NOSSAS BOCAS, UNIDAS, EMITEM ARPEJOS:
SONS SENSUAIS DE GRADAÇÕES SEQUENTES...

APÓS, NOS ENTREGAMOS, POR INTEIRO,
AO AMOR COMPLACENTE E PRAZENTEIRO
AO BEL PRAZER DO CORPO E DAS MÃOS...

NESSE EMBATE DE AMOR E FÚRIA LOUCA,
NÓS VOLTAMOS A UNIR AS NOSSAS BOCAS,
LOUVANDO O AMOR, QUE NÃO SE FAZ EM VÃO!..."





(A.) J. Udine - 13-03-2010






ENIGMA

Na obscuridade do futuro,
os desejos flutuam como valsa.
Na escuridão do amanhã,
sob a luz do sol ou o brilho das estrelas
o enigma se faz em rodopios e,
defrontando o dia que se apresenta,
nos traz incógnitas como um vendaval,
que carrega tudo como plumas de desejos
que se desfazem ao vento.

O ontem se foi com o passar do inverno.
O amanhã está à espera da primavera.
O hoje é o sopro ofegante de vida.

O passado se foi e o futuro é o enigma.
O momento é a rosa aberta.
A vida é o hoje.

AMARILIS PAZINI AIRES





Leia... a imagem.


Conta a história,
que o amor envolve
música e poesia.
Que romancista,
fala substancialmente,
de saudade.
Que a mistura
gera imensa variedade
de sentimentos.
E realmente,
não é por falta de provas.
E que o mais desagradável
é a dor de cotovelo.
Não quer dizer
que deva ser visto
com maus olhos.
Apenas que suspiros,
são seus mais frequentes
propósitos.

Cecília Fidelli.


Você voltou...

Foi à saudade
Só prá recordar
Lembranças ou amor
Você retornou você está aqui, quis rever, me ver,
Conversar sobre o passado
Olhar para mim com os olhos emocionados
Falar com carinho do nosso amor.

Senti a sua vontade de me abraçar,
De descarregar tanta ansiedade, uma energia presa
Que queria se libertar desafogar os seus sentimentos,
Aliviar o seu coração, querendo tudo me dá,
Todo o amor que tanto guardou.

Se liberar de vez, se entregar
Deixar o seu corpo falar, a sua paixão rolar
Gritar de amor fazer tudo que desejar
Dizer que voltou por amor.

Afinal você voltou, não existe outra razão
Que não seja por amor;
O importante é que estais aqui junto de mim
E naturalmente deixarei acontecer, porque sei,
Que eu farei você se revelar.

Aos poucos você vai me abraçar me dá carinho,
E então vou lhe beijar, com tato amor, com tanta paixão,
Que não vai resistir, nem dizer não
Aproveitando a oportunidade que o seu coração me dá,
Carente precisando de amor, você não vai resistir,
E como nunca vai se entregar, com loucura, com doçura,
Desafogar a alma, e pela primeira vez seremos felizes por nos amarmos...
Cláudio D. Borges




Render-te com jeito...


No carinho das nuvens serenas,
Algemas me soltam pra voar;
Vôo alto, presa na liberdade,
infinito espaço de sonhar;
Visto-me de Lua Nua,
Dispo o Sol ardente no ar,
Mergulho nas águas claras,
No oceano pra te buscar;
O mar descansa em teus olhos
quando se fecham pra beijar;
No céu, estrelas de mel
para o amor adoçar;
Arco íris faz ninho,
colorido e multicor;
Render-te com jeitinho,
Perder-me em nosso amor.


Marisa de Medeiros




Manhã de chuva


Cinza no pano de fundo
e o movimento sob a chuva fina
de uma mulher pequenina
lúbrica, leve e passante.

A pele alva, abranquejada.
Pêlos ruivos, encrespados.
A boca nos mesmos tons.

Dentro da bata cigana
bege, de estampas marrons,
tijolo e verde pálido

trafegavam

o indizível rigor de Baudelaire,
o instinto surrealista de Breton,
um passeio nos jardins de Mönet ...

Dafne sobre a terra
- a aura fluídica, onírica -
flutuava, e ao caminho despejava
luz, flóreos lampejos prateando a brisa.

Perfumes, este apolo os recolhia:
gáudios louros, impressões
que a miúda chuva fina umedecia.

Com toques, carícias
no corpo alvadio,
passa um poema volátil
“ só na mente lapidado”.

Calígrafo enfeitiçado
compreendo que o frio das cores ...
é belo!

Acendo um cigarro
na tocante manhã chuvosa!

E a pequenina mulher
lúbrica e leve, passante ...
ornando-a a névoa fina.



MAURO VERAS, no capítulo “Matéria conjugada” in Gerúndio - a matéria e o processo, página 60, Ed. Sette Letras, RJ, 1999.





Por você...

Por você,
Eu falei com o meu silêncio e eu o cambati
Com você nos braços eu chorei a tua ausência
Chorei com medo de perde-la, quando te beijava
Em silêncio quando orava, os teus olhos eu sonhei.

Conversei com deuses do olimpo nas montanhas
Pedi ajuda à eles para nunca, jamais perde-la
Caminhei por estradas desconhecidas e perigosas
Buscando a flor azul de maio para agradá- la.

É amor demais eu sei!
Mas o medo de perde-te me apavora
Porque eu seria incompleto sem você
E incompleto fatalmente morreria.


Joe Luigi
















Será

Será
Que se vive por amor?
Será que quando amamos
Encontramos paz?

Será qe conseguimos
Entregar o coração
Totalmente sem pensar
Nas consequências

Porque nos machucamos
Se o amor é maravilhoso
Porque choramos
Quando algo não está bem?


Será que o amor
Nos deixa entregue a solidão?
Porque na realidade
O amor é ilusão
Será?

Anjopoesia















ATREVIMENTO

Tem que se ter ousadia,
uma dose de delírio,
muito atrevimento,
ir onde ninguém foi,
amor e sacanagem,
toques atrevidos,
carícias inusitadas,
eternizar o momento,
desprezar bobagens,
tabus e conceitos,
mãos esparramadas,
línguas de fogo,
beijos sufocantes,
jogar o jogo,
ativos participantes,
fazer de todos jeitos,
muito e mais,
nunca é demais,
estreitar os elos,
solo de violoncelo,
estrelas, fagulhas,
regato de sumos,
amor em seiva,
o que mais
possa ser!

[gustavo drummond]



ROSAS

O que seria das rosas,
Sem a beleza e o perfume,
Para mostrar o amor num simples gesto?
Embalando sentimentos em suas cores variadas,
Assim como a diversidade e a intensidade,
Daqueles que apreciam o brilho das rosas.
Quanto brancas mostram a paz entre lençóis,
Que fazem tranqüilas em seu olhar.,..
Quando vermelhas, como paixão,
Como instinto aflorando todos desejos...
Rosas que numa imensidão desse mundo,
Vão despertando sonhos ,
E circulando entre pensamentos que se tornam prazeres.
Belas rosas de cores , tamanhos ,
Mas com o aroma que transpõem até os céus,
Para simplesmente mostrar-se única ou num bouque...
Mas seja ela de qualquer jeito,
É a rosa que perfaz imaginações humanas,
Como dádiva de um Deus que a fez para o amor!!!

AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA







Tua presença...

É madrugada e no silêncio
procuro-te
Em meus pensamentos
sempre vens

Minha alma sente a tua ausência
Clama pela tua presença
Apressa-te, não a faça esperar
Está a sofrer demais

Seu cântico de luz me acalma
Bastaria uma palavra tua
Para que a certeza fosse dada
E toda ternura aflorada

Seríamos eu e você
O nosso amor
Os nossos sorrisos
E a nossa paz... Eternizados...

Ricardo G Denunes ®





A felicidade
*
Se a felicidade existe há de ter
sorrisos sem lágrimas ocultas;
há de ter essências perfumadas
generosamente distribuídas
fazendo de todos os dias,
dias especiais.
*
Se a felicidade existe
todo mundo poderia ser poeta
com direito à se construir
um mundo paralelo de fantasia
de sonhos e poesias.
*
Se a felicidade existe
mesmo os pequenos momentos
devem proporcionar grandes instantes
que deixem um prazer imenso,
ainda que o tempo siga avante
conserve a alegria no presente.
*
Ah! a felicidade existe
basta olhar no sorriso de uma criança
na sensibilidade de uma poesia
ou no encanto do sol que brilha
em olhos apaixonados.
*
Loivíelger e Ataíde Lemos






TEUS SEIOS...




"Teus seios são dois pomos sazonados:
Lindos, de rósea cor, entumescidos...
Quando os toco não há quaisquer pecados,
Porque, no amor, há sonhos renascidos...

Teus seios, oh!-, amada, são encantos,
A cálida ternura, sem ruídos,
Onde adormeço em paz e escuto os cantos
Das aves maviosas, sem alaridos...


Eles são dois faróis em teu corpo belo:
Luzes brihantes a que tanto anelo,
Numa ânsia louca de incontentado amante...

Com eles sou nauta a desvendar os mares;
Sou poeta de estrelas e luares
E o amante do teu corpo velejante..."




(A.) J. Udine - 13-03-2010


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4 Comentários:

  • Tudo muito lindo por aqui...
    Obrigada, adorei estar nesse espaço.
    Linda vc!
    bj na alma!

    Por Blogger Dú Karmona, às 3 de fevereiro de 2011 16:08  

  • Este comentário foi removido pelo autor.

    Por Blogger Dú Karmona, às 3 de fevereiro de 2011 16:09  

  • Minha linda Grande Poeta MARTA PERES!
    "POESIA, ENCANTO DA ALMA!"Esse Cantinho maravilhoso encanta alma,
    vida e coração.Beleza estonteante de variedades e talentos...sempre voltados para o amor e seus derivados.Parabéns pelo seu original e envolvente carinho amigo e pessoa incrivelmente humana como vc é!Seu coração é amor a céu aberto, acolhe
    e faz brilhar tanta gente linda.O meu coração emocionado e feliz agradece por me sentir incluida entre tantos que admiro, leio e respeito.Que Deus continue te iluminando e que teu coração e alma brilhem infinitamente. Obrigada!Muito obrigada!Parabéns aos poetas que encantaram esse espaço. Beijos na alma!!!!

    Por Blogger Marisa, às 3 de fevereiro de 2011 19:24  

  • - Marta, muito obrigado pela publicação do meu poema.
    Foi uma grata surpresa!
    Paz e Poesia,
    Cecília Fidelli.
    www.ceciliafidelli.blogspot.com

    Por Blogger Cecília Fidelli, às 6 de fevereiro de 2011 15:24  

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